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Documentos para consulta
Chama-se a atenção para a secção do Portal "Quem Somos - Estatutos/regulamentos". Aí são colocados documentos de consulta importante cujo paradeiro, segundo soubemos, era desconhecido por alguns interessados.
Aprovados plano e orçamento da SPA para 2010

O Plano e o Orçamento da SPA para 2010 foram aprovados com 106 votos, sete abstenções e dois votos contra, na Assembleia Geral realizada no passado dia 22 de Dezembro na sede da cooperativa.
A apresentação do Plano e do Orçamento esteve a cargo do administradordelegado José Jorge Letria, que referiu a situação de crise vivida pelas indústrias culturais e o modo como essa realidade afecta a SPA e a vida dos autores. Relativamente ao próximo ano, foi destacado o esforço a ser realizado no sentido de se modernizarem os serviços da cooperativa através da instalação definitiva do SGS até ao fim do primeiro trimestre de 2010, de se aprofundar o apoio mutualista aos autores, de se reforçar a intervenção junto das autoridades judiciais e policiais e dos decisores políticos para que se intensifique o combate à pirataria e a outras formas de desrespeito pelos direitos dos autores. Foi ainda referida a aposta estratégica nas áreas das novas tecnologias, da negociação com os grandes operadores, da gestão dos contratos do audiovisual e da recuperação de créditos como forma de se aumentarem os valores cobrados pela SPA.
Durante a assembleia foi anunciado que a SPA é candidata à presidência da AGECOP, numa lista única, em acto eleitoral a realizar no final de Janeiro do próximo.
Os cooperadores presentes na Assembleia Geral solidarizaram-se com o Hot Clube de Portugal, que ficou privado das suas instalações, em consequência de um incêndio registado na madrugada de 22 de Dezembro, no prédio onde se encontra sediado há décadas, tendo entretanto sido solicitada pela Administração da SPA a intervenção do Ministério da Cultura e da Câmara de Lisboa no sentido de se encontrar um espaço alternativo para aquela instituição cultural.

Lisboa, 23 de Dezembro de 2009
A Administração

Celebrar Carlos Paredes no Dia Mundial da Música

Em nome da Administração e da Direcção da SPA, é com o maior gosto que saúdo os ilustres representantes da Câmara Municipal de Cascais, autarquia com a qual a estrutura representativa dos autores portugueses tem mantido, nos últimos anos, uma frutuosa cooperação, patente, designadamente na permuta de exposições como a que hoje se inauguração no Museu da Música Portuguesa.
A SPA já teve o gosto de acolher, entre outras, uma excelente exposição dedicada a Fernando Lopes Graça, no centenário do seu nascimento, e outra dedicada a José Afonso, vindas da Câmara de Cascais.
Este é um caminho que desejamos continuar a trilhar, aprofundando, cada vez mais, os nossos laços de cooperação com o Poder Local, que é aquele que mais perto se encontra das populações e também o que mais tem contribuído para dinamizar a vida cultural portuguesa através de iniciativas muito participadas e de grande criatividade, que vão da música à literatura, passando pelo teatro e pelas artes plásticas, entre outras.
Esta exposição foi concebida pelo cenógrafo e artista plástico Fernando Filipe a partir do espólio legado por Carlos Paredes, em testamento, à Sociedade Portuguesa de Autores, quando faleceu em 2004. A parte mais significativa desse espólio, incluindo a sua guitarra de concerto construída em 1963, figuram nesta mostra, a primeira com esta dimensão dedicada ao genial compositor e intérprete.
Carlos Paredes gostava muito de Cascais e foi um dos fundadores do Teatro Experimental de Cascais, em 1965, tocando ao vivo a música que compôs para a “Esopaida”, de António José da Silva, com encenação de Carlos Avilez. A última homenagem que recebeu antes iniciar um longo período de imobilidade e sofrimento, que durou 11 anos, foi justamente prestada pelo TEC, em Novembro de 1993, com o descerramento de uma placa que lhe era dedicada, no Teatro Mirita Casimiro, no Monte Estoril. Portanto, Cascais esteve muitas vezes presente no seu percurso como artista e como cidadão.
Carlos Paredes, com a sua reconhecida humildade, com a sua generosidade e sentido humanista, foi um génio da música portuguesa e podia ter construído, num outro contexto, uma brilhante carreira internacional, que nunca deixou de estar ao seu alcance. Mas preferiu ficar na sua terra, ao serviço do povo e da cultura que eram os seus.
A SPA deu o seu nome à galeria e sala de actos do seu edifício 2 e tem sempre presente a sua obra, o seu legado e o seu exemplo, pois Carlos Paredes foi um dos mais ilustres membros da nossa grande cooperativa de autores.
Para nós, ele continuará sempre vivo com a sua música, a sua grandeza de carácter e com a sua genialidade. Por onde passou só deixou amigos e admiradores incondicionais.
O prémio que tem o seu nome acaba de ser atribuído, na edição deste ano, ao grande instrumentista Pedro Jóia. Assim, o seu legado continua vivo e bem presente.
Resta-me, pelos laços que me ligam a esta terra e a esta autarquia e pela amizade que, durante mais de 30 anos me ligou a Carlos Paredes, desejar que esta exposição, oportunamente inaugurada no Dia Mundial da Música, seja visitada pelo maior número possível de pessoas, sobretudo em idade escolar, e que se parta, em cada dia, à descoberta ou redescoberta de uma música que, talvez como nenhuma outra, sintetiza na perfeição a afectividade, a nostalgia e a capacidade de sonhar que caracterizam a nossa maneira colectiva de ser e de estar.
Onde quer que esteja, Carlos Paredes estar feliz por saber que hoje, Dia Mundial da Música, é Cascais que o aplaude, de pé como ele sempre mereceu.

José Jorge Letria
1 de Outubro de 2008

CIADLV - Encontro em Lisboa

Vai ter lugar em Lisboa, no próximo dia 21 de Outubro, terça-feira, uma reunião do grupo de trabalho do Conselho Internacional de Criadores Dramáticos, Literários e Audiovisuais (CIADLV). Este encontro, que se realiza a convite da Sociedade Portuguesa de Autores, e que terá lugar nas suas instalações em Lisboa, tem por objectivo preparar a reunião anual do CIADLV que se irá realizar em Cracóvia, na Polónia, a 22 e 23 de Abril de 2009. A SPA é representada neste Conselho desde Abril de 2005 pelo seu Vice-Presidente José Jorge Letria.

 

SPA saúda homenagem a António Alçada Baptista

A Sociedade Portuguesa de Autores associa-se à homenagem que, em boa hora, a Fundação Oriente e o Centro Nacional de Cultura prestam, no próximo dia 18, no Museu do Oriente, a António Alçada Baptista, escritor, memorialista e cidadão empenhado nas lutas pela cultura e pela democracia, que foi membro da Direcção da SPA.

A SPA recorda que foi criado em 2009, após o falecimento do autor, um prémio de literatura autobiográfica e memorialística que tem o seu nome e que será atribuído pela primeira vez em 2010.

António Alçada Baptista, agora homenageado por duas prestigiadas instituições a que esteve activamente ligado, foi uma das pessoas que mais dignificaram a actividade autoral no quadro da vida cultural portuguesa, em que nunca deixou de ser uma figura de referência.

Lisboa, 16 de Dezembro de 2009

A Administração

 

Lançamento do Livro "Reserva de Fumo" de Nuno Gomes dos Santos

A SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES convida V. Exa. para o lançamento do livro, da autoria de Nuno Gomes dos Santos,

 

Reserva de Fumo

Com a presença do autor, do jornalista Viriato Teles, que fará a apresentação da obra, e do canto-autor Samuel que interpretará temas do seu reportório.

O livro é editado pela Associação Cultural Manuel da Fonseca, com o apoio do Fundo Cultural da SPA.

3 de Dezembro de 2009, 18:30H - Auditório Maestro Frederico de Freitas - Av. Duque de Loulé, 31 - Lisboa

97ª Sessão do ciclo " A dramaturgia e a Prática Teatral"
Hoje dia 26 de Novembro às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas.
I encontro Lusófono de Sociedades de Autores:

Decorreu, no passado dia 10 de Novembro, na sala-galeria Carlos Paredes, o I Encontro Lusófono de Sociedades de Autores, iniciativa concebida e dinamizada pela SPA, que contou com a participação de sociedades de autores do Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde, para além da própria anfitriã . O Encontro contou com o alto patrocínio do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da CPLP.

O evento contou, entre outras, com as participações e intervenções do Secretário-Executivo da CPLP, Dr. Domingos Simões Pereira, e do Director-Geral da CISAC (Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores), Eric Batiste.

Na opinião dos participantes, este Encontro, cujos comunicado final e proclamação sobre os direitos de autor, que enviamos em anexo, foi coroado de êxito, constituindo um passo relevante para uma efectiva cooperação entre as sociedades de países onde se fala o Português. O aspecto mais relevante terá sido mesmo a aprovação da proposta de criação de um Comité Lusófono a integrar na estrutura da CISAC. Essa proposta foi aprovada por unanimidade e de imediato entregue ao Director-Geral da CISAC, que manifestou a sua concordância e apreço pela iniciativa.

Lisboa, 11 de Novembro de 2009
A Administração

Com Todas as Letras
Livros, Autores e Editores em Debate
Consulte o programa
Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores
I encontro Lusófono de Sociedades de Autores

Realiza-se no próximo dia 10, no Auditório-galeria Carlos Paredes, no edifício 2 da SPA, o I Encontro Lusófono de Sociedades de Autores, iniciativa da cooperativa dos autores portugueses.

Este encontro contará com a participação de cinco sociedades brasileiras e três de países africanos de língua oficial portuguesa (Angola, Moçambique e Cabo Verde), para além da sociedade anfitriã, responsável pela iniciativa e sua proponente.

O encontro, que conta com o alto patrocínio do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) tem como objectivo estreitar as relações e os contactos profissionais e institucionais entre as sociedades lusófonas e fazer o levantamento das realidades e experiências nacionais no domínio da gestão colectiva do direito de autor.

A ideia de se realizar este encontro partiu da SPA, em finais de 2004, durante a Assembleia Geral da CISAC, que decorreu em Seul, Coreia do Sul. A apresentação formal do projecto foi feita em Junho deste ano em Washington, durante a Cimeira Mundial do Copyright/Direito de Autor.

Neste encontro, que decorre durante a presidência portuguesa da CPLP, estarão presentes e intervirão Eric Batiste, director-geral da CISAC (Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores), Domingos Simões Pereira, secretário-executivo do CPLP, e Ana Gomes, membro do Parlamento Europeu.

No decorrer do encontro será formalmente proposta a criação de um Comité Lusófono no âmbito da CISAC.

Lisboa, 3 de Novembro de 2009
A Administração

Revisão de estatutos
De acordo com o que foi comunicado a todos os cooperadores, encontram os documentos para consulta na secção "DIVERSOS"
Cinema Português - Filmes Esquecidos
De 4 de Novembro a 18 de Dezembro de 2009, no Auditório Maestro Frederico de Freitas
Ciclo "Letras com vida" começou na SPA

Teve início no dia 21 de Outubro, no auditório Frederico de Freitas da SPA, o ciclo de debates designado por Tertúlia Letras Com Vida, iniciativa promovida conjuntamente pelo Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa da Universidade de Lisboa e pela SPA, que entretanto estabeleceram um protocolo de cooperação.

O ciclo inaugural subordina-se ao título As Várias Faces do Mito e é coordenado pela Profª. Marília Futre Pinheiro. Na sessão da passada quarta-feira, em que se abordou o tema Mitos de Ontem e de Hoje, participaram Aurélio Lopes, Malangatana e Marília Futre Pinheiro.

A coordenação geral da Tertúlia Letras Com Vida está a cargo da Profª. Annabela Rita, sendo os ciclos temáticos coordenados por nomes como Fernando Cristóvão, Inocência Mata, José Eduardo Franco, Miguel Real, Paulo Mendes Pinto e Pedro Calafate, entre outros.

Programa Autores na TVI 24 Homenageia Raul Solnado

O segundo programa da série Autores será transmitido na TVI 24, no próximo sábado dia 24, às 23h, com a participação da escritora Leonor Xavier e do ensaísta e presidente do Centro Nacional de Cultura Guilherme d'Oliveira Martins. Trata-se de um programa evocativo de Raul Solnado, na passagem do 80º aniversário do seu nascimento.

No programa falar-se-á de Raul Solnado A Vida não se Perdeu, biografia do actor-autor, da autoria de Leonor Xavier, e da importância que o humor tem na cultura, aspecto salientado por Guilherme d'Oliveira Martins.

Esta emissão conta ainda com uma breve intervenção musical ao piano de Paulo Sérgio Santos, apresentador do programa. Ainda nesta emissão dedicada a Raul Solnado estão incluídos depoimentos sobre o homenageado da autoria de José Nuno Martins, António Casimiro, São José Lapa, Miguel Guilherme, Luís Filipe Borges e Nilton entre outros

O programa seguinte da série Autores conta com participação de Nuno Carinhas, encenador e director do Teatro São João do Porto, de Bernardo Sassetti, com duas intervenções musicais, e ainda de João Salavisa, distinguido com a Palma de Ouro do Festival de Cannes para curtas-metragens pelo seu filme Arena.

Lisboa, 21 de Outubro de 2009

Congresso de fotografos profissionais
Dias 23, 24 e 25 de Outubro

Informações sobre o congresso em http://anif.pt
Programa "Autores" na TVI24 Vai para o ar no Sábado 17 de Outubro

É transmitido no próximo sábado, às 23h, o primeiro programa da série AUTORES na TVI24. Este programa resulta de um acordo estabelecido entre a SPA e a TVI e terá um total de vinte e seis emissões com periodicidade semanal.

A emissão a ser transmitida no próximo sábado tem como convidados José Cid e André Sardet que, além da entrevista concedida a Paulo Sérgio Santos, apresentador do programa, interpretarão também canções dos seus reportórios.

Nos programas que já se encontram gravados participam, entre outros, Leonor Xavier, Guilherme d'Oliveira Martins, Nuno Carinhas, Bernardo Sassetti, António Victorino d'Almeida, Emanuel, Alice Vieira e Daniel Sampaio.

O programa Autores passará na TVI24 todas as semanas no mesmo horário.

Lisboa, 16 de Outubro de 2009

SPA assinala 80º Aniversário do Nascimento de Raul Solnado

A SPA vai assinalar, no próximo dia 19 de Outubro, a passagem do 80º aniversário do nascimento de Raul Solnado com a apresentação do livro Raul Solnado-A Vida Não Se Perdeu, da autoria de Leonor Xavier.

A sessão de lançamento está marcada para as 19 horas, na Galeria Carlos Paredes. Nela intervirão, entre outros, Alice Vieira, António Casimiro, Inês de Medeiros, Rui Mendes e Nuno Artur Silva, dando testemunho sobre Raul Solnado a sua vida, carreira e obra.

Ainda para assinalar a efeméride, a SPA tem já patente na entrada do seu edifício-sede uma exposição com fotos e cartazes de Raul Solnado que já figuraram na exposição A Vida É Um Palco, patente na SPA em 2005, homenageando o grande actor-autor.

Lisboa, 14 de Outubro
A Administração

Programa da SPA avança na TVI 24

Estão em curso na TVI 24 as gravações do programa AUTORES, que irá ser transmitido semanalmente naquela estação a partir de data a anunciar, mas prevista ainda para o mês de Outubro. O programa cujos conteúdos são assegurados pela SPA e que tem apresentação de Paulo Sérgio Santos, cooperador da SPA e ex-director de Programas do Rádio Clube Português, tem a duração de 50 minutos e abarca, ao longo das suas emissões, um grande número de autores de diversas disciplinas e escalões etários, de molde a fornecer uma imagem abrangente e representativa da importância da SPA na vida cultural portuguesa.

Até ao momento foram já gravados programas com José Cid, Prémio de Consagração de Carreira da SPA 2009, André Sardet, Nuno Carinhas e Bernardo Sassetti, Alice Vieira e Daniel Sampaio e ainda um programa de homenagem a Raul Solnado, que contou com as participações de Leonor Xavier, escritora e sua biógrafa, e do ensaísta e Presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins.

Ao longo de cerca de seis meses, a SPA terá presença semanal naquela estação de televisão, contando assim com um espaço importante para a divulgação do trabalho dos autores e do próprio direito de autor. A SPA é, pelo menos a nível europeu, a única sociedade de autores que passa a dispor de um programa regular num canal de televisão.

Entretanto, prossegue a preparação da Gala SPA/RTP, que será transmitida em directo do Centro Cultural de Belém, no próximo dia 8 de Fevereiro, sendo esse o momento escolhido para a entrega dos prémios que vão distinguir os melhores trabalhos autorais de todas as disciplinas representadas pela SPA. A RTP analisa também, neste momento, com a SPA, a forma que irá ter o programa dos autores no Canal 2 daquela estação e que deverá começar a ser transmitido no primeiro trimestre de 2010, uma vez assegurado pela RTP e pela SPA o patrocínio que o viabilize.

A Administração da SPA
2 de Outubro de 2009

Assinalando o Dia Mundial da Música

Ao comemorar hoje, 1 de Outubro, o Dia Mundial da Música, a Sociedade Portuguesa de Autores saúda e aplaude todos os criadores musicais associados a esta cooperativa, seja como beneficiários seja como cooperadores. Ao fazê-lo, a SPA reconhece e sublinha o contributo desses criadores, muitos dos quais são também intérpretes das suas obras, para o engrandecimento da cultura portuguesa, para o prestígio da SPA e, em alguns casos, também para a projecção internacional do nosso país.

A música foi uma das disciplinas mais importantes no processo de fundação da SPA, em 22 de Maio de 1925. Desde então, nunca deixou de o ser, com a diversidade e a pujança das suas várias expressões e géneros.

Com a crescente crise do direito de autor e das formas de o fazer respeitar, o sector da música enfrenta dificuldades maiores do que alguma vez conheceu, desde logo porque fenómenos como a pirataria e a ausência de uma intervenção firme do poder político e da magistratura na salvaguarda dos seus direitos têm contribuído para o agravamento da sua situação. A SPA, orgulhosa de poder representar os mais importantes criadores desta área e todos os outros que nela se integram, tudo tem feito e continuará a fazer para defender os direitos dos criadores musicais que representa, seja em Portugal ou no estrangeiro, seja junto do governo ou dos grupos parlamentares, seja junto das forças policiais ou do parlamento europeu.

O empobrecimento da produção musical traduz-se, inevitavelmente, no empobrecimento da cultura e da economia portuguesas, para além de agravar, significativamente, a precária situação em que vivem muitos criadores musicais.

Desde o apoio à criação musical até aos esforços no sentido de que seja criado um Gabinete de Exportação de Música Portuguesa, a SPA tem efectuado todas as diligências ao seu alcance no sentido de que os criadores musicais que representa e defende vejam os seus direitos protegidos e a sua capacidade de afirmação e reconhecimento alargada. Para além disso, a música tem estado sempre presente na intensa programação cultural da SPA, designadamente através da realização de recitais, de lançamento de discos, de debates e a partir de agora também na presença televisiva que a cooperativa conseguiu assegurar na TVI 24 e na RTP.

Gostaríamos que este Dia Mundial da Música pudesse ser um grande dia de festa, embora reconheçamos que as dificuldades actuais ensombram esse desígnio. Por isso, reafirmamos o nosso compromisso de tudo continuarmos a fazer para que aqueles que, na vida da SPA, representam a criatividade musical possam encarar o futuro com maior tranquilidade e optimismo, apesar dos obstáculos e ameaças constantes que os atormentam.

No próximo ano, a SPA, ao comemorar o seu 85º aniversário, irá organizar uma grande exposição dedicada à música e aos músicos na vida e na história desta instituição. Esta será apenas uma das muitas homenagens que lhes são devidas.

Viva a música e os seus criadores!

 

Conferência Internacional do PLR condenou posição do Governo Português

Representantes de 26 países participaram em Lisboa, tendo como anfitrã a SPA, na Conferência Internacional do PLR (Public Lending Rights/ Direito de Comodato Público), que se realiza com periodicidade bianual.

Esta conferência forneceu uma visão global da situação do regime de comodato ou empréstimo nas bibliotecas em cerca de três dezenas de países. Em análise esteve a transposição para os ordenamentos jurídicos nacionais da directiva europeia de 1992, codificada em 2006, que regula aquele sistema.

Os responsáveis presentes consideraram, no texto da Resolução Final da conferência, inexplicável o facto de o governo português continuar a incluir no regime de excepção as bibliotecas públicas, o que é particularmente decepcionante num país com uma tão forte tradição literária

Por esse motivo, dirigiram um apelo ao governo português no sentido de que dê passos urgentes para corrigir esta inaceitável situação.

Na Resolução Final consta ainda um apelo aos membros da União Europeia que ainda não transpuseram aquela directiva para que o façam quanto antes, de forma a respeitarem os direitos dos autores que a lei de comodato abrange.

No final desta conferência internacional, a SPA homenageou James Parker, responsável pela rede internacional do PLR, e a escritora inglesa Maureen Duffy, figura proeminente na luta pela implantação do PLR a nível internacional, pelo contributo que têm dado para o êxito desta forma de fazer respeitar os direitos dos autores.

Lisboa 25 de Setembro de 2009

Cultura ausente do debate eleitoral

A SPA não pode deixar de assinalar e de reprovar o facto de a Cultura ter estado, até este momento, completamente ausente do debate eleitoral que antecede e prepara a ida às urnas em 27 de Setembro.

Não obstante os apelos que vários responsáveis políticos nacionais e internacionais fizeram no sentido de que a Cultura dê o seu contributo para a superação da crise actual, criando mais emprego, mais riqueza e fortalecendo a identidade nacional, nada foi dito de concreto pelos candidatos, e designadamente pelos cabeças de lista, que deixe prever a atribuição de uma importância efectiva ao trabalho dos agentes culturais e das indústrias da Cultura.

Muito vagamente aflorado nos programas eleitorais, este tema continua, a apenas uma semana do acto eleitoral, a ser relegado para um plano subalterno, o que leva a SPA a temer que, seja qual for a opção maioritária do eleitorado, continuará a haver, da parte das várias instâncias do poder político, escassa sensibilidade relativamente aos agentes culturais e aos seus problemas e direitos. A confirmar-se esta tendência, nada de bom se augura, nos tempos que estão para vir, em relação a este importante sector da vida nacional, conjunturalmente definido como estratégico mas quase sempre marginalizado.

A SPA apela às forças políticas que disputam lugares na Assembleia da República para que reservem à Cultura o lugar que por direito lhe cabe numa visão moderna e transformadora da nossa vida colectiva. Quem deixa empobrecer a cultura, acaba por fazer empobrecer o país, a sua economia e a sua própria identidade. Esta é uma realidade incontornável à qual só por insensibilidade e falta de visão de futuro se poderá fugir, mas será lamentável que tal aconteça.

A Administração da SPA
21 de Setembro de 2009

Conferência sobre Jorge de Sena
A obra de Jorge de Sena foi evocada e analisada na conferência intitulada "Reencontrar Jorge de Sena-Peregrinatio ad loca Poetica", realizada no passado dia 14 de Setembro, no Auditório Frederico de Freitas. A principal intervenção esteve a cargo da investigadora da Universidade de Coimbra, Dr.ªTeresa Carvalho. Uma intervenção apresentada de forma muito viva, recheada de analogias e entremeada com poemas, ditos pelo poeta Joaquim Pessoa, daquele que a administração da SPA classificou, num comunicado emitido a 9 de Setembro, de figura maior da cultura portuguesa do século XX.

Foi também atribuída a Medalha de Honra da SPA a título póstumo a Jorge de Sena que foi entregue a um representante da família do conceituado escritor, mais propriamente ao seu cunhado, tenente-coronel Freitas Lopes irmão de sua mulher, Mécia Sena -, um momento emocionante, no final de uma sessão evocativa da obra de Jorge de Sena, em que o administrador-delegado da SPA salientou o seu simbolismo, lembrando que esta foi uma forma de assinalarmos a data da partida do autor para o exílio prolongado [1959], do qual só agora regressou com a trasladação do seu corpo da Califórnia para Portugal [passados mais de 30 anos da sua morte] e ainda de assinalarmos a data em que completaria 90 anos [nasceu a 2 de Novembro de 1919].

Lisboa, 23 de Setembro de 2009
Sociedade Portuguesa de Autores

SPA Homenageia Jorge de Sena

A Medalha de Honra da SPA atribuída a título póstumo a Jorge de Sena será entregue a um representante da família na próxima segunda-feira, dia 14, às 18,30h, no auditório Frederico de Freitas, no edifício 1 da cooperativa. Para assinalar a importância do acto, a obra de Jorge de Sena será evocada e analisada numa conferência intitulada Reencontrar Jorge de Sena - Peregrinatio ad loca Poética, a proferir nessa sessão pela investigadora da Universidade de Coimbra Dra. Teresa Carvalho. No final da sessão, o poeta e declamador Joaquim Pessoa dirá alguns dos mais importantes poemas de Jorge de Sena, figura maior da cultura portuguesa do século XX.

Esta sessão integra-se na homenagem prestada ao grande escritor com a trasladação dos seus restos mortais, na próxima sexta-feira, dia 11 às 10h, para o Cemitério dos Prazeres, após missa na Basílica da Estrela, em que estarão presentes algumas das mais destacadas figuras do Estado e da vida cultural portuguesa

A Jorge de Sena será entretanto dedicado um dos 32 painéis da exposição A Celebração dos Autores, a inaugurar no próximo dia 1 de Outubro às 18,30h, na Galeria Carlos Paredes, no edifício 2 da SPA. Essa exposição retrospectiva abarcará um conjunto significativo de autores de diversas disciplinas e épocas que foram membros da SPA desde a sua fundação até à época actual, incluindo apenas autores já falecidos.

Lisboa,9 de Setembro de 2009

A Administração da SPA

A morte de José Morais e Castro
Faleceu, aos 69 anos, o actor e autor José Morais e Castro, membro de longa data da SPA e criador desde sempre empenhado nos destinos da sua cooperativa.
Natural de Lisboa, José Morais e Castro era licenciado em Direito, tendo desenvolvido, a par da sua actividade artística, uma intensa actividade como advogado.
Tendo-se iniciado muito jovem como actor, Morais e Castro, que faleceu no passado sábado no Instituto Português de Oncologia, dirigiu, nos anos sessenta, o Grupo Cénico da Faculdade de Direito, foi fundador do Grupo 4, integrou outros grupos e companhias, teve participação regular em telenovelas e séries televisivas, sendo associado por largas camadas do público à personagem do professor do "Menino Tonecas".
Cidadão politicamente comprometido desde a adolescência, José Morais e Castro destacou-se também como encenador e tradutor. Foi ainda director de actores em vários trabalhos de televisão.
A derradeira despedida ao actor e autor foi feita no Palácio Galveias, no passado domingo, tendo o funeral seguido para o Cemitério do Alto de São João.
À família enlutada, a Direcção e Administração da SPA endereçam o testemunho do seu pesar, recordando o amigo, o autor, o artista de talento e o cidadão comprometido com os grandes combates pela liberdade e pela democracia.
A SPA quer ver a cultura nos programas e debates eleitorais

A SPA apela aos partidos que vão participar nas próximas eleições legislativas no sentido de que incluam o tema da cultura e da defesa dos seus criadores nas suas medidas programáticas e nos seus debates eleitorais. O governo a sair das eleições de 27 de Setembro deverá assumir uma atitude diferente dos anteriores em relação à cultura e aos direitos dos autores, designadamente através de um maior investimento nesta área e de uma maior atenção relativamente aos agentes culturais, às suas necessidades, expectativas e reivindicações.

Se, de facto, se pretende que a cultura e as indústrias culturais dêem um contributo para a ultrapassagem da crise, então será necessário dotar este sector com os meios materiais e legais que lhe são devidos para que aquele objectivo possa ser atingido. Recorde-se que o próprio presidente da Comissão Europeia já realçou o papel da cultura na recuperação e no desenvolvimento da economia.

Espera-se do governo que sairá das próximas eleições legislativas uma atitude mais firme e eficaz no processo de transposição das directivas da União Europeia, no combate às várias formas de pirataria que atingem a cultura e os seus criadores e ainda um apoio mais significativo, com normas e critérios transparentes, a quem faz da criação e da difusão culturais uma forma de gerar riqueza, de criar emprego e de contribuir para o reforço da identidade e da coesão nacionais.

Este apelo é extensivo aos deputados recentemente eleitos para o Parlamento Europeu, dos quais se espera que, em Bruxelas e Estrasburgo, assumam uma atitude mais atenta e interventiva no que se refere à legislação comunitária que diz respeito à área da cultura.

Essa atitude deverá ser diferente da até agora adoptada, traduzindo-se na defesa efectiva dos autores, dos artistas e dos seus direitos e interesses. Se esta nova forma de ver e fazer as coisas no domínio da cultura não se concretizar, tanto no plano interno como ao nível da União Europeia, a vida cultural portuguesa sairá empobrecida e, com ela, a nossa vida colectiva aos seus diversos níveis de expressão e comunicação.

A Direcção e Administração da SPA

Lisboa, 21 de Julho de 2009

GRIPE A: Plano de Contigência

A SPA está a ultimar um plano de contingência em relação à gripe A, cujas acções de prevenção já se encontram a ser desenvolvidas nos dois edifícios da cooperativa. Este plano inclui um programa de vacinação em moldes a definir, destinado aos funcionários.

Deste modo, a SPA, atenta à realidade nacional e internacional neste domínio, pretende salvaguardar a saúde dos seus funcionários e assegurar o funcionamento dos serviços, caso a situação de pandemia venha a concretizar-se, como tudo leva a crer que virá a acontecer.

Prémio de Jornalismo Raul Brandão

A Sociedade Portuguesa de Autores decidiu criar o Prémio de Jornalismo Raul Brandão, com o objectivo de sensibilizar a opinião pública para a defesa dos direitos dos autores e de homenagear o autor de «Húmus»,\ nome grande do jornalismo e da literatura portugueses, que integrou o elenco de fundadores da Sociedade Portuguesa de Autores, em 1925.

O prémio, com o valor pecuniário de 2.500 euros, será atribuído anualmente ao melhor texto (sem especificação de género) publicado na imprensa escrita portuguesa sobre a problemática do Direito de Autor nas suas diversas vertentes.

O júri será constituído por três elementos de reconhecida competência nas áreas do Jornalismo e do Direito de Autor, designados pela SPA.

Os trabalhos concorrentes ao prémio deverão ser enviados para a sede da SPA (Av. Duque de Loulé,31, 1069-153 Lisboa), em quatro exemplares, até ao último dia útil do mês de Janeiro do ano subsequente àquele a que o galardão se refere.

O prémio será entregue, anualmente, no dia 22 de Maio, durante a sessão comemorativa do Dia do Autor Português. As decisões do júri são irrecorríveis.

Os exemplares dos trabalhos concorrentes não serão devolvidos.

Os concorrentes podem candidatar mais de um trabalho jornalístico em cada edição do prémio.


 

A SPA condena a destruição de livros pelas Editoras

Tem vindo a aumentar nos últimos meses, de forma preocupante, o número de editoras de livros que recorrem à destruição de exemplares de títulos dos seus fundos editoriais como forma de fazerem face à crise que também atinge o sector. Embora tentando compreender as dificuldades que muitas dessas editoras enfrentam, a SPA considera que a destruição de livros não pode, em circunstância alguma, ser encarada como um recurso fácil para a resolução de problemas de carácter estrutural.

Mesmo assumida como uma medida de gestão, a destruição de livros é sempre um acto de lesa-cultura e frequentemente uma forma de grave desrespeito pelos direitos dos autores das obras que se encontram contratualmente consignados e claramente definidos.

Assim, não podem as editoras destruir livros sem antes ponderarem com rigor o que os contratos de edição determinam e sem esgotarem todas as possibilidades existentes no que diz respeito à sua venda a preços reduzidos aos respectivos autores ou à doação a instituições públicas ou privadas de solidariedade social que deles podem fazer bom uso.

Invocam, com frequência, as editoras as limitações de natureza fiscal, designadamente em sede do IVA, que surgem quando a doação é encarada como uma solução possível. No entanto, entende a SPA que, também a este nível, pode e deve o Estado contribuir para que se encontrem soluções que não se traduzam na destruição pura e simples de um património cultural significativo.

Por outro lado, apela a SPA às autarquias locais no sentido de que, em articulação com as editoras que têm iminente a destruição de muitos milhares de livros, encontrem soluções que contribuam para a aquisição a preços reduzidos de acervos bibliográficos que enriqueçam o espólio das bibliotecas da rede de leitura pública, ou outras.

Qualquer solução que não se traduza na destruição de livros é melhor do que a prática desse acto que, até no plano simbólico, é inaceitável e preocupante. Se existem obstáculos de ordem fiscal, que sejam removidos em nome do interesse cultural dos títulos que podem ser destruídos, dos direitos de autor associados às obras e também da própria dignidade dos autores.

A SPA continuará a analisar detalhadamente todas situações que envolvam autores e obras cuja representação lhe esteja confiada, no sentido de assegurar o integral respeito daquilo que os contratos estipulam e a tentar contribuir para que se encontrem soluções que impeçam a destruição de livros. A sua recuperação pode constituir um importante incentivo à leitura e uma forma de demonstração pública de que, na sociedade de consumo, o livro nunca poderá ser encarado como um objecto descartável, como um desperdício ou como um fardo que é preciso alijar. A destruição física de livros contraria e põe em causa o património cultural e moral de muitos séculos de civilização. Por tudo isto, é imperioso que se encontrem, quanto antes, outras soluções. Em nome da cultura, em nome dos autores, em nome do interesse da comunidade.

A Administração da Sociedade Portuguesa de Autores

Lisboa, 9 de Julho de 2009

SPA em reunião com o Ministro da Cultura:

A Administração da SPA foi recebida pelo Ministro da Cultura, no passado dia 29 de Junho, na sequência das tomadas de posição públicas que tem vindo a assumir, com o objectivo de se constituir um grupo de trabalho que promova a resolução das principais questões que se colocam aos autores portugueses. No encontro estiveram também presentes representantes da GDA, AFP, AGECOP e GEDIPE. Os principais temas abordados foram a alteração da Lei da Cópia Privada, que trará importantes benefícios aos autores através da taxação dos suportes digitais e a protecção do Direito de Autor na internet, com consequente combate ao download e upload ilegais. Da reunião saiu ainda o acordo quanto à constituição do grupo de trabalho que reunirá novamente com o ministro em meados de Julho, com vista, designadamente, à definição do método de trabalho a adoptar.

Comunicado

O Primeiro-Ministro José Sócrates reconheceu publicamente que o seu governo investiu na cultura menos do que deveria ter investido. O reconhecimento deste erro vem ao encontro de uma posição reiteradamente assumida pela SPA, segundo a qual a cultura só pode contribuir, de forma efectiva, para a superação da crise e para o desenvolvimento do país se os criadores, os artistas e todos aqueles que trabalham neste sector dispuserem dos apoios que lhes são devidos. Foi nessa perspectiva que a SPA lançou, em Março deste ano, a Plataforma " A Cultura Contra a Crise", que tem vindo a ser dinamizada e alargada com resultados positivos.

A cultura não é nem pode ser um mero ornamento eleitoral, nem um segmento menor da actividade pública. A cultura é capaz de gerar riqueza, criar empregos, fortalecer a cidadania e aumentar o grau de coesão social. Quem não investe nela o que deve ser investido, acaba por ter um país mais pobre, com menos massa crítica e com menos visibilidade e prestígio internacionais .

A SPA faz votos no sentido de que até ao termo da presente legislatura, o governo reforce o apoio aos criadores culturais e de que o próximo governo, seja qual for a maioria, reconheça o papel estratégico que a cultura pode e deve ter no desenvolvimento do país. Para tanto, é indispensável que as medidas legislativas que venham a ser adoptadas levem em conta os verdadeiros interesses dos agentes culturais, que a transposição das directivas europeias nesta área seja efectuada de uma forma célere e adequada e que seja travado um combate firme e constante contra as várias formas de pirataria que prejudicam os autores, os artistas, a economia e a própria sustentabilidade da nossa vida cultural. Convém ter presente que o contributo das indústrias culturais para o Produto Interno Bruto (PIB) do país é cerca do dobro do proveniente da indústria do futebol.

Resta à SPA desejar que as declarações do Primeiro-Ministro representem um abrir de portas para uma atitude diferente, mais dialogante e construtiva do poder político em relação à cultura e aos seus agentes. Nunca é tarde para que ela seja adoptada. A cultura é uma das poucas grandes riquezas nacionais e como tal tem que ser encarada, respeitada e tratada. Essa é uma exigência permanente e legítima da Sociedade Portuguesa de Autores.

Lisboa, 19 de Junho de 2009

A Administração e a Direcção

A morte de José Calvário
Compositor, orquestrador e director de orquestra, José Calvário faleceu em Oeiras, aos 58 anos, no passado dia 17, após doença prolongada.

Autor da música de canções como "E depois do adeus" e "Flor sem tempo", José Calvário era beneficiário da SPA desde 1971 e seu Cooperador desde 1988.

José Calvário trabalhou como orquestrador e director de orquestra com alguns dos maiores nomes da música portuguesa, destacando-se pela sua criatividade e talento, durante mais de três décadas reconhecidos pelo público e pela crítica.

 
Sociedades de Autores Lusófonas

Por iniciativa da SPA, realiza-se a 10 de Novembro em Lisboa, na sede da cooperativa, na Galeria Carlos Paredes, o I Encontro das Sociedades de Autores Lusófonas, que coincide com a fase final da presidência portuguesa da CPLP.

A esta iniciativa aderiram já mais de uma dezena de sociedades do espaço lusófono. Nela estarão também presentes representantes da Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (CISAC) e de outras instituições nacionais e internacionais.

Com este projecto, pretende a SPA contribuir para a criação de uma regular dinâmica de diálogo, de colaboração efectiva e de contínua troca de informações entre as sociedades de autores de países que têm o português como língua oficial.

A preparação deste encontro, em marcha há alguns meses, foi debatida em Washington durante a Cimeira Mundial do Direito de Autor e a Assembleia Geral da CISAC, em que a SPA esteve representada pelo seu presidente e pelo vice-presidente e administrador-delegado, respectivamente Manuel Freire e José Jorge Letria, bem como, pela directora do Departamento de Relações Internacionais, dra. Vanda Guerra.

Durante essa troca de impressões surgiu a ideia de, no encontro de Lisboa, ser proposta a criação, dentro da estrutura da CISAC, de um Comité Lusófono, passo fundamental para reforçar a presença do universo de língua portuguesa no contexto internacional do direito de autor.

Prémios Literários Cascais 2009


Prémio Branquinho da Fonseca -
Conto Fantástico
Prémio Matilde Rosa Araújo - Revelação na Literatura Infantil e Juvenil

Consulte os Regulamentos

Intervenção da PSP em Defesa dos Direitos dos Autores

A PSP de Évora, conjuntamente com o SEF, levou a cabo na noite de sexta-feira, 22 de Maio, uma acção de fiscalização a estabelecimentos de diversão nocturna que teve, entre muitos outros aspectos, por finalidade verificar o cumprimento da Lei no respeitante às licenças de Direito de Autor, emitidas pela SPA. Essa acção, realizada por cerca de 50 elementos da PSP, foi também apoiada por fiscais da Sociedade Portuguesa de Autores que, no terreno, coadjuvaram aquela força policial na identificação de situações de ilegalidade.

As várias forças policiais com poderes de fiscalização nesta matéria preparam-se para intensificar as suas acções, sabendo-se que com o começo da época estival aumenta significativamente o número deste tipo de estabelecimentos bem como as situações de ilegalidade a eles vulgarmente associadas.

Entretanto, prosseguem a bom ritmo, por todo o país, as reuniões e acções de formação para agentes das várias forças policiais, realizadas com representantes da SPA, com vista à sua preparação na detecção e autuação das situações de incumprimentos da Lei.

Lisboa,27 de Maio de 2009

Colóquio “Dia Mundial da Diversidade Cultural”

A Coligação Portuguesa para a Defesa da Diversidade Cultural, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Diversidade Cultural, vai realizar no próximo dia 21 de Maio, Dia Mundial da Diversidade Cultural, um colóquio onde serão colocados a debate três temas-chave: “Políticas Culturais e Economia da Cultura”, “Práticas Culturais - As pontes do Alkantara” e “O papel das Associações de Defesa da  Diversidade Cultural”.

Este colóquio, que terá lugar na Fábrica de Braço de Prata, às 22:00 horas, contará com uma introdução feita pelo moderador Prof. Frias Martins, e com as intervenções de Catarina Vaz Pinto e Pedro Wallenstein, que falarão sobre “Políticas Culturais e Economia da Cultura”, Catarina Saraiva, no painel “Práticas Culturais – As pontes do Alkantara”, e José Jorge Letria, que dedicará a sua intervenção ao tema “O papel das Associações de Defesa da  Diversidade Cultural”.

Manuel Frias Martins, que é professor da Universidade de Lisboa e coordenador do curso de pós-graduação em Ciências da Cultura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, irá intervir neste colóquio enquanto estudioso da área da Diversidade Cultural associada à globalização, temática na qual tem vindo a desenvolver muito do seu trabalho académico.

“Nesta ocasião gostaríamos também de discutir ideias e valores, situações actuais e futuras respeitantes a tópicos tão controversos quanto, por exemplo, os de identidade e globalização”, afirmam os responsáveis pela Coligação Portuguesa para a Defesa da Diversidade Cultural.

Com o tema “Políticas Culturais e Economia da Cultura” pretende-se produzir um retrato crítico da relação entre os agentes da cultura (criadores, intérpretes, produtores, promotores ou outros) e o Estado, ou a comunidade política organizada, na perspectiva de que é importante preservar a diversidade enquanto garante da pluralidade democrática. Com especial incidência no caso português, deve também aflorar a realidade e a dinâmica internacionais.

Já no painel “Práticas Culturais - As pontes do Alkantara” o objectivo ilustrar como no quadro da realidade actual se desenvolvem projectos artísticos ambiciosos, de sucesso e dentro do espírito da diversidade cultural, ao mesmo tempo que sugere como a missão dos agentes da cultura poderia ser facilitada/optimizada se estivessem criadas determinadas condições ideais.

Por último, “O papel das Associações de Defesa da  Diversidade Cultural” vai promover o debate sobre qual deve ser o papel das plataformas da diversidade cultural e como podem ser úteis às comunidades de onde emanam.

De realçar o grande apoio dado, mais uma vez, pela Fábrica Braço de Prata, através da pessoa do Professor Nuno Nabais.

Sobre a Coligação Portuguesa para a Defesa da Diversidade Cultural:
 
A Coligação Portuguesa para a Defesa da Diversidade Cultural pretende agregar um conjunto de organizações de profissionais da cultura que, enquanto espaço de reflexão e intervenção, possa influenciar a adopção de políticas de apoio à diversidade da expressão cultural.
A Coligação Portuguesa para a Defesa da Diversidade Cultural foi constituída em Outubro de 2005 pelas seguintes organizações: Associação Nacional do Teatro de Amadores, Associação Portuguesa de Críticos Literários, Associação Portuguesa de Realizadores, GDA- Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas, Pen Clube Português, Sindicato dos Músicos, Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculo, Sociedade Nacional de Belas-Artes, Sociedade Portuguesa de Autores. Mais recentemente aderiram à Plataforma a AIP (Associação de Imagem Cinema-Televisão Portuguesa), o CEM (Centro em Movimento) e o CPAV (Centro Profissional do Sector Audiovisual). A Plataforma está aberta à adesão de outras organizações culturais.

Para mais informações contactar:

VALKIRIA’S
Drª Ana Velez
Valkirias@valkirias.pt
Telf. 21 797 18 85
Fax. 21 797 18 66

Curso de Escrita Criativa

Ainda vai a tempo de se inscrever no Curso de Escrita Criativa a decorrer na SPA entre 14 de Abril e 23 de Junho. testes testes testes testest testreste testrstessteszsgre

A Sociedade Portuguesa de Autores organiza um Curso de Escrita Criativa, que terá início em meados do próximo mês. Sob a orientação de José Fanha e João Aguiar, os participantes irão desenvolver capacidades nas mais diversas áreas da ficção, desde o romance e novela, ao conto e à literatura infantil e juvenil. Haverá ainda tempo para exercitar o estilo epistolar, o relato, o ensaio, as memórias, o diário e a escrita em blogs. Algumas sessões serão especialmente dedicadas à poesia e uma à filosofia da escrita. O curso tem uma duração total de 36 horas, sendo a carga horária de quatro horas semanais, repartidas pelas terças e quintas-feiras ao final da tarde. Os finalistas receberão um Diploma de Curso.

De 14 de Abril a 23 de Junho de 2009
Terças e Quintas-Feiras das 18h às 20h

Inscrições:

de 9 de Março a 6 de Abril de 2009
SPA - Av. Duque de Loulé, 31 - 1º andar

Informações:

Conceição Roberto
Telefone: 213594437 / 78
e.mail: gana@spautores.pt
Inscrições limitadas

 

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Reunião com o Ministro da Cultura
Na sequência de recentes declarações do ministro da Cultura, Dr. José António Pinto Ribeiro, sobre a pirataria na Internet, a SPA emitiu um comunicado no qual repudiava firmemente o teor dessas declarações, por as considerar lesivas dos interesses dos autores portugueses e da cultura em geral.
A emissão desse comunicado deu origem a uma reunião com a Administração da SPA, pedida pelo ministro da Cultura e efectuada no passado dia 13. Dessa reunião resultou a criação imediata de um grupo de trabalho patrocinado pelo ministro da Cultura, que irá apresentar, no mais curto prazo, propostas concretas sobre o combate à pirataria na Internet e sobre a Lei da Cópia Privada, entre outros pontos urgentes.
A SPA considera que esta reunião e as conclusões nela alcançadas podem constituir um passo relevante no tocante à defesa dos direitos de autor e dos direitos conexos, num processo que a SPA, com a representatividade e a legitimidade de que se encontra investida, irá dinamizar.

Lisboa, 14 de Maio de 2009
Livro sobre Direito de Autor e Direitos Conexos

No passado dia 24 de Março foi lançado o volume "Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos e Legislação Complementar", com prefácio, organização e notas de Lucas Serra, director do Departamento Jurídico da Sociedade Portuguesa de Autores.

Trata-se de uma edição conjunta da SPA e da PASSMúsica e vem preencher uma lacuna que há muito se fazia sentir. Finalmente, está reunida num único volume toda a legislação vigente em Portugal sobre esta matéria, tornando-a assim acessível, para além dos autores, aos delegados e correspondentes da SPA, às forças policiais, à magistratura, aos usuários e ao público em geral. Ao lançarem esta obra em conjunto, a entidade que gere os direitos de autor (SPA) e as que gerem os direitos conexos (GDA e Audiogeste, reunidas sob a designação PASSMúsica) em Portugal vêm afirmar sinergia, reciprocidade e paridade mostrando que Direito de Autor e Direitos Conexos são complementares.

A obra, de distribuição gratuita, tem nota introdutória de José Jorge Letria, e texto introdutório de Pedro Oliveira e Miguel Lourenço Carretas, respectivamente, Director-Geral da GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas) e Director-Geral da Audiogeste.

Curso de Escrita Criativa

A Sociedade Portuguesa de Autores organiza um Curso de Escrita Criativa, que terá início em meados do próximo mês. Sob a orientação de José Fanha e João Aguiar, os participantes irão desenvolver capacidades nas mais diversas áreas da ficção, desde o romance e novela, ao conto e à literatura infantil e juvenil. Haverá ainda tempo para exercitar o estilo epistolar, o relato, o ensaio, as memórias, o diário e a escrita em blogs. Algumas sessões serão especialmente dedicadas à poesia e uma à filosofia da escrita. O curso tem uma duração total de 36 horas, sendo a carga horária de quatro horas semanais, repartidas pelas terças e quintas-feiras ao final da tarde. Os finalistas receberão um Diploma de Curso.


De 14 de Abril a 23 de Junho de 2009
Terças e Quintas-Feiras das 18h às 20h

Inscrições:
de 9 de Março a 6 de Abril de 2009
SPA - Av. Duque de Loulé, 31 - 1º andar
Informações:
Conceição Roberto
Telefone: 213594437 / 78
e.mail: gana@spautores.pt
Inscrições limitadas

SPA Solidária com Reividicação dos Artistas

A Sociedade Portuguesa de Autores associa-se à reivindicação dos muitos milhares de artistas portugueses e estrangeiros que exigem o alargamento do prazo de protecção dos seus direitos (direitos conexos e não de autor) de 50 para 70 anos. Para a SPA trata-se de uma exigência justa que se encontra consagrada numa directiva europeia e que, também por esse motivo, deverá ter acolhimento e expressão no ordenamento jurídico nacional.

A SPA chama, no entanto, a atenção, designadamente da Comunicação Social, para o facto de que, neste caso, se encontram em causa os direitos dos artistas direitos conexos e não os direitos dos autores, realidades complementares, mas na sua essência distintas. Há muito que os direitos de autor, após o falecimento dos seus titulares, se encontram cobertos por um período de 70 anos, até à sua entrada no domínio público.

Apesar desta diferença, a SPA associa-se e subscreve a exigência dos artistas portugueses e das entidades que os representam, por considerar justa a reivindicação e ainda porque muitos autores associados da SPA são também artistas com direitos conexos a serem assegurados.

Entende a SPA que, tanto no domínio do direito de autor como a nível dos direitos conexos, Portugal deve, sem atrasos nem hesitações, acertar o passo pelos países mais avançados da União Europeia, contribuindo deste modo para assegurar uma efectiva protecção dos criadores e intérpretes de diversas áreas que dignificam e engrandecem a cultura portuguesa.

Lisboa, 13 de Maio de 2009

 

 

 

SPA Solidária com Reividicação dos Artistas

A Sociedade Portuguesa de Autores associa-se à reivindicação dos muitos milhares de artistas portugueses e estrangeiros que exigem o alargamento do prazo de protecção dos seus direitos (direitos conexos e não de autor) de 50 para 70 anos. Para a SPA trata-se de uma exigência justa que se encontra consagrada numa directiva europeia e que, também por esse motivo, deverá ter acolhimento e expressão no ordenamento jurídico nacional.

A SPA chama, no entanto, a atenção, designadamente da Comunicação Social, para o facto de que, neste caso, se encontram em causa os direitos dos artistas direitos conexos e não os direitos dos autores, realidades complementares, mas na sua essência distintas. Há muito que os direitos de autor, após o falecimento dos seus titulares, se encontram cobertos por um período de 70 anos, até à sua entrada no domínio público.

Apesar desta diferença, a SPA associa-se e subscreve a exigência dos artistas portugueses e das entidades que os representam, por considerar justa a reivindicação e ainda porque muitos autores associados da SPA são também artistas com direitos conexos a serem assegurados.

Entende a SPA que, tanto no domínio do direito de autor como a nível dos direitos conexos, Portugal deve, sem atrasos nem hesitações, acertar o passo pelos países mais avançados da União Europeia, contribuindo deste modo para assegurar uma efectiva protecção dos criadores e intérpretes de diversas áreas que dignificam e engrandecem a cultura portuguesa.

Lisboa, 13 de Maio de 2009

21 de Março Dia Mundial da Poesia

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia foi pedida uma mensagem ao poeta Casimiro de Brito. Foi com este belo texto que ele respondeu ao nosso convite.
                Casimiro de Brito
            FRAGMENTOS PARA O
         DIA MUNDIAL DA POESIA

1
O avô dizia-me, tinha eu 8 anos: Não comas três figos se dois te bastam nem digas 10 palavras se com 5 podes dizer o mesmo e levar o outro a ler (a continuar) o que tu escreveste. Por isso Paul Éluard dizia que
 “A poesia é feita por todos”.

2
Diana (a filha, também com 8 anos), perguntou-me:
— Qual é o cúmulo da escrita? Que não sei, digo.
— É uma pessoa gostar tanto de escrever ­— respondeu — que enche todas as folhas do mundo e depois escreve nas folhas das árvores e nas ruas e nas praias e em toda a parte do mundo...

3
Soltar a canção, uma voz crepuscular habitada por mil primaveras.

4
O "bem feito" incomoda-me, o demasiado limpo. Sinto-me mais livre dentro das metáforas porosas. Mais nu. Mas nada de algodão, de areia.
O pó da morte, saltando de um lado para o outro como se fosse
 um insecto louco, basta. Quero dizer, não se pode evitar, nem há que ser evitado. Olhá-lo, comê-lo, viajar nele.

5
Não se pode explicar o que nasce puro, num só traço,
saído do coração.

6
Vou na cidade e depois salto para dentro do texto.
Mas o texto expulsa-me e fico de novo perdido no ruído da rua.

7
Tenho-o dito mas não sei se o escrevi: que o poema
é filho de pai e de mãe, do poeta que o escreve
e da língua de que emerge.

8
As palavras que leio não parecem alheias. São pedras voláteis
que detêm um enigma que não pode ser lido.

9
Fazer poesia ou fragmentos ou fazer amor como se fossem
os dedos de Monk no piano, os nervos de Coltraine no saxofone, a voz
de Lady Day, já rouca, caída no álcool e no chão. Assim a chuva cai
e o sol nasce e o rumor da terra se eleva.

10
Pertenço a essa família danada que transforma a dor em musica; 
o que devia ser um silêncio discreto
em rumor de palavras sonâmbulas.

11
O que se descreve (ou canta) é sempre um nada, um objecto já desfeito, rigorosamente indescritível (incantável).
O que fica, sendo de outra ordem, talvez dure um pouco mais.

12
Escreve, diz-me o amigo interior. Não faças mais nada. E assim faço, escrevo, esteja onde estiver. Em lugares ou em livros ou em pessoas.
Se pouso em pessoas em breve levanto voo e levo delas mais matéria
de escrita. Devorei. E se fui devorado, resisti e fiquei mais fecundado. Escrevia quando trabalhava em fábricas ou num banco, escrevo agora
que subo um elevador, escrevi há pouco no parque do meu bairro. 
Escrevo quando me elevo e quando penetro. Escrevo quando ouço música
e quando assisto a um funeral. Será uma solidão, isto de escrever,
mas a minha tem sido bastante acompanhada. Escrevo quando subo
e quando desço os declives das minhas amantes, nos intervalos
dos meus casamentos. Sei da poesia que dela
nunca me divorciarei.

13
Faço e desfaço o poema
que me faz e desfaz.

14
A poesia é uma ilha? Um retiro onde um homem se recompõe?
Escreverei para não esquecer ou para me salvar? Mas não vou abandonar
o mundo — será, pois, uma ilha intermitente. Vou à caça e depois,
quase sempre imensamente ferido, recolho e lambo as feridas,
ou outro alguém as lambe.  As tardes novamente perfumadas
pelo aroma dos corpos quando se amam. Um suplício — por vezes doce, embora, bem o sei, de pouca dura: o suplício e a doçura.

15
Segundo o Talmude os anjos cantam a glória de Deus e subitamente mergulham no nada. Assim o anjo dos poetas, o inspirador — e só lhe peço que me dê a imperfeição. Para que o outro anjo, o negro, o operário infatigável, me não desampare.

16
Se professo alguma religião? A poesia, que para mim,
é uma anti-religião.

17
Ter sido filho único levou-me a criar amigos imaginários.
Teatro ao vivo. E uma amante para a vida, devoradora de tudo
quanto se aproxima, para o bem e para o mal: a poesia.

18
Único livro que não se pode reler: o da vida

João Aguardela 1969/2009

Texto em preparação

SPA e a Imprensa Nacional - Casa da Moeda celebram protocolo de cooperação

A Sociedade Portuguesa de Autores e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda estabeleceram um protocolo de cooperação com o objectivo de criar e aprofundar relações de cooperação na área da edição de obras de interesse cultural e outras publicações destinadas a promoção e divulgação de autores portugueses.

O protocolo prevê ainda a comercialização, nas livrarias da IN-CM, de obras de que a SPA seja editora ou co-editora, bem como das obras co-editadas por ambas as entidades no âmbito do presente protocolo.

A SPA compromete-se, no âmbito desse protocolo de cooperação, a fomentar a co-edição de obras de relevante interesse para a divulgação da cultura e da literatura portuguesas.

Este protocolo irá permitir à SPA desenvolver uma actividade mais intensa, regular e multidisciplinar na área da edição, dispondo dos horizontes abertos pela editora do Estado, que possui meios materiais e de difusão apreciáveis.

O protocolo agora celebrado resultou de conversações entre as duas entidades e de uma acentuada convergência de pontos de vista, tendo sempre em vista os interesses dos autores, nomeadamente no universo editorial.

Lisboa, 9 de Março de 2010

O Conselho de Administração

SPA e Cabral Moncada Leilões assinam protocolo

A Sociedade Portuguesa de Autores e a empresa Cabral Moncada Leilões celebraram um protocolo de cooperação, que é o primeiro do género a entrar em vigor. Este protocolo vai ter incidência especial na área do Direito de Sequência para os artistas plásticos, que se traduz no pagamento de um valor adicional relativamente ao preço original da obra, sempre que esta é revendida.

O protocolo estabelece também formas de cooperação entre as duas entidades no sentido de que mais artistas, leiloeiros e galeristas apliquem o Direito de Sequência, respeitando o que a Lei determina e dando aos autores dessa área o que lhes é devido.

Por esse motivo, o protocolo agora assinado tem carácter pioneiro, abrindo caminho para outras formas de cooperação que representem um maior respeito pelos direitos dos artistas plásticos.

Lisboa, 5 de Março de 2010

O Conselho de Administração

Prémio Reina Sofía
A Sociedade Portuguesa de Autores, instituição que integra o juri do Prémio Reina Sofía de Poesia Iberoamericana, atribuído anualmente em Espanha, apresentou a candidatura do poeta português António Ramos Rosa àquele importante galardão literário internacional.  O prémio é atribuído anualmente e entregue pela Rainha Sofía de Espanha.
Entre os autores já distinguidos com este prémio contam-se João Cabral de Melo Neto, Álvaro Mutis, José Ángel Valente, Mario Benedetti, Pere Gimferrer, Nicanor Parra, Sophia de Mello Breyner, José Manuel Caballero e Antonio Gamoneda.
Lagoa Henriques 1923 – 2009

Morreu a 21 de Fevereiro, com 85 anos,  António Augusto Lagoa Henriques, cooperador nº 662 da Sociedade Portuguesa de Autores. Escultor, poeta, professor, Lagoa Henriques será recordado por todos quantos com ele privaram sempre com um título feito nome próprio: Mestre.
Autor da famosa estátua de Fernando Pessoa frente à Brasileira do Chiado, assim como da polémica escultura representando Alves Redol nu, apenas com uma bóina, em Vila Franca de Xira, Mestre Lagoa Henriques dizia ter-se tornado escultor por influência de Agostinho da Silva. Nascido em Lisboa em 1923, estudou na escola de Belas-Artes do Porto onde terminou o curso com a nota máxima. Leccionou na escola onde se formou mas foi na ESBAL que se destacou particularmente ao revolucionar o ensino do desenho após 25 de Abril de 1974. Foi criador da cadeira de Comunicação Visual e um grande impulsionador da figura do Diário Gráfico, que adoptou por influência de Le Corbusier.
Afirmava que Pessoa tinha sido o seu “mestre da realidade interior” e Cesário Verde o “da realidade exterior”. Em entrevista à 'Autores' datada de Setembro de 2004, definia-se como “sincero de mais”, com o “o coração ao pé da boca”. E concluia: “Fui sempre um sonhador, uma criança grande”.
Assenta-lhe na perfeição o  poema que teve “o privilégio de inscrever no monumento funerário, que está no claustro dos Jerónimos, e que [considerou] uma espécie de testamento artístico de Fernando Pessoa”:

“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive”.

SPA propõe António Ramos Rosa para Prémio de Poesia Reina Sofía

A Sociedade Portuguesa de Autores, à semelhança do que já aconteceu no ano anterior, propôs o nome do poeta António Ramos Rosa para o Prémio de Poesia Reina Sofía, instituído e atribuído pela Universidade de Salamanca e pelo Património Nacional de Espanha.

A Sociedade Portuguesa de Autores é uma das instituições anualmente contactadas por aquela instituição para apresentar candidaturas ao prémio.

Recorde-se que entre os poetas distinguidos até à data com esse importante galardão literário se encontram nomes como João Cabral de Melo Neto, Álvaro Mutis, José Ángel Valente, Mario Benedetti, Pere Gimferrer, Nicanor Parra, José Antonio Muñoz Rojas, Sophia de Mello Breyner, José Manuel Caballero Bonald, Antonio Gamoneda e José Emilio Pacheco.

Lisboa, 4 de Março de 2010

A Direcção e
O Conselho de Administração

 

Comunicado

O Conselho de Administração da SPA, constatando o não cumprimento do que se encontra estabelecido no nº 2 do artigo 17º (Deveres dos Cooperadores) alíneas f), g), h) e i) dos Estatutos por um número significativo de cooperadores, que persistem em não fazer passar a totalidade dos seus contratos pelos serviços da nossa cooperativa, vem esclarecer os cooperadores reproduzindo os termos dessas disposições estatutárias:

f) Confiar à Cooperativa a administração, nos territórios onde esta directa ou indirectamente exerce a sua acção, de todas ou algumas categorias de obras intelectuais de cujos direitos de autor sejam ou venham a ser titulares, declará-las e preencher as notas de instruções relativas à sua utilização e exploração, com observância das tabelas mínimas, previstas na alínea h) do nº 1 do artigo 44º;

g) Não alienar nem onerar ou por qualquer outra forma comprometer, total ou parcialmente, sem prévia concordância da Direcção, os direitos de autor referidos na precedente alínea;

h) Não celebrar pessoalmente, ou através de representante ou mandatário que não seja a Cooperativa, qualquer contrato relativo à utilização ou exploração das obras indicadas na alínea f) nem assumir por outra forma quaisquer obrigações ou receber quaisquer direitos em relação às mesmas;

i) Não renunciar, total ou parcialmente, aos direitos autorais relativos às obras mencionadas na alínea f), nem os ceder, total ou parcialmente, sem prévia concordância da Direcção, excepto no caso de representações teatrais por grupos de amadores sem entradas pagas e sem fins lucrativos;

Além de ser estatutariamente ilegal, como é evidente, essa atitude representa assinaláveis prejuízos para a cooperativa, que fica privada de cobrar as respectivas comissões. Representa também uma efectiva quebra de solidariedade com a instituição e com os cooperadores respeitadores dos Estatutos, sobretudo em contexto de crise, para além de deixar as obras não contratualizadas pela SPA sem a desejável protecção legal que só os competentes serviços da cooperativa podem assegurar. Não pode também o Conselho de Administração da SPA deixar de referir a situação de alguns cooperadores, que, tendo passado a usufruir do subsídio estatutário, deixaram de fazer passar os contratos das suas obras pela cooperativa, atitude que, sendo ética e estatutariamente reprovável, representa um agravamento significativo dos encargos resultantes desta justa medida de carácter social.

Por estes motivos, o Conselho de Administração da SPA apela a todos os cooperadores para que respeitem escrupulosamente aquilo que se encontra expresso nos Estatutos sobre esta matéria, tendo também em conta que só dispõe de legitimidade plena para intervir na vida da cooperativa quem respeita integralmente os seus Estatutos.

Independentemente deste apelo, o Conselho de Administração está a analisar, no mais estrito respeito pelo disposto nos Estatutos, medidas a aplicar aos associados que não mantêm com a SPA a relação de lealdade e confiança que lhes é exigida, sobretudo a partir do momento em que adquirem o estatuto de cooperadores.

 

Lisboa, 02 de Março de 2010

O Conselho de Administração

 

 

SPA Homenageia com exposição compositores de várias épocas e géneros

Na passagem do seu 85º aniversário, a SPA vai homenagear os criadores musicais que, ao longo das décadas e em diversos géneros, reconhecidamente contribuíram para engrandecer e prestigiar a nossa cooperativa. Essa homenagem terá como expressão uma exposição intitulada CLAVE DE MEMÓRIA A MÚSICA E OS MÚSICOS NA HISTÓRIA DA SPA, cuja inauguração está marcada para o dia 21 de Maio, comemoração antecipada do Dia do Autor, uma vez que 22 de Maio será um sábado.

Nessa exposição, que ficará patente na Galeria Carlos Paredes durante os meses de Verão, serão homenageados numerosos compositores de diversas épocas e géneros, com destaque para nomes como Frederico Valério, Frederico de Freitas, Fernando Lopes-Graça, Luís de Freitas Branco, Alves Coelho, Viana da Motta, José Afonso, Carlos Paredes, Joly Braga Santos, João Nobre, Alfredo Marceneiro, Carlos Paião, António Variações, Jorge Peixinho e Thilo Krassman, entre outros. Nesta exposição serão apenas contemplados autores já falecidos.

A evocação dos compositores e das suas obras será feita através da reprodução de partituras, de fotografias, de correspondência, de cartazes de espectáculos e ainda de notas biográficas individualizadas.

Esta exposição, coordenada e dirigida em termos plásticos pelo cenógrafo Fernando Filipe, representa a homenagem da SPA, nos seus 85 anos, àqueles que mais contribuíram e continuam a contribuir para a sua representatividade e prestígio nacional e internacional.

Lisboa, 25 de Fevereiro de 2010

O Conselho de Administração

Prémios SPA/MILLENNIUMBCP

O Grande Prémio SPA/Millenniumbcp e o Prémio SPA/Millenniumbcp “Jovem Autor” foram atribuídos, na sua terceira edição, pela Sociedade Portuguesa de Autores, respectivamente à coreógrafa e bailarina Olga Roriz e ao jovem pianista e compositor  Marco Barroso, que lidera o projecto musical LUME (Lisbon Underground Music Experience).

Os prémios, com o valor pecuniário de 25 mil euros e 7.500 euros respectivamente, serão entregues no próximo dia 3 de Dezembro, durante a Gala do Autor, a realizar no Teatro Nacional de São Carlos, por iniciativa da SPA com o apoio do Millenniumbcp.

O júri que atribuiu os prémios foi constituído pelos membros dos corpos sociais da SPA, representativos de todas as áreas criativas representadas pela cooperativa dos autores portugueses.

Recorde-se que, nas edições anteriores dos prémios, foram distinguidos Mário Laginha e Lídia Jorge, com o Grande Prémio, e o “Gato Fedorento” e Boss AC, com o Prémio “Jovem Autor”.

A Companhia Olga Roriz actuará no encerramento da Gala de 3 de Dezembro.

 


Lisboa, 4 de Novembro de 2008


A Administração da SPA


 

Na morte de António Alçada Baptista

A Sociedade Portuguesa de Autores manifesta o seu mais profundo pesar pelo desaparecimento do escritor António Alçada Baptista, cooperador desta instituição desde 1990, tendo chegado a integrar os corpos sociais da cooperativa.
A cultura portuguesa perdeu um grande memorialista e cronista, o romancista das memórias e dos afectos e um ensaísta de apurada visão critica e sólida cultura.
Fundador da Moraes Editora e da revista “O Tempo e o Modo”, António Alçada Baptista marcou a vida cultural portuguesa, desde o princípio dos anos 60, com um talento, uma capacidade de intervenção intelectual e um conhecimento profundo da realidade portuguesa nos seus múltiplos aspectos.
Todos quantos com ele privaram ao longo de uma vida intensa de criação e reflexão sublinharam o seu fino sentido de humor a sua generosidade e a sua vocação para o diálogo e para o apaziguamento das relações humanas.
António Alçada Baptista foi ainda uma figura de referência para os autores portugueses, por ter sido cooperador da SPA e por ter chegado a integrar os seus órgãos sociais.
Em 22 de Maio de 2005, no ano em que a SPA comemorou o seu 80º aniversário, António Alçada Baptista foi distinguido com a Medalha de Honra da instituição.
A SPA continuará a recordar o seu nome e a honrar o seu legado como autor que sempre acreditou na instituição representativa dos autores portugueses.

Constituído Conselho de Administração da SPA

Por decisão da Assembleia Geral extraordinária do passado dia 3 de Fevereiro e no âmbito da revisão dos Estatutos nela aprovada, foi criado o Conselho de Administração da SPA, que passa a ser presidido pelo até agora Administrador-Delegado, José Jorge Letria, passando os seus adjuntos a deter o estatuto de vogais do Conselho de Administração.

As normas que regulam a constituição e o funcionamento do novo órgão executivo da SPA constam dos Estatutos entretanto revistos e aprovados. Refira-se, porém, que se trata de uma alteração de carácter formal, dado que o Conselho de Administração assume as responsabilidades executivas já anteriormente concentradas no Administrador-Delegado e nos seus adjuntos com competências delegadas.

10 de Fevereiro de 2010

A Administração

João Abel Manta inscreve-se da SPA

A Direcção e a Administração da SPA não podem deixar de se congratular com o facto de João Abel Manta, um dos mais importantes criadores plásticos portugueses há mais de meio século, se ter tornado sócio da nossa cooperativa.

Pintor, arquitecto e cartoonista com vasta obra realizada e reconhecida em Portugal e no estrangeiro, João Abel Manta, de 82 anos, é justamente considerado um dos nomes maiores da arte em Portugal. No Palácio Galveias, em Lisboa, encontra-se patente uma mostra da sua obra pictória realizada nos últimos anos.

A SPA saúda o artista e sublinha o significado desta decisão, que vem enriquecer ainda mais a representatividade de SPA, com a particular relevância de ocorrer no ano em que a nossa sociedade festeja o seu 85º aniversário.

8 de Fevereiro de 2010

A Administração

Pesar da SPA na Morte de Rosa Lobato Faria

A Sociedade Portuguesa de Autores manifesta o seu pesar pelo falecimento da escritora Rosa Lobato Faria, sua cooperadora de longa data e nome destacado da vida cultural e artística portuguesa.

Numa actividade sempre criativa e multifacetada, Rosa Lobato Faria destacou-se, nomeadamente, como autora de uma vasta obra de ficção narrativa, de telenovelas e outros programas televisivos, e ainda como antologiadora, autora de textos de canções, actriz e divulgadora de poesia. A sua obra e o seu intenso contributo para o enriquecimento da vida cultural e artística portuguesa não serão esquecidos.

Rosa Lobato Faria foi membro da Mesa da Assembleia Geral da SPA em dois mandatos.

2 de Fevereiro de 2010

Gala do Prémio Autores 2010 - SPA/RTP

Conforme a SPA já divulgou, designadamente através da revista "Autores", realiza-se no próximo dia 8 de Fevereiro, no Centro Cultural de Belém, com início às 21H, a Gala do Prémio Autores 2010 - SPA/RTP. Nessa Gala serão entregues os prémios aos melhores trabalhos de todas as áreas criativas escolhidos por vários juris no quadro da produção cultural e artística de 2009.

Esta Gala constitui um momento alto na vida da SPA e da RTP, pois permitirá colocar em destaque a importância do trabalho dos autores portugueses a um nível nunca antes atingido. Transmitida em directo pela RTP1, RTPInternacional e RTPÁfrica para todo o mundo, esta Gala irá conferir à SPA e aos autores nacionais uma visibilidade e um prestígio que não podemos deixar de sublinhar com a maior satisfação, sobretudo porque passa a constituir para a nossa cooperativa uma enorme responsabilidade relativamente ao futuro, tendo em conta o facto de este importante evento cultural e mediático passar a ter periodicidade anual.

A Gala Prémio Autores 2010 - SPA/RTP será, doravante, o mais importante acontecimento da programação anual da SPA e da televisão pública.

Temos, assim, o gosto de levar ao seu conhecimento a lista dos nomeados para os prémios e dos júris que os escolheram e os vão distinguir, convictos de que tanto uns como os outros são já um motivo de satisfação e de orgulho para a SPA. Aproveitamos para felicitar todos os nomeados e para agradecer áqueles que integraram os júris o seu contributo para uma escolha exigente, isenta e representativa dos nomes e obras a serem distinguidos.

Lisboa, 29 de Janeiro de 2010

A Administração

DAICOOP ilegal

A Inspectora-Geral das Actividades Culturais, Drª Paula Andrade, emitiu um documento no qual confirma que a DAICOOP-Direito de Autor & Imagem, “não se encontra registada como entidade de gestão colectiva, nos termos da Lei nº83/2001, de 3 de Agosto, uma vez que, por meu despacho de 2 de Fevereiro de 2007, foi cancelado o registo da DAICOOP, enquanto entidade de gestão colectiva”.

A IGAC recorda que a DAICOOP interpôs uma providência cautelar, “onde lhe foi negado ganho de causa em qualquer dos processos”. Encontram-se, entretanto, a correr termos os recursos jurisdicionais interpostos no Tribunal Central e Administrativo, “pelo que a DAICOOP carece de legitimidade para proceder à cobrança de quaisquer direitos”, de acordo com a inspectora-geral das Actividades Culturais.

Deste modo a DAICOOP, entidade que, recorde-se, foi constituída por pessoas que não eram autores nem titulares de direito de autor, à data da constituição, conforme a Lei exige (um dos seus sócios fundadores foi mesmo condenado duas vezes no passado, pelo crime de usurpação de direitos de autor) e que tem estado a operar livremente em todo o País, cobrando junto de centenas de usuários direitos de autor e direitos conexos, encontra-se numa situação comprovadamente ilegal.

Por seu turno, e tendo em conta uma situação de ilegalidade acerca da qual nunca teve dúvidas, a Sociedade Portuguesa de Autores já accionou judicialmente a DAICOOP, em nome dos direitos das dezenas de milhares de autores que representa e dos princípios irrenunciáveis pelos quais se bate há mais de 80 anos.


A Administração

 

Lisboa, 16 de Setembro de 2008

Encerramento da Livraria Byblos

A Administração da Sociedade Portuguesa de Autores lamenta o anúncio do encerramento da Livraria Byblos, não só pelo número de postos de trabalho que vão ser extintos, mas também, e sobretudo, pelo desaparecimento daquela que foi, durante cerca de um ano, a maior livraria portuguesa,  com um volume invulgar de oferta.
A extinção deste espaço cultural vai reduzir o acesso de um significativo número de pessoas a bens culturais como os livros, os discos e os DVDs, entre outros, constituindo já um sinal da gravidade da crise económico-financeira que está a atingir o país e que, tendendo a agravar-se irá também afectar, forçosamente os autores e os seus direitos.
Em tempo de crise, é sabido que a cultura e os seus criadores se encontram sempre entre os primeiros atingidos.
A SPA não pode nunca deixar de lamentar o desaparecimento de um espaço dedicado à cultura e permanecerá atenta e mobilizada para evitar que a crise em expansão afecte ainda mais os muitos milhares de autores que representa.

Lisboa, 21 de Novembro de 2008

SPA recebida pela Ministra da Cultura

Uma delegação da Direcção e da Administração da SPA foi recebida em audiência pela ministra da Cultura, Drª Gabriela Canavilhas, a quem expôs um conjunto de assuntos do interesse dos autores portugueses, designadamente os relacionados com a urgência da nova Lei da Cópia Privada e com as medidas a adoptar no combate à pirataria. Para além disso, a SPA propôs à ministra da Cultura um relacionamento mais estreito da cooperativa com a Inspecção Geral das Actividades Culturais e uma maior intervenção da SPA no processo de transposição da directivas europeias que envolvem os autores portugueses e as suas obras.

Entretanto, o Ministério da Cultura, também com a colaboração da SPA, está a estudar o processo de criação do Gabinete de Exportação da Música Portuguesa. A SPA apresentou ainda à ministra algumas propostas relacionadas com o incentivo à criação artística.

A SPA e o Ministério da Cultura vão estudar formas de intensificação desta cooperação que poderá beneficiar os autores portugueses no futuro próximo. Integraram a delegação da SPA o administrador-delegado e vice-presidente da Direcção, José Jorge Letria, e os directores e administradores Pedro Osório, João Lourenço e Pedro Campos.

28 de Janeiro de 2010

A Administração

Direito de Autor: o salário justo e irrenunciável de quem cria cultura

Comecemos por uma evidência que a realidade e a História tornaram incontornável: o direito de autor é um direito do Homem. Deve-se à Revolução Francesa a criação da base jurídica do que viria a ser o direito de autor contemporâneo. Antes disso, o criador autoral era visto como o um mero assalariado sem direitos, invariavelmente sujeito à pilhagem dos editores de livros e de música e dos empresários teatrais. Muita coisa mudou desde então, mas não o suficiente para que os autores tenham da parte dos Estados e dos ordenamentos jurídicos dos seus países o apoio e a protecção que exigem e merecem.

Nas últimas duas décadas do século passado e na primeira do século XXI tem-se vindo a assistir a um crescente e preocupante ataque aos direitos dos criadores culturais, com o argumento de que as grandes estruturas empresariais que o pensamento e a prática neoliberais protegem estão a enfrentar dificuldades quando se trata de acessibilizar os produtos culturais ao grande público. Na realidade, trata-se de uma pura falácia. Quando os grandes empresários da comunicação e da edição reclamam para si mais isenções e benefícios, fazem-no sempre em nome da ganância e do lucro, actuando em detrimento daqueles que, escrevendo, pintando, filmando ou compondo, humanizam o nosso quotidiano e acrescentam beleza à pressa sufocante das nossas vidas.

Nunca como hoje, descontado obviamente o tempo que precedeu a Revolução Francesa, os autores estiveram tão expostos, tão desprotegidos e tão ameaçados. Assiste-se mesmo a uma crescente proletarização dos autores, confirmada por uma estatística da sociedade de autores francesa (SACEM), a qual revela que em 2004 mais de 95% dos criadores culturais europeus não podiam viver apenas dos seus rendimentos autorais. Se assim acontece, é porque não cessa de aumentar o número daqueles que para continuarem a escrever livros e peças de teatro, a pintar quadros ou a fazer filmes necessitam de ter fontes alternativas de rendimento para não caírem num estado de irremediável pobreza. Não é aceitável uma atitude de passividade cúmplice perante esta sombria realidade.

E porquê? Porque, sempre que os autores empobrecem, é a cultura e a memória dos países que empobrece também e se degrada. Não pode existir cultura sem autores, domo de resto ficou patente na recente greve dos guionistas e argumentistas norte americanos que, inflexíveis na defesa dos seus direitos, levaram uma indústria arrogante e poderosa à deriva do colapso, pondo em evidência esta verdade irrefutável: sem textos para os artistas representarem e os realizadores filmarem, não podem existir filmes nem séries televisivas.

Os autores são o alimento básico e a essência da vida cultural de qualquer país. A cultura cria empregos, gera riqueza sobre várias formas, aumenta a receita fiscal dos países e fortalece a memória colectiva e a coesão nacional. Não é por acaso que, durante uma crise tão aguda como aquela que assola o mundo, os responsáveis políticos e Bruxelas e de outras instâncias do poder transnacional proclamam que passa pela cultura a superação das dificuldades actuais. Só é de lamentar que este discurso e esta atitude não prevaleçam também nas épocas de acalmia e de maior confiança colectiva.

Por outro lado, o fenómeno da globalização, assente na força imparável de uma imensa revolução tecnológica, também pode constituir-se como uma das grandes ameaças aos direitos dos autores. Nunca como agora as obras culturais circulam com tanta facilidade, tocando os mais diversos públicos em todas as latitudes. Mas se isso é positivo, no plano dos princípios e do projecto de comunicação dos próprios criadores, também pode transformar-se em formas de usurpação e desrespeito se não existir a indispensável regulamentação ou seja, as novas tecnologias globalizantes podem ser, ao mesmo tempo, os maiores aliados dos autores e da difusão das suas obras se estiverem legalmente enquadrados, e podem ser os seus maiores inimigos se se expandirem e desenvolverem de uma forma descontrolada e até selvagem.

Por esse motivo, é tão urgente e importante que a transposição das directivas europeias, que condicionam, também no domínio do direito de autor, cerca de 70% dos actos que praticamos quotidianamente. Em regra, essas directivas têm vindo a ser transpostas com grande atraso e com uma evidente inadequação em relação aos interesses dos autores e da Sociedade Portuguesa de Autores, a instituição que os representa e defende. O atraso desse processo de transposição já levou mesmo o Estado português a ser réu em tribunais europeus. A vida dos autores torna-se, assim, cada vez mais dura e sem horizontes, sobretudo porque os interesses concentrados dos grandes monopólios da comunicação conduzem, de forma crescente, à ideia de que aquilo que os autores criam deve ser acessível a todos sem qualquer tipo de encargos. É o princípio perverso da gratuitidade que levou o autor e investigador francês Denis Olivienns a escrever um livro que é também um oportuno e certeiro acto de denúncia, intitulado A Gratuitidade é um Roubo. Aquilo que é gratuito para nós, transforma-se para o outros, para aqueles que criam a obra cultural, numa intolerável forma de usurpação e de privação.

Estas são razões bastantes para que a Sociedade Portuguesa de Autores, fundada em 22 de Maio de 1925, continue a bater-se intransigentemente pela defesa dos direitos e dos interesses daqueles que, criando cultura, produzem uma das riquezas seguramente mais exportáveis e dignificantes que Portugal pode apresentar ao mundo com a convicção de que nelas está inscrito a parte mais luminosa do seu legado universalista. Aquilo que a SPA defende e exige é o respeito e o cumprimento do direito de autor, que figura na lei, que é justo e irrenunciável e que, por todas estas razões, não pode ser ignorado, subalternizado ou desprezado. É que, como a SPA reafirma em cada dia que passa, sem Autores não há Cultura.

Artigo sobre Direitos de Autor em Portugal de José Jorge Letria, Administrador-Delegado e Vice-Presidente da Direcção da SPA, publicado na revista Seara Nova nº1710

Neste espaço serão publicados outros textos de idêntico teor, sempre que tal se justifique.

SPA presente no Midem de Cannes com a crise da indústria musical em fundo

A SPA esteve representada na edição de 2010 no MIDEM de Cannes por uma delegação constituída pelo administrador-delegado José Jorge Letria, pelo administrador Tozé Brito e pela directora do Departamento de Relações Internacionais, Dra. Vanda Guerra. Os representantes da SPA realizaram reuniões com responsáveis de sociedades congéneres, participaram em reuniões do comités técnicos e também em conferências e debates sobre a situação internacional da indústria musical.

Recorde-se que, desde 2006, que a SPA optou por não ter um stand no MIDEM, devido a razões de contenção orçamental. No entanto, a SPA tem tido presença regular e efectiva em todas as reuniões e acontecimentos importantes que coincidem com o MIDEM.

Na edição deste ano daquele evento estiveram em destaque a música africana e a da África do Sul em particular, devido à realização do Mundial de Futebol, a comemoração do bicentenário do nascimento de Chopin e a obra e a vida de Michael Jackson, desaparecido em 2009. Em todos os debates e conferências foi recorrente a referência à grave crise que afecta a indústria musical, ao papel das novas tecnologias e à urgência de as sociedades de gestão colectiva do Direito de Autor se adaptarem a esta nova e complexa realidade.

Na reunião do Comité de Comunicação da CISAC, que a SPA integra, foi feita a apresentação de um DVD de demonstração sobre o programa AUTORES na TVI e também do programa da Gala que decorrerá no próximo dia 8, no Centro Cultural de Belém, numa parceria da SPA com a RTP, tendo estas iniciativas sido muito elogiosamente referidas por todos os presentes, que as consideraram um importante avanço no que toca à política de comunicação das sociedades de autores com o público em geral. A SPA esteve ainda presente na reunião do Comité Honorário do MIDEM, estrutura que integra desde finais de 2007.

27 de Janeiro de 2010
A Administração

SPA reforça horário do atendimento de autores

Já se encontra em funcionamento pleno o alargamento do horário do Atendimento de Autores. Este alargamento surge na sequência das alterações que têm vindo a ser introduzidas na área do Atendimento, sempre na perspectiva de melhorar os serviços prestados pela SPA aos autores. Assim, o Atendimento de Autores passa a manter-se em funcionamento até às 17 horas, ficando os autores a dispor de um período de tempo mais alargado para tratar dos seus assuntos.

A Administração informa ainda que este alargamento do período de funcionamento do Atendimento foi levado à prática sem custos adicionais para a SPA, contando unicamente com os recursos existentes nas áreas do Atendimento e da Contabilidade e Finanças (Tesouraria).

Horários:

Atendimento aos Autores e Serviços

08h30 às 12h30
13h30 às 17h00

Tesouraria

08h30 às 12h00
13h30 às 17h00

20 de Janeiro de 2010

A Administração

Comodato discutido em Bucareste
Bucareste acolheu, entre 19 e 21 de Setembro, o seminário internacional sobre direito de comodato. A União de escritores da Roménia foi a anfitriã do encontro, que reuniu delegações de mais de vinte países europeus em torno das questões relacionadas com o empréstimo gratuito de livros e formatos audiovisuais pelas bibliotecas, conhecido como PLR (Public Lending Right). Recorde-se que, embora regulado por uma directiva europeia, o direito de comodato está longe de ser um tema consensual entre os parceiros comunitários. O seminário de Bucareste  encerrou um ciclo de encontros considerados muito frutíferos realizados ao longo dos últimos cinco anos. A SPA foi representada neste seminário por Vanda Guerra, directora do Departamento de Relações Internacionais e por Ana Dias, directora do Departamento de Relações Externas.
Malta acolhe sessões do CIS
O director do Departamento de Informática da SPA, Vítor Amorim, deslocou-se a Malta para participar nas sessões do CIS (Common Information System) entre 22 e 26 de Setembro. Os encontros daquela estrutura da CISAC visam uniformizar ferramentas informáticas entre os países que integram a confederação.
Google reúne-se com a SPA:

Decorreu na sede da SPA uma reunião entre a Google, que a solicitou, e os responsáveis pelas Relações Internacionais e pelo Departamento Jurídico da cooperativa. Nessa reunião, a representante da Google em Portugal e Espanha, Bárbara Navarro, afirmou que a sua empresa pretende continuar a desenvolver as suas actividades no respeito estrito dos princípios e normas que gerem o Direito de Autor, tendo reconhecido que tal não aconteceu no passado e que foi errada a forma como se desencadeou o "Google Library Project". Bárbara Navarro assegurou que não se irá digitalizar nenhuma obra daqui para o futuro sem prévia consulta aos respectivos titulares, pelo que a empresa considera importante prosseguir uma política de aproximação aos organismos de gestão colectiva, bem como o estabelecimento de um diálogo construtivo com os autores através desses organismos.

Por seu turno, os representantes da SPA destacaram o facto de não existir qualquer preconceito contra a utilização de obras protegidas no meio digital, desde que os respectivos direitos sejam efectivamente respeitados e protegidos, o que lamentavelmente está longe de ser regra nesse domínio.

Por último, a SPA mostrou-se disponível para futuras e regulares negociações, tendo como objectivo as obras dos autores que representa. Nessa perspectiva, novas reuniões virão a ser agendadas, com o objectivo de se aprofundar o diálogo entre a Google e a SPA.

A Administração
14 de Janeiro de 2010

I Encontro Lusófono de Sociedades de Autores:
Decorreu, no passado dia 10 de Novembro, na sede da Sociedade Portuguesa de Autores, o I Encontro Lusófono de Sociedades de Autores, iniciativa concebida e dinamizada pela SPA, que contou com a participação de sociedades de autores do Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde, para além da própria anfitriã. O Encontro contou com o alto patrocínio do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O evento contou, entre outras, com as participações e intervenções do Secretário-Executivo da CPLP, Dr. Domingos Simões Pereira, do Director-Geral da CISAC, Eric Batiste, e de Ana Gomes, deputada portuguesa no Parlamento Europeu.

Na opinião dos participantes, este Encontro, foi coroado de êxito, constituindo um passo relevante para uma efectiva cooperação entre as sociedades de países onde se fala o Português. O aspecto mais relevante terá sido mesmo a aprovação da proposta de criação de um Comité Lusófono a integrar na estrutura da CISAC. Essa proposta foi aprovada por unanimidade e de imediato entregue ao Director-Geral da CISAC, que manifestou a sua concordância e apreço pela iniciativa.

Comunicado Final do Encontro

Os participantes no I Encontro Lusófono de Sociedades de Autores congratulam-se com a realização deste evento e com as portas que ele abriu para uma cooperação efectiva e profícua entre as estruturas de gestão colectiva do direito de autor que nele participaram.
Este Encontro constituiu um passo significativo para o lançamento de uma dinâmica de diálogo que irá traduzir-se na criação de canais de comunicação regular entre as várias sociedades lusófonas e de grupos de trabalho orientados para áreas específicas da actividade dessas sociedades.
Ao longo dos trabalhos foi sublinhada a importância da língua portuguesa como factor de comunicação, de unidade e de fortalecimento e viabilização dos projectos comuns.
Todos os participantes subscreveram a proposta de criação de um Comité Lusófono no âmbito da CISAC, tendo essa proposta sido apresentada ao director-geral da CISAC, Eric Batiste, presente no Encontro. Foi igualmente salientada a necessidade de a criação desse Comité ser complementada com a celebração de um protocolo com incidência em aspectos específicos do trabalho de cooperação das sociedades presentes.
Os participantes no Encontro acentuaram ainda a importância da comunicação das sociedades de autores com o público em geral, de molde a que se torne ainda mais visível e respeitável o trabalho dos autores.
Foi consensualmente aceite a ideia de que estes encontros passem a ter periodicidade anual, com rotatividade pelos diversos países em que as sociedades presentes existem e funcionam. As sociedades brasileiras presentes no Encontro propuseram que a edição de 2010 se realize no Rio de Janeiro.
No final, foi aprovada por unanimidade uma proclamação que sintetiza a posição essencial e comum das sociedades de autores sobre o papel que desempenham neste mundo global em que os direitos e interesses dos autores se encontram cada vez mais ameaçados.

PROCLAMAÇÃO

Reunidas na cidade de Lisboa, por ocasião do I Encontro Lusófono de Sociedades de Autores, as entidades abaixo-assinadas, irmanadas na defesa e na promoção da Cultura de todos os povos e nações que compartilham a Pátria Comum da Língua Portuguesa, comparecem perante a opinião pública internacional, a comunidade de autores e criadores de todo o mundo, os governos de seus respectivos países e os organismos internacionais relacionados com a Cultura e a Propriedade Intelectual para expressar o que se segue:

1. Que o Direito de Autor continua a ser o mais importante meio para autosustentabilidade da Cultura, de forma a garantir sua independência da tutela dos governos e dos interesses económicos das grandes corporações da indústria cultural;

2. Que a actual sociedade da informação e do conhecimento não poderá desenvolver-se de forma adequada sem que haja o justo reconhecimento, moral e económico, dos que criam e produzem os bens culturais disponibilizados à comunidade mundial por meio de redes electrónicas e recursos digitais;

3. Que é inadmissível que somente os provedores, distribuidores e agentes económicos da cadeia produtiva da Cultura sejam os únicos beneficiários da comercialização e disponibilização de obras intelectuais no mundo digital, com flagrante prejuízo para aqueles que efectivamente as criam e produzem;

4. Que o acesso dos povos e comunidades à Cultura não é incompatível com a protecção dos direitos daqueles que criam e produzem os bens intelectuais indispensáveis ao desenvolvimento humano;

5. Que a gestão colectiva é o mecanismo indispensável para a efectiva protecção dos direitos dos autores e criadores e para a preservação e valorização do património cultural dos povos e nações;

6. Que deve ser expressamente rejeitada toda e qualquer iniciativa governamental, como a que agora está em curso no Brasil, que vise limitar os direitos dos autores e criadores, bem como tutelar ou interferir em suas entidades de gestão colectiva que, por terem carácter privado, devem usufruir de plena liberdade de funcionamento.

7. Que a comunidade lusófona de autores e criadores deve manter-se unida e permanentemente mobilizada para assegurar a defesa das expressões e manifestações culturais de todos os povos e nações que têm, na Língua Portuguesa, a sua força e a sua razão de pensar e sentir.

Lisboa, 10 de Novembro de 2009

Grande Prémio de Teatro Português 2010

Entrega de obras concorrentes até dia 12 de Março de 2010   
Consulte o regulamento:   

Matilde Rosa Araújo

Matilde Rosa Araújo, autora e cooperadora da Sociedade Portuguesa de Autores, foi homenageada pela SPA e pela editora Calendário, no dia do seu 87º aniversário, a 20 de Junho. A sessão contou com a presença de Alice Vieira, Luísa Ducla Soares, José Jorge Letria e Manuela Eanes que expressaram o seu afecto e admiração pela escritora. António Torrado não pôde comparecer mas enviou uma mensagem de homenagem que foi lida por Carlos Paulo. A sessão incluiu o lançamento do último livro da autora, «Lucilina e Antenor», bem como «O Elefantezinho Amarelo» de José Carlos Chambel.  Foram também lidas algumas cartas de alunos de uma escola visitada por Matilde.
Uma homenagem mais que justa e merecida, pela importância da obra de Matilde Rosa Araújo, autora de dezenas de livros de contos e de poesia para adultos e para as crianças entre os quais «O Livro da Tila», «O Cantar da Tila», «O Palhaço Verde», «História de Um Rapaz», «Fadas Verdes», «O Gato Dourado» ou «Baladas das Vinte Meninas». Licenciada em Filologia Românica, foi professora durante 42 anos e tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa muito pessoal: os problemas da criança e a defesa dos seus direitos, tendo sido sócia fundadora do comité português da UNICEF assim como do Instituto de Apoio à Criança. A SPA atribuiu-lhe o Prémio Consagração de Carreira em 2004.

 

 

Advogados da SPA Reunem-se na sede da cooperativa

Decorreu na SPA, no passado dia 8 de Janeiro, uma reunião em que participaram todos os advogados que trabalham com a SPA na vertente do Direito de Autor, desde os residentes, que integram o Departamento Jurídico e outros serviços da cooperativa, até aos que colaboram regularmente com a SPA em vários distritos do país. Desde 1987 que não era realizada uma reunião com estas características e objectivos.

Teve esta reunião como finalidade intensificar a comunicação regular entre estes profissionais do Direito, a harmonização de procedimentos e critérios nos procedimentos judiciais, uma caracterização pormenorizada da realidade com a qual os advogados operam e ainda a definição de prioridades e de modelos de intervenção para o futuro.

Numa intervenção inicial, o Administrador -Delegado José Jorge Letria realçou a importância fundamental da intervenção dos advogados na vida da SPA, tendo em conta o facto de uma sociedade de gestão colectiva de direitos de autor assentar estrategicamente na forma como se lida com as leis e com a sua aplicação à realidade quotidiana. Nesse sentido, referiu a importância crescente que a Administração tem vindo a dar a este sector vital da cooperativa.

Por seu turno, os advogados presentes realçaram a utilidade destas reuniões e sublinharam a importância de uma imagem positiva e respeitada da SPA junto da opinião pública, já que, quando tal não acontece, é seriamente afectado o resultado dos processos judiciais contra os prevaricadores que lesam os autores e os seus direitos.

11 de Janeiro de 2010
A Administração

SPA recebida pelo Ministro da Administração Interna

Uma delegação da Sociedade Portuguesa de Autores foi recebida em audiência, no passado dia 7 de Janeiro, pelo Ministro da Administração Interna, Dr. Rui Pereira. Nessa audiência, a primeira até hoje realizada com um titular daquela pasta, a Delegação da SPA, constituída por José Jorge Letria, administrador-delegado e vice-presidente da Direcção, José da Ponte, administrador responsável pelo sector da Execução Pública, e pelo Dr. Lucas Serra, director do Departamento Jurídico, teve oportunidade de expor ao Ministro um conjunto de situações consideradas preocupantes pelos autores, designadamente a pirataria na Internet e a que atinge os suportes materiais de difusão das obras no quadro da economia paralela. Foi também solicitada ao titular da pasta uma maior disponibilidade das forças de segurança dele dependentes para a realização, a cargo da SPA, de acções de formação e sensibilização, dirigidas aos agentes daquelas forças.

O Ministro Rui Pereira manifestou grande interesse e receptividade relativamente às questões apresentadas, tendo mesmo avançado com a proposta de algumas acções a curto e médio prazo que vão ao encontro das preocupações e propósitos da SPA. Esta audiência seguiu-se às realizadas no final do ano passado com a Direcção Nacional da PSP e com o Comando Geral da GNR.

Lisboa, 8 de Janeiro de 2010
A Administração

SPA congratula-se com a decisão do Estado de comprar espólio de Fernando Pessoa

A Sociedade Portuguesa de Autores tomou conhecimento, com satisfação, da garantia dada publicamente pelo ministro da Cultura, Dr. José António Pinto Ribeiro, de que o Estado irá comprar o espólio de Fernando Pessoa cuja ida a leilão se encontra anunciada para Outubro deste ano.
Declarou o titular da pasta da Cultura que se essa aquisição não for viabilizada no quadro de parcerias existentes ou a estabelecer, será o próprio Estado a impedir a saída de tão valiosa documentação do País.
A concretizar-se este processo de aquisição, terão os investigadores melhores condições para prosseguirem com o seu trabalho sobre o espólio pessoano e será evitada a deslocação para o estrangeiro de documentação extremamente relevante.
A SPA, em comunicado anterior, exigira esta urgente tomada de posição por parte das estruturais do Estado Português e congratula-se agora com a decisão anunciada pelo ministro da Cultura, ainda no mês em que se comemoram os 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa, efeméride que a estrutura representativa dos autores portugueses está a comemorar com várias iniciativas culturais, desde o início de Junho.


Lisboa, 26 de Junho de 2008

A Administração da SPA

SPA eleita para a presidência da AGECOP

A SPA foi eleita para a presidência da AGECOP (Associação para a Gestão da Cópia Privada), na Assembleia Geral daquela associação realizada no passado dia 28 de Dezembro.
Para além da SPA, integram o novo elenco directivo da AGECOP a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) e a Audiogest. Recorde-se que a SPA, que já presidiu à AGECOP, desempenhava as funções de Presidente da Assembleia Geral no anterior mandato.
Com esta eleição foi ultrapassado o impasse gerado com a demissão da SPA da presidência daquele órgão e ficam criadas as condições para a regularização de vários assuntos do interesse dos autores portugueses.

Lisboa, 5 de Janeiro de 2010
A Administração

SPA apoia edição de livro sobre o Teatro Moderno de Lisboa

Com o apoio da SPA, foi editado recentemente o livro "Teatro Moderno de Lisboa (1961-1965)-Um Marco na História do Teatro Português", da autoria de Tito Lívio, com a colaboração da actriz Carmen Dolores, e tendo a chancela Caminho/Leya.

Com cerca de 300 páginas e profusamente ilustrado, o livro percorre a história breve mas marcante dessa importante companhia teatral, destacando os contributos de algumas dezenas de artistas que estiveram ligados ao Teatro Moderno de Lisboa, bem como o inovador repertório que marcou a vida da companhia e a história do teatro português no século XX.

Lisboa, 5 de Janeiro de 2010
A Administração

SPA solidária com o Hot Clube de Portugal

Na madrugada do dia 22 de Dezembro, um incêndio destruiu o edifício da Praça da Alegria, em Lisboa, onde se encontra instalado, há décadas, o Hot Clube de Portugal. Tanto o sinistro como os meios utilizados para o combater afectaram gravemente as instalações daquele clube, deixando-o inoperacional.

Tratando-se de uma instituição de referência na vida cultural e artística da cidade de Lisboa, o Hot Clube de Portugal, com 61 anos de existência, tem formado, músicos e compositores de reconhecida qualidade e também públicos de várias gerações. Por esse motivo, a SPA, ciente da gravidade da situação que o Hot Clube de Portugal enfrenta, apela ao Ministério da Cultura e à Câmara Municipal de Lisboa para que conjuguem esforços no sentido de se darem condições àquela instituição cultural para poder prosseguir com a sua inestimável actividade cultural e artística.

Aproveita ainda a SPA para manifestar à Direcção do Hot Clube de Portugal a sua total solidariedade nesta hora difícil. Recorde-se que a SPA atribuiu em 2008 a sua Medalha de Honra ao Hot Clube de Portugal por ocasião da comemoração do seu 60º aniversário e também, a título póstumo, a Luís Villas-Boas, o mais destacado fundador daquele clube de jazz com historial brilhante na nossa vida cultural.

Lisboa, 22 de Dezembro de 2009
A Administração

 

SPA em Roma nas Assembleias Gerais do BIEM e da CISAC

Preocupações várias e apelos à unidade dos autores
A Sociedade Portuguesa de Autores esteve representada em Roma, nos passados dias 5 e 6 de Junho, nas assembleias gerais do BIEM e da CISAC pelo presidente da Direcção Manuel Freire, pelo vice-presidente e administrador-delegado José Jorge Letria, pelo director e administrador Pedro Osório e ainda pela directora do Departamento Internacional, Drª Vanda Guerra.
Nessas duas reuniões magnas foram debatidas questões de fundo e de extrema actualidade como o “statement of objection” da CISAC que dá razão aos grandes operadores em detrimento dos direitos e interesses dos autores, as novas regras profissionais do audiovisual, a realidade em permanente mutação criada pelas novas tecnologias e o próprio futuro das sociedades de autores num tempo de verdadeiro cerco às sociedades de gestão colectiva do direito de autor.
A delegação da SPA manteve contactos bilaterais com várias sociedades congéneres de países como o Brasil ou a África do Sul e reforçou a posição de protesto da CISAC contra a decisão da Comissão Europeia que dá razão à Direcção-Geral da Concorrência em Bruxelas.
A intervenção inaugural da Assembleia Geral da CISAC, da responsabilidade de Robin Gibb, presidente daquela confederação mundial, foi apresentada em gravação devido à ausência do músico e compositor por razões profissionais. Nela foi dramaticamente salientada a necessidade de os autores de todo o mundo confiarem nas sociedades que os representam e de se manterem unidos em torno delas, tendo em conta a magnitude dos ataques que os governos estão a fazer aos autores.
“Não teremos nem o tempo nem o espaço para podermos exibir em público a nossa desunião. O nosso objectivo fundamental é apoiar a nossa comunidade de criadores. Perante a nova realidade digital,  as nossas sociedades devem adaptar-se, formar novas alianças de trabalho e aceitar novas técnicas e regras comerciais. Algumas destas transformações não serão fáceis, mas esta é, de facto a área, onde deve concentrar-se toda a nossa atenção”-declarou Robin Gibb, elemento fundador da banda “The Bee Gees”.
O tom do seu discurso pautou todas as intervenções, que apontaram para a gravidade da situação internacional, reforçando os apelos à unidade dos autores e condenando todas as formas de aventureirismo e de divisão que poderão ferir de morte a acção das sociedades de autores e o futuro de mais de dois milhões de criadores em todo o mundo, que o poder político deve olhar e tratar com respeito, não só por criarem os pilares da identidade cultural das nações, mas também por serem geradores de riqueza e a base de sustentação das indústrias culturais em crescente expansão. Parafraseando um “slogan” criado e difundido para SPA, muitas vozes lembraram que “sem autores não há cultura”.

SPA descerrou uma placa em homenagem ao General Humberto

A Sociedade Portuguesa de Autores descerrou uma placa em homenagem ao General Humberto Delgado na sua condição de autor. A cerimónia decorreu no passado dia 9 de Junho. José Jorge Letria, Administrador-delegado, e o Presidente, Manuel Freire disseram algumas palavras de homenagem seguindo-se uma breve actuação  de Carlos Alberto Moniz que tocou e cantou uma música dedicada ao General. Iva Delgado, filha do homenageado, mostrou-se tocada com a homenagem agradecendo à SPA.
A SPA associou-se assim às comemorações dos 50 anos das eleições presidenciais de 1958, momento político e social em que o General Humberto Delgado fez estremecer os pilares que sustentavam a ditadura de Salazar. A SPA orgulha-se de ter tido o General Humberto Delgado entre os seus associados desde Dezembro de 1942, recordando que, além de militar insigne e de corajoso combatente pela liberdade, Humberto Delgado foi também autor de livros e de peças de teatro, sendo essa faceta indissociável daquelas que, com maior visibilidade, o fizeram tão justamente passar à posterioridade.
Ao evocar o General Humberto Delgado meio século depois das eleições de 1958, a SPA homenageou o homem que disse sobre Salazar: “Obviamente demito-o” e que noutra ocasião afirmou: “Estou disposto a dar a vida pela liberdade”. A SPA  já havia homenageado Humberto Delgado no centenário do seu nascimento em 2006.

 

SPA alarga horário de atendimento aos Autores

Na sequência das alterações e melhorias introduzidas no Atendimento de Autores, com o objectivo de se melhorar a qualidade dos serviços prestados aos sócios e sendo esta área prioritária, a Administração vai alargar, já no início do próximo ano, o horário de funcionamento deste fundamental serviço. Assim, o Atendimento de Autores passa a estar em funcionamento contínuo até às 17 horas, ficando os autores a dispor de um período de tempo mais alargado para tratarem das questões relacionadas com a sua actividade e com a SPA.

A Administração aproveita ainda para lembrar que uma linha telefónica de atendimento permanente (24 horas por dia) estará também disponível no início do ano, proporcionando aos autores uma significativa melhoria na comunicação com a cooperativa e contribuindo para uma mais célere resolução dos seus problemas.

Lisboa, 18 de Dezembro de 2009

SPA cria serviço “Autores Mais” para cooperadores e beneficiários

No intuito de proporcionar mais vantagens e cada vez melhores serviços aos autores que representa, a SPA tem em fase de lançamento o serviço Autores Mais, fruto de um longo trabalho de negociações, pesquisa de parcerias e estabelecimento de protocolos. Através do serviçoAutores Mais, os cooperadores e beneficiários da nossa cooperativa passam a usufruir de condições especiais e de importantes vantagens de utilização relativamente a prestigiadas marcas de bens e serviços da nossa sociedade, mediante a apresentação do cartão de membro da SPA.

Os acordos estabelecidos até ao momento entrarão em vigor no dia 1 de Janeiro de 2010 e englobam empresas como ACP (Isenção de Jóia e 10% de desconto na primeira quota), FNAC (100 pontos na adesão ao cartão FNAC), Impresa (Descontos de 30% a 40% na assinatura de publicações como Visão, Expresso, Jornal de Letras, Courrier Internacional, Exame, Activa), Optivisão (Descontos de 20% em óculos graduados, 15% em óculos de sol, 10% em lentes de contacto), Holmesplace (Oferta de inscrição anual e 10% na mensalidade em todos os clubes do país), Europcar (10% de desconto na tarefa promocional no aluguer de viaturas).

Para além destes, importa relembrar os protocolos já existentes e devidamente anunciados, com a Vodafone (Tarifas especiais nas comunicações móveis), Casa da Imprensa (Área da saúde) e Universidade Autónoma de Lisboa.

Encontram-se ainda em fase de negociação acordos com entidades como INATEL - Pousadas de Portugal, A Vida é Bela, a agência de viagens Geotur/Star e um centro de massagens.

Estar abrangido pelo serviço Autores Mais é um benefício exclusivo dos autores representados pela SPA e não significa nenhum custo adicional para os sócios. A partir do início do ano, os autores interessados podem obter informações mais detalhadas sobre o Autores Mais junto do Secretariado da Administração.

Lisboa 11 de Dezembro de 2009

A Administração

Clube de Leitura “Amor e transgressão”, por Mário Cláudio

Iniciou-se no passado dia 23, na Sala da Música do Museu Nacional Soares dos Reis, o Clube de Leitura "Amor e Transgressão"promovido pela S.P.A. e dirigido pelo escritor Mário Cláudio.
Na primeira sessão, o escritor discorreu sobre o tema e apresentou vários modelos literários elucidativos, recorrendo também à projecção de imagens, para se centrar, depois, no romance "Ana karenina", de Leon Tolstoi. As seguintes seis sessões serão dedicadas a outros tantos romances e decorrerão no mesmo local, quinzenalmente, sempre à segunda-feira, em horário pós-laboral, das 19 às 21 horas.

                     

Esta iniciativa foi um sucesso de participação, sendo necessário recorrer à exclusão de interessados devido ao limite imposto pelo formador e que era de 30 pessoas. Ainda assim, foram registadas 34 inscrições. A próxima sessão decorrerá no dia 14 de Dezembro.

Banda Desenhada editada pela SPA Promove Direito de Autor junto dos Jovens

A SPA acaba de lançar, com uma tiragem inicial de 5.000 exemplares, o pequeno livro de banda desenhada "Direitos de Autor", editado originalmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), com sede em Genebra.

O texto desta publicação foi adaptado e traduzido para português, tendo como destinatários as crianças e os jovens em idade escolar.

Esta banda desenhada, será distribuída pelas escolas do país, designadamente através das delegações e correspondentes da SPA. O texto, bem como as situações representadas na banda desenhada, fazem alusão à importância que o trabalho de criação tem na afirmação individual e social dos jovens criadores, não podendo, por esse motivo, ser ignorada ou pirateada. Esta é apenas uma das acções que a SPA tem previstas para o próximo ano para promover o direito de autor junto das populações em geral e dos jovens em particular.

Lisboa, 26 de Novembro de 2009
A Administração

Filomena Oliveira e Miguel Real vencem Grande Prémio de Teatro SPA/Novo Grupo

A peça «Uma Família Portuguesa», de Filomena Oliveira e Miguel Real, foi a vencedora do Grande Prémio de Teatro Português da Sociedade Portuguesa de Autores/Teatro Aberto. O Prémio, no valor de cinco mil euros, foi atribuído à dupla de autores por um júri constituído por Jaime Salazar Sampaio, Tiago Torres da Silva e Luís Filipe Costa, em representação da SPA, e de João Lourenço, Vera San Payo de Lemos e Francisco Pestana, em representação do Novo Grupo, companhia que irá apresentar a peça vencedora.

Com uma frutuosa carreira em conjunto na escrita de peças originais – como «1755 - o Grande Terramoto», «Os Patriotas», «O Umbigo de Régio» e «Liberdade, Liberdade» - e de adaptações de romances a peças de teatro – como «Memorial do Convento», de José Saramago, e «A voz dos Deuses», de João Aguiar -, Filomena Oliveira e Miguel Real (pseudónimo de Luís Martins) são ainda autores, separadamente, de outras peças e obras literárias: Filomena Oliveira escreveu as peças «Tomai lá do O`Neill» e «O Julgamento de Sócrates» e fez a adaptação para teatro de «A Relíquia», de Eça de Queirós, e de «O Alquimista», de Ben Jonson, enquanto Miguel Real é o autor de obras de ficção como «A Verdadeira Apologia de Sócrates», «A Visão de Túndalo por Eça de Queirós», «Memórias de Branca Dias», «A Voz da Terra» e «O Último Negreiro», entre outros, e dos ensaios «Introdução à Filosofia da Saudade no Século XX», «Portugal - Ser e Representação», «Eduardo Lourenço - os Anos de Formação: 1945-1958» e «O Último Eça».

O Grande Prémio do Teatro Português SPA/Novo Grupo foi instituído em 1997 e contemplou, até agora, os dramaturgos João Carlos dos Santos Lopes, Fernando Augusto, Pedro Pinheiro, António Ferreira e Jaime Rocha.

SPA: Um passado com futuro
A SPA celebra mais um ano de existência, o 83º, com a convicção de que os valores e os princípios que representa e pelos quais se bate são justos e perenes. Por isso, este projecto deverá ter futuro, mas um futuro de modernidade, de agilidade processual e de cada vez melhor compreensão das novas realidades tecnológicas, legais e humanas com as quais a cooperativa lida no dia a dia.
O grande objectivo da nossa cooperativa é fazer tudo o que está ao seu alcance pelos autores que representa, não só distribuindo os direitos que lhes são devidos, mas também apoiando-os nas situações de necessidade e carência, fiel à sua matriz mutualista, e apoiando financeiramente, através do seu Fundo Cultural, projectos de qualidade representativos de várias disciplinas criadoras.
Hoje é dia de festa para os autores portugueses, também porque alguns deles irão receber a Medalha de Honra numa fase avançada das suas carreiras e porque a própria SPA vai receber a Medalha de Honra da Cidade de Lisboa das mãos do Presidente da Câmara da capital, Dr. António Costa. A SPA tem expressão e dimensão nacional e internacional, mas tem muita honra em ter sido criada em Lisboa a 22 de Maio de 1925, tendo nesta cidade os seus dois edifícios e a parte mais substancial da sua actividade.
A SPA tem uma Direcção coesa e uma Administração empenhada no esforço de modernização de uma casa que, exactamente por ter um passado honroso, merece ter um futuro à altura da memória de que é depositária.
Mais do que nunca os autores portugueses devem estar unidos em torno da única instituição capaz de os representar e defender, sem permitirem que questões menores, irrelevantes ou artificiais os dividam e enfraqueçam. Sabemos que a esmagadora maioria dos autores sabe distinguir o que é essencial do que é acessório, em nome dos seus direitos e interesses.
Foi há 83 anos que tudo começou, mas a SPA continua a sentir-se jovem e motivada para assegurar que os autores portugueses têm futuro e que a cultura que criam é um factor determinante para o reforço da nossa identidade, da nossa coesão nacional e do nosso prestígio internacional.
 
A Direcção e a Administração da SPA
 
21 de Maio de 2008
SPA reeleita para o Comité Executivo do CIADLV

A Sociedade Portuguesa de Autores foi reeleita  em Londres, no dia 18 de Abril, para o Comité Executivo do Conselho Internacional de Autores Dramáticos, Literários e Audiovisuais, no decorrer da Assembleia Geral anual daquele organismo internacional.

A SPA é uma das 9 sociedades de autores que integram o organismo dirigente do CIADLV, integrando-o juntamente com sociedades do Reino Unido, Hungria, França, Espanha, Itália, Suíça e Polónia.

Nesta reunião internacional, a SPA esteve representada pelo seu Vice-Presidente, José Jorge Letria, que já tinha conduzido o processo de eleição da da sociedade portuguesa para aquele organismo em Abril de 2005, em Santiago de Compostela.

Recorde-se que a Assembleia Geral do CIADLV, em 2006, decorreu em Lisboa a convite da SPA, tendo sido  ali aprovadas importantes decisões, nomeadamente em relação a directivas comunitárias, Creative Commons e reforço da unidade dos Autores a nível mundial.

SPA em reunião do CIADLV

A SPA esteve presente na reunião do Comité Executivo do Conselho Internacional de Autores Dramáticos e Audiovisuais (CIADLV), que se realizou em Londres no passado dia 13 de Novembro. A representação esteve a cargo do administrador-delegado e vice-presidente da SPA, José Jorge Letria, que integra aquele órgão desde 2005.

Na reunião foram debatidos vários aspectos relacionados com a luta dos autores naquelas áreas contra a pirataria e também as posições a assumir em questões como a digitalização de livros pela Google. Foi ainda preparada a agenda da Assembleia-Geral do CIADLV, que decorrerá em Florença em Março de 2010.

Lisboa, 20 de Novembro de 2009

SPA na expectativa em relação ao investimento do governo na cultura

O Primeiro-Ministro José Sócrates anunciou na Assembleia da República, no discurso de apresentação do Programa do Governo, o aumento do investimento na cultura e o reforço do apoio aos artistas e aos criadores.

A SPA congratula-se com o anúncio, mas aguarda a concretização efectiva dessas medidas para sobre elas poder emitir opinião.

É sabido que, em contexto de crise económico-social, os criadores culturais se encontram entre os cidadãos mais atingidos pelos efeitos deste ciclo negativo. Por isso, a sua situação e as suas dificuldades deverão ser encaradas com objectividade, coragem e celeridade. Desde o combate à pirataria até à adopção de medidas de carácter fiscal, passando pela criação de canais de divulgação das obras dos autores portugueses e pela transposição célere e adequada da legislação comunitária sobre estas matérias, deverá o poder político encarar o apoio aos agentes culturais como uma prioridade e um dever indeclinável.

A SPA aguarda, assim, a apresentação de medidas concretas para poder pronunciar-se sobre a sua oportunidade e efectiva adequação às expectativas, interesses e direitos dos autores que representa.

Por parte do governo, o compromisso está publicamente assumido, o que gera legitimas expectativas em relação às medidas que tenciona levar à prática. A SPA fica a aguardar, numa posição expectante e crítica, consciente da sua representatividade e da sua legitimidade quando se trata de falar em nome dos cerca de 24.000 autores que representa.

Entretanto, a SPA solicitou já uma audiência à ministra da Cultura, para abordagem e análise de assuntos como a Lei da Cópia Privada, o combate às várias formas de pirataria e possíveis formas de incentivo à criação.

Lisboa, 5 de Novembro de 2009
A Administração da SPA

Tribunal da Relação de Lisboa dá razão à SPA no processo de despedimento de Catarina Rebelo

O Tribunal da Relação de Lisboa alterou a decisão proferida em primeira instância pelo Tribunal do Trabalho de Lisboa, na qual a SPA havia sido condenada a pagar à sua ex-funcionária e filha do ex-presidente da Direcção e Administrador-Delegado, Luiz Francisco Rebelo, cerca de dois milhões de euros. O Tribunal da Relação considerou que a SPA apenas deveria pagar àquela funcionária a importância de sete mil e quinhentos euros relativamente ao período de sete meses e meio em que aquela se viu privada da utilização da viatura de serviço que lhe estava atribuída, absolvendo a SPA da restante quantia que, recorde-se, foi considerada a indemnização mais elevada alguma vez atribuída por um Tribunal de Trabalho em Portugal.

O Acórdão agora proferido considerou existirem dois motivos fundamentais para a existência de justa causa de despedimento: o primeiro que "...Autora (Catarina Rebelo), com indiscutível frequência, utilizou recursos humanos e materiais da Ré (SPA) com vista a tratar e a resolver questões de ordem pessoal, dentro do horário de trabalho dos funcionários em causa. Ou seja, afectou a seu uso pessoal meios humanos e materiais que deveriam, naquelas ocasiões, estar ao serviço da Ré (SPA), sua entidade empregadora, e que pagava o respectivo salário a esses trabalhadores...E não colhem as objecções de tal utilização ter o consentimento, expresso ou tácito, do superior hierárquico da Autora (CR), por sinal o seu pai... É que não se podem esquecer quer as relações familiares entre a Autora (CR) e o seu superior hierárquico, que não podem ser confundidas com as relações laborais, e, por isso, não podem dar azo a qualquer tipo de favor, de carácter excepcional, nem a abusos por parte da trabalhadora (filha), nem que, atentas as funções de especial responsabilidade que estavam cometidas à Autora (CR), a esta estava adstrito o especial dever de zelar pelos meios humanos e materiais da empresa..."

O segundo motivo pelo qual o Tribunal da Relação considerou existir fundamento para o despedimento teve a ver com uma entrevista dada ao semanário "O Independente" , no dia 12 de Dezembro de 2003 pela funcionária, e também com um e-mail enviado para vários funcionários, em 17 de Dezembro do mesmo ano, nos quais esta proferiu afirmações que o Tribunal considerou que puseram "em causa, de forma consciente, o bom nome, a credibilidade e a honestidade das altas chefias da Ré (SPA), incluindo o seu, na altura, administrador-delegado, Manuel Freire". O Tribunal vai mais longe ao declarar que "...por mais benevolência que se pudesse utilizar para minimizar as afirmações produzidas em tal texto, a conclusão seria sempre igual: as mesmas estão carregadas de imputações negativas, directas e inequívocas, afirmações claramente desabonatórias do comportamento das pessoas que estavam à frente da SPA" e mais à frente "...não podem deixar de se considerar não só as expressões utilizadas ... como altamente ofensivas da dignidade da Ré (SPA), enquanto instituição, bem como das pessoas à frente dos seus destinos. A Autora (CR) põe em causa, de forma intolerável, a honra e consideração dos seus superiores hierárquicos e da instituição em si."

O Tribunal concluiu que "...Face ao comportamento da Autora (CR), qualquer empregador, colocado na posição da Ré (SPA), teria perdido de forma irremediável a confiança na Autora (CR), pelo que é de considerar que, pela sua gravidade e consequências, o comportamento ilícito e culposo da Autora (CR) tornou imediata e praticamente impossível a subsistência da relação de trabalho. A continuidade da relação contratual representaria, neste caso, uma insuportável e injusta imposição para a Ré (SPA) de um comportamento revelador de clara falta de urbanidade. Se a apelante (SPA) não despedisse a apelada (CR), em face da gravidade da sua conduta, a sua prática disciplinar ficaria posta em causa e, além de perder a face, acabaria também por perder o respeito e autoridade disciplinar sobre a Autora (CR) e sobre os demais trabalhadores, ficando assim aberto caminho à indisciplina, jamais podendo por factos desta gravidade e natureza despedir qualquer trabalhador."

Esta decisão do Tribunal da Relação de Lisboa vem assim provar a justeza da decisão da Administração da SPA ao despedir a trabalhadora Catarina Rebelo, em finais de 2003, na sequência do acto eleitoral que operou uma profunda mudança na vida da cooperativa e nas suas regras de funcionamento.

A Direcção e a Administração da SPA não podem deixar de manifestar o seu regozijo pelo facto de ter sido feita justiça, libertando-se assim a cooperativa de uma pesadíssima penalização financeira que nada poderia justificar e que viria mesmo a pôr em risco o equilíbrio das suas contas.

Com esta decisão do Tribunal da Relação, esperam a Direcção e a Administração da SPA ver definitivamente encerrado um capítulo sombrio da vida da cooperativa, cujo futuro chegou a estar seriamente ameaçado.

Lisboa, 27 de Outubro de 2009
A Direcção e Administração da SPA

Isabel da Nóbrega recebe prémio consagração de carreira

O Prémio Consagração de Carreira foi este ano atribuído à escritora Isabel da Nóbrega. Este Prémio, votado pela direcção da SPA, será entregue à autora de «Os Anjos e Os Homens» e «Viver Com os Outros», dia 21 de Maio, nas cerimónias do Dia do Autor Português (que, excepcionalmente, decorrem neste dia devido ao facto de dia 22 ser feriado).

Autora de romances, contos, peças de teatro e crónicas, a escritora Isabel da Nóbrega deu-se a conhecer com «Os Anjos e Os Homens» (editado em 1952) e, com «Viver Com os Outros» (1964, reeditado em 2005), venceu o Prémio Camilo Castelo Branco. Entre as suas peças de teatro contam-se «O Filho Pródigo» e «Amor Difícil». Como cronista colaborou com A Capital,  Diário de Lisboa,  Diário de Notícias, O Primeiro de Janeiro, Vida Mundial,  Antena 2, Antena 1 e RDP Internacional.

Nas anteriores edições do Prémio Consagração de Carreira foram galardoados Fernando Lopes-Graça e Carlos Paredes (1994), Manoel de Oliveira e José Saramago (1995), David Mourão-Ferreira (1996), Lagoa Henriques (1997), Jaime Gralheiro e Jaime Salazar Sampaio (1998), Artur Ramos (1999), Urbano Tavares Rodrigues e Vitorino (2000), José de Guimarães e Carlos do Carmo (2001), Jorge Palma (2002), Matilde Rosa Araújo (2004), Igrejas Caeiro (2005), Raul Solnado (2006) e António de Macedo (2007).

SPA Aumenta Subsídio Estatutário
A Administração da Sociedade Portuguesa de Autores introduziu um aumento de cinco por cento no valor mensal do subsídio estatutário atribuído pela cooperativa aos cooperadores que já completaram 60 anos, segundo ficou definido em reunião de Direcção efectuada no dia 19 de Março. Este aumento, aplicado a todos os escalões daquele subsídio, retroage a 1 de Março de 2008.
A SPA saúda a escolha de uma artista para a pasta da cultura

A Sociedade Portuguesa de Autores congratula-se com o facto de a indigitada ministra da Cultura, a pianista Gabriela Canavilhas, ser uma personalidade com larga experiência artística e de gestão e decisão no domínio da cultura, devido aos cargos que desempenhou nos últimos anos, designadamente no Governo Regional dos Açores.

Da nova responsável pela pasta da Cultura espera a SPA uma mais apurada sensibilidade para os problemas dos autores portugueses e para a defesa dos seus direitos. Espera igualmente a SPA que a nova ministra assegure um mais dilatado suporte orçamental para a desejável intervenção em áreas de importância estratégica que têm sido subestimadas ou mesmo ignoradas.

A SPA formula ainda votos no sentido de que a nova ministra da Cultura e a sua equipa venham a ser mais interventivos no combate contra a pirataria que afecta vários sectores da criação musical, literária, audiovisual e para que se garanta a adequada reformulação das directivas europeias que, tendo sido transpostas para o ordenamento jurídico português, são manifestamente inadequadas à realidade nacional.

Por último, da nova ministra da Cultura espera e deseja a SPA que haja uma maior abertura para o diálogo com os autores portugueses e a sua estrutura representativa, de molde a que se tomem neste domínio decisões atempadas e acertadas que vão ao encontro dos anseios de quem, sendo criador, faz com que a cultura portuguesa nunca deixe de progredir, de gerar riqueza e de assegurar um amplo reconhecimento nacional e internacional.

Eis o que a SPA espera de uma personalidade que, além de ter um amplo conhecimento da vida cultural portuguesa, é também uma artista com reconhecidos méritos.

Lisboa 23 de Outubro de 2009
A Administração

Medalha de Honra da SPA entregue ao Liceu Camões

A Medalha de Honra da SPA foi entregue ao Liceu Camões durante a cerimónia comemorativa do centenário daquela escola, presidida pelo Presidente da República e que contou também com a presença da ministra da Educação. A medalha foi entregue pelo encenador João Lourenço, membro da Direcção e da Administração da SPA.

A Medalha de Honra da cooperativa foi atribuída ao Liceu Camões para consagrar um século de exemplar acção pedagógica e tendo em conta a proximidade física das duas instituições, bem como o facto de um significativo número de cooperadores terem sido professores e alunos daquela escola.

Um protocolo entretanto assinado entre as duas instituições prevê a cooperação regular na área cultural através, designadamente, de exposições e colóquios organizados em parceria. Recorde-se que o Liceu Camões dispõe de um auditório com mais de duas centenas de lugares.

Lisboa, 19 de Outubro de 2009

João Lourenço reforça a Administração da SPA

O encenador João Lourenço, membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores, passa a integrar a Administração da cooperativa a partir do próximo dia 1 de Maio.
Director do Teatro Aberto, João Lourenço completou meio século de carreira teatral em 2007, tendo integrado várias direcções da SPA nas últimas três décadas. O encenador faz parte, como efectivo para a área do Teatro, da Direcção eleita em finais de Novembro de 2006.
A obra de João Lourenço como encenador tem sido objecto de amplo reconhecimento público e da crítica nas últimas décadas. A sua integração, como adjunto, na Administração da SPA vem reforçar a equipa criada em Setembro de 2007, após a saída de Manuel Freire das funções executivas que exercia como Administrador-Delegado e segue-se à entrada de Tózé Brito como assessor da Administração no passado mês de Fevereiro.

Lisboa, 30 de Abril de 2008

A  Administração

Aznavour e a SPA

A Medalha de Honra da SPA foi entregue a Charles Aznavour no passado dia 22 de Fevereiro ao fim da tarde, na Embaixada de França, por Manuel Freire, presidente da Direcção da cooperativa.
A atribuição desta distinção resultou de uma decisão unânime da Direcção tomada em finais de 2007. Pela primeira vez, a Medalha de Honra da SPA foi atribuída a um autor estrangeiro, após ter sido criada em 2005, no âmbito das comemorações dos 80 anos da SPA. A direcção da cooperativa quis homenagear, com esta distinção, o grande compositor, autor e intérprete, que, aos 83 anos, muitos consideram o mais importante músico popular do século XX. Recorde-se, entretanto, que Charles Aznavour foi o convidado de honra da Cimeira do Direito de Autor, realizada em Bruxelas em Maio de 2007, onde defendeu de forma veemente os direitos dos autores de todo o mundo, sendo por isso longamente ovacionado.
Charles Aznavour congratulou-se com a distinção, tendo declarado a Manuel Freire, a propósito do papel das sociedades de autores de França e de Portugal, respectivamente, SACEM e SPA: "É o mesmo combate !"

Vencedores do Concurso de Composição 2007

O Concurso de Composição de Fados e Canções 2007, promovido pela Sociedade Portuguesa de Autores, através do Centro de Apoio aos Autores de Música, teve como vencedores Nuno Filipe Rodrigues, com «A Transformação das Abelhas», na categoria de Canção, e José Manuel Martins, com «O Zé Castição», na categoria de Fado.
As canções vencedoras desta primeira edição do Concurso foram eleitas por unanimidade de votação do júri, composto por Guilherme Inês (compositor/músico, SPA), José Mário Branco (compositor/músico, SPA), Renato Júnior (compositor/músico, SPA) e (Ruben Alves, compositor/músico, SPA). Este Concurso tem como objectivo premiar uma canção e um fado, inéditos, da autoria de associados da SPA (beneficiários ou cooperadores). Cada vencedor recebe a quantia de €3.000.
Estas obras, bem como as restantes 8 finalistas, serão trabalhadas pelo CAAM no sentido de as colocar em artistas prestigiados que aceitem gravá-las e incluí-las no seu reportório. Com este objectivo, um CD com as dez maquetas, gravadas com piano e voz, será enviado para produtores, editoras discográficas e cantores.
O concurso destina-se a premiar uma canção e um fado inéditos, pretendendo valorizar o papel do escritor de canções. As candidaturas foram apresentadas sob pseudónimo e exclusivamente sob a forma de partitura para voz e piano ou voz e cifra. As cem obras a concurso foram todas musicadas com piano e flauta, na primeira fase, sendo seleccionadas pelo Júri dez finalistas - cinco fados e cinco canções -, que foram novamente trabalhadas com piano e voz, das quais saíram o fado e a canção vencedores.

Biografia de Nuno Filipe Rodrigues
Nuno Filipe Rodrigues, nascido em 1979, natural de Portimão, pós-graduado em Artes Musicais pela Universidade Nova de Lisboa, licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa, frequentou ainda variados workshops de musicoterapia, pedagogia e de inter-relação psico-pedagógica.

Exerce funções como docente das disciplinas de Análise e Técnicas de Composição, Acústica e Formação Musical no Conservatório Regional do Algarve. Em 2006 leccionou a disciplina de Música e Mitologia no Âmbito da Pós-Graduação Artes e Programação Cultural, no Instituto Superior Dom Afonso III, em Loulé; ainda em 2006 foi comentador de um ciclo de concertos de música erudita em Vilamoura.

Foi entrevistado em 2005 pelo semanário “Expresso” a propósito de uma colaboração para um projecto de animação cultural infantil.

Na área artística, lidera o novo projecto musical Axaraz, da qual é compositor, autor e um dos intérpretes; integra o coral Adágio de Portimão na qualidade de baixo e compositor de várias peças. Tem sido premiado em vários concursos nacionais e internacionais, onde se destacam um prémio no concurso euro-mediterrânico “Other Songs” (2007); a presença na final do Festival Cantar Abril de Almada (2007), a presença na Mostra Nacional de Jovens Criadores, no Porto (2001) e o prémio nacional no Concurso Juventude e Defesa Nacional (1996).
 
Tem sido convidado para integrar júris de diversos festivais e concursos.

Para além da Música, na sua área de interesses incluem-se Movimento Contemporâneo, Yoga e Literatura, nesta última área contando também com vários prémios e menções honrosas nacionais.

Biografia de José Manuel Martins
Nome artístico - Zé Manel Martins

Natural de Angola, na cidade do Namibe (antiga Moçâmedes), começou por estudar Piano , dedicando-se mais tarde ao Violão, instrumento que o tem acompanhado ao longo da sua carreira.
 
Em Angola inicia a sua carreira musical, tocando órgão e cantando no grupo “A Nota”, que mais tarde se viria a reunir em Portugal na cidade de Nazaré  com  o nome de “Hiper”, continuando as suas actuações em várias localidades em redor daquela cidade. O grupo era formado pelos músicos: Zito Ferreira (Bateria), Landuca Borda D´água (Baixo), Altino e Betuca Borda D´água (Guitarras), Reinaldo Bento (Voz) e Zé Manel Martins (Teclas e Voz).
 

Em 1976 compôs o tema “Meu nome é Fado”, que Carlos do Carmo gravou no LP “Uma canção para a Europa”. Esse álbum contém temas que vieram a tornar-se clássicos da Música portuguesa como por ex: “Lisboa Menina e Moça”e “Poema da Tarde”,  com poemas de José Carlos Ary dos Santos.

Em 1976 passa a residir no Algarve e forma um Duo com o percussionista angolano Moenho; o Duo actua com sucesso em inúmeros bares e eventos musicais destacando-se  Martin´s Bar, Boémio, Cloque,  The Bull  e Jazz Bar (no Algarve), o Scotch club (Coimbra) e  Migaitas(Braga); em 1982 vão para Lisboa onde se reúnem com o guitarrista Manel Leitão (também angolano); formam o Trio Dó Ré Mi e tocam  principalmente nos bares da Graça; gravam um single, “Menino Mensageiro”, com a participação do guitarrista Manel Leitão;  participam no programa de televisão “Passeio dos Alegres” de Júlio Isidro e no programa de rádio ao vivo “Febre de Sábado de Manhã”. Em 1983  viajam para a Holanda onde tocam nas cidades do Sul e mais tarde em Amesterdão, na companhia da cantora holandesa Marlene.

Em 1985,  Zé Manel Martins torna-se proprietário do “Palco Bar” em Portimão, onde durante 12 anos actuou a solo e com músicos de várias nacionalidades: o Maestro Thilo Krassman, o pianista português Rui Ressurreição, o pianista e cantor de blues holandês Cab Kaye, os músicos brasileiros Zézé Ferrari, Cláudio e Cristina Latini, Paulinho Lemos, Zélia e Rosana, Tony e Sávio Araújo , Tuniko Goulart e os músicos africanos Filipe Mukenga, D´januno Babo,  Moenho,  Raízes, Mané Bento César e a cantora Nani, Zito Ferreira, Hélder Rita e Júlio Martins entre  outros…

Em 1987 grava com Moenho um trabalho intitulado “Palco Bar”.
Ainda nesse ano fez uma digressão a solo, tocando na cidade de Tilburg na Holanda, em Oslo e na Suécia com a participação dos músicos Cláudio e Cristina Latini e Célio.

Em 1990 formou a Banda Kalulu com os músicos Kim Brandão (baixo) e Beto Silva (bateria e percussão), com quem gravou o CD “Praia do Carvoeiro” (1993). Com esta Banda fez vários concertos em Portugal , Holanda, Alemanha, França (com músicos de Madagáscar) e Inglaterra, destacando-se: o Palco Bar,  Manoel´s Jazz Club, Cloque, B. Flat (Clube de Jazz de Matosinhos), Montinho, concertos e festivais de Verão como  “Maré de Agosto” na ilha de Stª Maria nos Açores,  Teatro de Grenoble, Harmonie em Bona e Clube 100 em Londres. A Banda Kalulu participou em vários programas de Televisão, destacando-se: Big Show Sic, A Praça da Alegria, Chá das Cinco,  Sons do Sol e RTP internacional.

Em 1995 forma com o músico brasileiro Paulinho Lemos, o Duo Angola Brasil e gravam os CDs “Angola Brasil” (1995)  na Holanda e “Vai e Vem” (1997) na Alemanha. Em Portugal actuam em diversos concertos: Centro Cultural de Belém, Fnac de Lisboa e Porto, Clube de Jazz de Matosinhos, B.Leza e em vários eventos culturais. Também actuam na Holanda, Alemanha e França com bastante sucesso. Participam nos programas de televisão “Roda dos Milhões”(Sic),”Fórum Cultural”(Canal 2  RTP), “Praça da Alegria”(Canal 1 RTP) e “A outra Face da Lua”de Júlio Isidro... Em 1998, juntamente com a cantora brasileira Cristina Latini, fazem uma digressão actuando em várias localidades no Norte da Noruega.

EM 2000 forma com o guitarrista Tuniko Goulart   o “Duo Demo” tocando em vários concertos no Algarve e Alentejo.
Mais tarde viria juntar-se ao “Duo Demo” a cantora Patrícia Colaço e 
participam no festival RTP, com o tema “Chôro no Fado” da autoria de Zé Manel Martins, e ficam em 2º lugar. Com os músicos referidos formam  o grupo “Brisas” e gravam o CD de originais “Chôro no Fado” caracterizado por uma fusão musical de Fado, Chôro Brasileiro e Semba de Angola; o Grupo Brisas realiza vários concertos em Portugal; em 2002 e 2003, são convidados a actuar no “Goois Jazz Festival na Holanda” com  grande sucesso.

Em 2001, com Paulinho Lemos e Tuniko Goulart nasce o projecto de três guitarras  “Angola Brasil Trio”. Realizam vários concertos pelo país, principalmente Festivais de Jazz. Em Setembro de 2005 actua a solo em Cabo Verde,  no Mindelo e na cidade da Praia. Em Novembro do mesmo ano, regressa a Angola passados trinta anos, convidado pelo governo angolano e integrado num grupo de vários artistas angolanos espalhados pelo mundo, para as comemorações dos 30 anos da independência de Angola. Faz concertos em Luanda e no Namibe. Em Dezembro de 2005 actua em Amesterdão no conhecido 15. Em 2006,  convidados pela “Caixa da Catalunha” realiza tour por toda a  Espanha com o Duo Angola Brasil onde obtêm bastante sucesso. Ainda em 2006, grava o CD de originais “LUANDAR”. Em 2008 grava o CD “Atlântico”, com a participação de músicos de várias nacionalidades de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde e Guiné, residentes no Algarve).
Ainda em 2008 ganha o concurso de fado inédito, organizado pela Sociedade Portuguesa de Autores, com o tema de sua autoria “O Zé Castição”.

 

SPA e Museu Soares dos Reis assinam protocolo de cooperação

A Sociedade Portuguesa de Autores e o Museu Nacional de Soares dos Reis assinaram na passada sexta-feira no Porto um protocolo de cooperação cultural que permitirá à SPA utilizar regularmente o auditório e outras salas daquele importante museu para a realização de iniciativas culturais integradas na programação dirigida à cidade por iniciativa da nossa cooperativa.

O protocolo foi assinado pela directora do Museu Soares dos Reis, Drª Maria João Vasconcelos, e, em representação da SPA, pelo administrador-delegado e vice-presidente da Direcção, José Jorge Letria, bem como pelo director e administrador João Lourenço.

O programa de animação foi concebido pelo escritor Álvaro Magalhães, cooperador da SPA, e iniciou-se na noite do dia 2 de Outubro com uma sessão de homenagem ao jornalista e escritor Germano Silva, em que participaram destacadas figuras da vida cultural portuense, com realce para o poeta e jornalista Manuel António Pina. Nessa sessão, em que um grupo etnográfico da cidade apresentou um conjunto de "Cenas Românticas", foi apresentada a programação para os próximos meses, dela se destacando, em Novembro, uma sessão dedicada à obra de Manuel António Pina, em Dezembro outra dedicada à obra de Carlos Tê, e ainda, a partir da primeira segunda-feira de Novembro, um ciclo de leitura e reflexão intitulado "Amor e Transgressão", a cargo do escritor e cooperador da SPA Mário Cláudio que, ao longo de sete sessões, falará de outros tantos livros por si seleccionados. Esta sessão inaugural esgotou a lotação do auditório do museu.

Em Dezembro, será a vez de Carlos Tê orientar um curso de escrita criativa de canções, a que se seguirá um outro de escrita criativa de textos literários orientado por Pedro Sena-Lino.

Estas sessões culturais estão programadas para o auditório e para a sala de música do Museu Nacional de Soares dos Reis, que se localiza na vizinhança da Delegação da SPA no Porto.

É a primeira vez que a Delegação do Porto da SPA polariza um programa de animação destinado à população da cidade e contando com a participação de destacados autores portuenses.

Por seu turno, a SPA assegurará a deslocação até ao espaço daquele museu de exposições que tenham estado patentes na Galeria Carlos Paredes, bem como outras formas de cooperação entrentanto em estudo.

A Administração da SPA
6 de Outubro de 2009

Comunicado

A Sociedade Portuguesa de Autores é uma cooperativa fundada em 1925, à qual foi concedido estatuto de utilidade pública como resultado da relevância social e cultural da sua actividade. Tendo carácter multidisciplinar, abarca todas as disciplinas da criação intelectual e representa mais de três milhões de autores a nível mundial e 20 mil no plano nacional, com particular incidência na área da música.
A SPA é, para além disso, um pólo activo de oferta e promoção cultural, uma entidade com uma intensa prática mutualista e assistencial e ainda uma instituição ouvida e respeitada no contexto internacional.
Apenas a Sociedade Portuguesa de Autores tem legitimidade para, em Portugal, autorizar a utilização das obras dos autores que representa, nomeadamente as musicais. Isto significa que qualquer pessoa, singular ou colectiva, que obtenha uma autorização junto de outra entidade, que não a SPA, não fica isenta da obrigação de solicitar e obter a autorização da SPA para que possa, legalmente, utilizar as obras do respectivo repertório. 
Não existe nenhuma outra entidade, em Portugal, que cobre, legalmente, direitos de autor, por obra, de valor inferior aos que são cobrados pela SPA. Os direitos de autor cobrados pela SPA são ajustados, equitativos e ponderados, face ao número de obras que gere. Foge à verdade quem pretender fazer crer o contrário, ao mesmo tempo que está a violar a lei. 
Por outro lado, não existe nenhuma outra entidade, em Portugal, que conceda autorizações para a utilização de obras intelectuais protegidas, que dispensem as autorizações concedidas pela Sociedade Portuguesa de Autores. Nos termos da Lei, cada entidade de gestão colectiva só pode autorizar a utilização das obras que pertencem aos autores por si representados. Agir de outro modo é estar fora da lei e lesar os interesses dos autores que só a SPA está em condições de representar e proteger.
Por último, é importante afirmar-se que a falta de autorização da Sociedade Portuguesa de Autores, e o posterior uso de alguma das obras por si geridas, terá como consequência a prática de um crime de usurpação, previsto e punido no Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos, ainda que o usuário destas obras seja portador de uma licença emitida por outra entidade qualquer. 


A Sociedade Portuguesa de Autores, convicta da sua legitimidade, da sua inquestionável representatividade e honrando a sua longa e prestigiada história, continuará a actuar, intransigentemente, na defesa dos autores e da promoção da cultura em Portugal, não permitindo que qualquer dúvida surja ou perdure relativamente à legitimidade da sua actuação, sobretudo se tal for resultado da ilícita actividade de terceiros.
 
SEM AUTORES NÃO HÁ CULTURA.
SÓ A SPA ESTÁ EM CONDIÇÕES DE DEFENDER OS DIREITOS E OS INTERESSES DOS AUTORES PORTUGUESES.


Lisboa, 15 de Janeiro de 2008
A Administração da
Sociedade Portuguesa de Autores

Carta ao Presidente da CE sobre o mercado online

Em 17 de Setembro foi enviada ao Presidente da Comissão Europeia uma carta assinada pelas organizações que representam praticamente a totalidade dos criadores, intérpretes e produtores de música e audiovisual da União Europeia. Pela sua importância, quer pelo conteúdo quer pela representatividade, segue o texto da mesma na íntegra.

Exmo. Sr. Presidente,

Dirigimo-nos a Vossa Excelência em nome da comunidade artística e das indústrias culturais sobre um assunto de extrema importância para o sector: o desenvolvimento de conteúdos culturais no mercado electrónico.

Como é do seu conhecimento, a Internet representa uma excelente oportunidade para o sector cultural. Os consumidores podem aceder a um vasto leque de informações e conteúdos de uma forma que era impensável há alguns anos. É com agrado que assistimos a uma enorme procura na Internet, por parte dos consumidores, pela nossa música, filmes, programas de televisão, publicações, imagens e jogos de vídeo, e também à procura crescente por ligações de alta velocidade à Internet, por parte dos mesmos, para acederem aos conteúdos tão orgulhosamente criados, representados, escritos, realizados ou financiados pelo nosso sector.

Contudo, o facto de este valioso contributo para o desenvolvimento da Sociedade da Informação não ser amplamente recompensado representa para nós um grande motivo de preocupação. A realidade é que o acesso à grande maioria dos conteúdos e serviços é feito à margem dos canais oficiais, e não existe um reconhecimento nem uma remuneração justos para os que os criam, representam, escrevem, realizam ou disponibilizam. Sem incentivos à criação, a cultura europeia ficará seguramente mais pobre.

Para além das implicações de carácter cultural, a actual situação provoca graves consequências económicas. Tendo em consideração que o sector cultural tem contribuído com cerca de 3 a 6% do PIB europeu, tendo sido reconhecido como o sector com maior probabilidade de ajudar a conduzir a Europa para fora da recessão, a falta de uma compensação no que se refere aos conteúdos electrónicos está a provocar uma redução significativa de postos de trabalho e a diminuir as receitas fiscais.

Alguns Estados-Membros já começaram a abordar esta questão, mas estamos convictos de que é fundamental uma acção a nível europeu.

Se observarmos para além da Estratégia de Lisboa, a Europa necessita de impulsionar o sector cultural no mercado electrónico, para que este sector possa desenvolver todo o seu potencial e contribuir plenamente para a futura economia da Europa baseada no conhecimento.

O programa de trabalho da Comissão Europeia deve incluir um plano de acção que garanta a implementação de medidas que permitam ao sector criativo beneficiar dos seus esforços. Os interesses legítimos dos consumidores, intermediários e titulares de direitos devem ser igualmente tidos em consideração.

Para que o mercado electrónico tenha êxito, é essencial que os consumidores sejam informados e ajam de forma responsável. O desenvolvimento de campanhas de sensibilização e educação a nível europeu é um elemento importante para atingir este objectivo. Acreditamos que estas campanhas podem ser financiadas pela UE, com o objectivo inequívoco de informar os consumidores acerca dos serviços legalmente disponíveis e das consequências da utilização de alternativas não autorizadas, com o intuito de conseguir uma mudança de atitude.

Por seu lado, os titulares de direitos vão continuar a desenvolver um ambiente electrónico próspero para os serviços legais e a satisfazer a procura, por parte dos consumidores, por uma grande variedade de serviços. Em algumas áreas, as ofertas legais já estão muito desenvolvidas, mas é ainda necessário satisfazer a procura dos consumidores noutras áreas. No entanto, isto só pode realizar-se num quadro jurídico favorável, que garanta compensações e remunerações adequadas para todos os titulares de direitos e assegure que todos os intervenientes, grandes e pequenos, tenham acesso a um mercado que disponibilize uma oferta de conteúdos o mais diversificada possível.

Por fim, os intermediários, como por exemplo os fornecedores de serviços de Internet (ISP), têm um papel decisivo a desempenhar na ajuda ao desenvolvimento de um mercado electrónico para serviços legítimos. Neste aspecto, a Comissão tem de assegurar que os ISP cumprem o seu dever. Por isso, saudamos a iniciativa da DG MARKT de criar um grupo de trabalho para explorar as possibilidades de uma maior cooperação ao nível dos uploads e downloads ilegais, e recomendamos à Comissão que apoie este compromisso durante todo o processo, para permitir um resultado que crie soluções eficazes para este problema.

Em conclusão, a propriedade intelectual desempenhará um papel fundamental no desenvolvimento do ambiente electrónico e, por essa razão, é importante que seja devidamente representada no seio da Comissão. Estamos convictos de que isto não pode ser realizado juntando a Propriedade Intelectual a outros processos com os quais existe um elevado risco de conflito de interesses.

Exmo. Sr. Presidente, contamos consigo para transmitir à Comissão, ao Parlamento e aos Estados-Membros uma importante mensagem política, a de que o problema aqui exposto será abordado como uma alta prioridade. Se o conseguirmos, todos serão beneficiados: o consumidor, a comunidade artística e as indústrias culturais, mas também, com igual importância, o sector da sociedade da informação no seu todo e as economias europeias.

Assinam a carta as seguinte organizações:

AEPO-ARTIS Association of European Performers' Organisations

FERA Federation of European Film Directors

GESAC European Grouping of Societies of Authors and Composers

ICMP International Confederation of Music Publishers

IFPI International Federation of the Phonographic

IMPA International Music Publishers Association

IMPALA Independent Music Companies Association

Protocolo de saúde para os autores

Ao abrigo do protocolo estabelecido entre a SPA e a Casa da Imprensa está aberta a possibilidade de adesão dos nossos autores ao serviço de cuidados de saúde daquela instituição. Mediante o pagamento de uma jóia de 20€ e a mensalidade de 6€. A adesão a este serviço destina-se a autores cuja idade seja inferior a 45 anos.

Para mais informações consultar:

www.casadaimprensa.pt

SPA presente em Madrid

A SPA esteve representada, nos passados dias 16 e 17 de Setembro, em Madrid, no Congresso Internacional de Criadores de Artes Gráficas, Plásticas e Fotográficas pelo seu administrador-delegado e vice-presidente da Direcção, José Jorge Letria.

O Congresso, que reuniu dezenas de responsáveis de sociedades de gestão colectiva dos direitos das artes visuais, decorreu num dos auditórios do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía e contou, entre outras, com a presença do Director-Geral da CISAC, Eric Baptiste.

No final dos trabalhos foi aprovada por unanimidade uma resolução que torna obrigatória a gestão dos autores das artes visuais.

Em foco, nas várias intervenções, estiveram aspectos como a necessidade de as sociedades deste sector estarem unidas para poderem enfrentar estratégias expansivas e agressivas como a da Google, a urgência dos autores desta área estarem mais informados acerca dos seus direitos e ainda a necessidade de as sociedades de gestão colectiva deste domínio agilizarem cada vez mais os seus canais de análise e resposta jurídica às questões incessantemente colocadas. O responsável máximo da VEGAP, de Espanha, declarou mesmo que se a capacidade de intervenção das sociedades deste sector não for reforçada a curto prazo o seu futuro poderá estar seriamente ameaçado, tendo em conta a natureza dos desafios e ameaças que têm pela frente. Foi este o tom geral das intervenções produzidas, aqui e ali pontuadas por algumas notas de optimismo.

Ainda durante os trabalhos, foi evocado o nome do senador Edward Kennedy recentemente falecido, já que estava a preparar, nos últimos meses de vida, nova legislação sobre o direito de sequência para os Estados Unidos.

Lisboa, 18 de Setembro de 2009

SPA candidata Ramos Rosa ao Prémio Reina Sofía

A Sociedade Portuguesa de Autores, instituição que integra o juri do Prémio Reina Sofía de Poesia Iberoamericana, atribuído anualmente em Espanha, apresentou a candidatura do poeta português António Ramos Rosa àquele importante galardão literário internacional.  O prémio é atribuído anualmente e entregue pela Rainha Sofía de Espanha.
Entre os autores já distinguidos com este prémio contam-se João Cabral de Melo Neto, Álvaro Mutis, José Ángel Valente, Mario Benedetti, Pere Gimferrer, Nicanor Parra, Sophia de Mello Breyner, José Manuel Caballero e Antonio Gamoneda.

Lisboa, 13 de Março de 2008

Gabriela Llansol e Rogério Ribeiro: Cultura Portuguesa de luto

SPA: Pesar pela morte de Maria Gabriela Llansol
A Sociedade Portuguesa de Autores manifesta o seu mais profundo pesar pelo desaparecimento da escritora Maria Gabriela Llansol, associada desta cooperativa desde 1981.
Autora de cerca de três dezenas de títulos, Maria Gabriela Llansol ocupou um lugar único na literatura portuguesa contemporânea com uma escrita e um universo narrativo absolutamente singulares.
Sendo a SPA, desde a sua fundação em 22 de Maio de 1925, também uma instituição representativa dos escritores portugueses, não pode deixar de sublinhar a honra que foi para esta cooperativa poder contar com a escritora entre os seus membros, homenageando-a sentidamente, na hora da partida, pela grandeza e originalidade de obras como “O Livro  das Comunidades”.

Lisboa, 5 de Março de 2008

A Sociedade Portuguesa de Autores lamenta profundamente a perda do artista plástico Rogério Ribeiro, associado desta cooperativa desde 1984.
Rogério Ribeiro foi, indiscutivelmente, um dos maiores pintores portugueses da segunda metade do século XX. A sua obra, caracterizada pela permanente busca de novos caminhos expressivos, nunca se afastou do essencial de um compromisso que marcou toda a sua vida e que foi com a liberdade e com os valores que mais genuinamente a simbolizam. O seu percurso foi, a vários títulos, exemplar, nele se evidenciando uma exigência estética e uma atenção aos rumos da modernidade que fizeram dele uma referência para várias gerações de artistas plásticos portugueses. Por isso, os autores  que integram a SPA não esquecem Rogério Ribeiro nem a sua obra.

Lisboa, 11 de Março de 2008


 

A morte de João Vieira

A Direcção e a Administração da SPA lamentam o falecimento do pintor e cenógrafo João Vieira, associado desta cooperativa desde Dezembro de 1971.
Nome grande das artes plásticas portuguesas, João Vieira, que também se destacou como encenador, foi uma das figuras mais representativas da vida cultural portuguesa das últimas décadas.

Criador livre, inovador e irreverente, João Vieira deixa um vazio na cultura portuguesa que a SPA assinala e lamenta, sublinhando a importância ímpar da sua obra.

Lisboa, 7 de Setembro de 2009

A Administração

Animação Cultural da Delegação do Porto

Pela primeira vez, a Delegação do Porto da SPA vai dispor de uma animação cultural autónoma e abrangente que contemple não só o distrito do Porto mas outras áreas do Norte do País. Essa animação foi confiada pela Administração da SPA ao cooperador Álvaro Magalhães, escritor com vasta obra publicada e reconhecida pelo público e pela critica.

A animação a desenvolver pela SPA na cidade do Porto estará polarizada na sala da delegação da cooperativa e noutros espaços entretanto acessibilizados para o efeito através da celebração de protocolos.

SPA aprova entrada de Editores de Música

A Sociedade Portuguesa de Autores aprovou, em assembleia geral extraordinária para revisão dos Estatutos, realizada no dia 3 de Dezembro, um novo enquadramento estatutário dos editores de música,  em conformidade com as normas internacionais sobre esta matéria que também vinculam a cooperativa dos autores portugueses.

A possibilidade de entrada de editores de música para cooperadores, bem como para a Direcção da SPA, constitui uma inovação, questionada por muitos sócios, mas resulta de um imperativo do quadro normativo em vigor dentro das organizações internacionais de que a SPA faz parte, nomeadamente, a CISAC (Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores) e o GESAC (Grupo Europeu das Sociedades de Autores e Compositores), que há muito adoptaram e impuseram  estes procedimentos aos seus membros.

Na mesma assembleia foram igualmente aprovadas outras alterações estatutárias, uma delas relacionada com a criação de um Conselho Consultivo, cuja composição e âmbito de intervenção serão posteriormente aprovados pelo plenário dos sócios.

Ainda na Assembleia Geral de 3 de Dezembro, que contou com a participação de cerca de centena e meia de cooperadores, entre presenças, votos por delegação e votos por correspondência, foi aprovado o novo regulamento de distribuição da Cópia Privada.

A aprovação destes pontos foi precedida de um animado debate que reflectiu preocupações e expectativas de um significativo número de cooperadores.

No próximo dia 20 decorrerá a Assembleia Geral Ordinária para a aprovação do Plano e Orçamento para 2008.

Senhora de vários palcos
É encenadora, actriz, argumentista, dramaturga e tradutora. Isabel Medina, foi, no Ministério da Educação, formadora de professores na área do teatro - e hoje é também directora de actores de telenovelas. Teatro no palco ou em TV é com ela. Senhora de um ar suave e feminino, à conversa, pressente-se, é uma mulher d'armas. (Entrevista)
Nome de Solnado vai ser dado ao Teatro Capitólio

A Sociedade Portuguesa de Autores congratula-se com o facto de ter obtido tão rápido acolhimento por parte do Presidente da Câmara de Lisboa a proposta por nós apresentada de atribuição do nome do actor e autor Raul Solnado ao Teatro Capitólio.

A notícia já tornada pública de que o presidente do executivo camarário irá apresentar, no mais curto prazo, essa proposta em reunião de câmara constitui mais um acto público de reconhecimento da importância da vida e da obra de Raul Solnado. A SPA honra-se de ter formalizado essa proposta, que homenageia um dos seus membros mais antigos e representativos.

O município da cidade onde nasceu e que sempre foi a cidade do seu coração dá, deste modo, um passo relevante para que o seu nome fique associado a uma sala de espectáculos de referência à qual o actor esteve ligado.

A SPA saúda o Presidente da Câmara de Lisboa por ter tornado pública esta decisão e faz votos para que ela tenha concretização efectiva a curto prazo. É uma das muitas homenagens que Raul Solnado justamente merece.

SPA congratula-se com a classificação do espólio de Fernando Pessoa como "Tesouro Nacional"

A Sociedade Portuguesa de Autores congratula-se com o facto de o Governo ter decidido, em reunião do Conselho de Ministros realizada no passado dia 30 de Julho, classificar o espólio documental de Fernando Pessoa como tesouro nacional, tendo em conta o seu relevante interesse cultural.

Esta medida, que só pode pecar por ser tardia, consagra ainda mais e protege em toda a plenitude da sua dimensão cultural e da sua universalidade a obra de um dos mais importantes poetas do século XX a nível mundial e um dos mais originais e influentes de toda a tradição lírica ocidental.

Disperso por vários espaços e entidades públicas e privadas, o espólio documental de Fernando Pessoa constitui, sem dúvida, uma das grandes riquezas e referências de toda a cultura portuguesa, devendo, também por esse motivo, ser protegido, preservado e difundido com o estatuto de tesouro nacional.

Ao conferir este estatuto ao espólio pessoano, o governo reconhece também, o contributo que os autores, tenham eles a dimensão de Fernando Pessoa ou outra, podem dar para o engrandecimento da cultura portuguesa, da nossa identidade colectiva e do próprio nome de Portugal. Por isso devem ver os seus direitos protegidos e os seus interesses salvaguardados, por serem criadores de uma riqueza que transcende largamente a lógica redutora dos cifrões e das estatísticas.

A SPA faz votos no sentido de que esta atitude que agora se louva se torne, em relação aos criadores portugueses de diversas áreas cada vez mais regra e menos excepção, no quadro de uma política cultural consistente e coerente que não se limite a medidas de circunstância e a episódios mais ou menos mediáticos.

Lisboa, 31 de Julho de 2009

A Administração

Um músico sem complexos
Aos 37 anos de idade Bernardo Sassetti possui uma carreira invejável. Uma dezena de discos gravados em nome próprio e muitas participações em registos de alguns dos maiores nomes do Jazz da actualidade, com quem nos últimos vinte anos realizou concertos um pouco por todo o mundo, deram-lhe o estatuto de figura de topo no panorama artístico português. (Entrevista)
Ser português é um privilégio
"No dia em que este sonho acabar, só terei que agradecer a Deus, agradecer à vida e às pessoas, porque já me deram muito mais do que eu esperava. Eu que nem sequer sonhava cantar num Coliseu, já cantei cinco vezes no Coliseu.
Já cantei no Pavilhão Atlântico, no Olympia, na Austrália, se Deus quiser vou cantar em Alvalade.  Portanto só tenho que agradecer". Tony Carreira  (Entrevista)
Pesar da SPA pela morte de Joaquim Luís Gomes

Faleceu no dia 23 de Julho o Maestro Joaquim Luís Gomes, uma das figuras mais marcantes da música portuguesa no século XX.
Nascido em 1914, Joaquim Luís Gomes destacou-se como compositor de música para os mais importantes intérpretes portugueses e também como orquestrador, tendo a sua obra neste domínio ficado marcada por uma grande originalidade e sentido de modernidade.

Associado da SPA desde 1937 e cooperador desde 1973, Joaquim Luís Gomes manteve sempre uma estreita colaboração com a cooperativa dos autores portugueses, tendo sido distinguido com a Medalha de Honra da SPA em 2005, nas comemorações do 80º aniversário da instituição.

A Sociedade Portuguesa de Autores lamenta profundamente esta perda, que enluta a música e a cultura portuguesas, testemunha o seu pesar à família do maestro e compositor e presta a mais sentida homenagem à sua memória na hora do adeus.

Lisboa, 23 de Julho de 2009

A Administração da SPA

 

Gala dos Autores

A gala anual dos autores portugueses, que tem vindo a realizar-se no Teatro Nacional de S. Carlos, irá ter lugar no início de Fevereiro de 2010, no Centro Cultural de Belém, com transmissão directa assegurada pela RTP. Esta mudança no modelo da Gala dos Autores decorre do acordo estabelecido entre a SPA e a RTP, que prevê, entre outras coisas, a realização de um grande espectáculo anual durante o qual serão entregues prémios para os melhores criadores de obras vindas a público no ano anterior.

Desta forma, a Gala dos Autores muda de estrutura e configuração, passando a ter um carácter mais abrangente, um maior impacto mediático e a dar um maior contributo para o prestígio e visibilidade dos autores portugueses.

Oportunamente, a SPA anunciará a forma como irá decorrer este espectáculo anual, que se deseja representativo do que somos e do que valemos.

Animação cultural no Porto
Pela primeira vez, a Delegação do Porto da SPA vai dispor de uma animação cultural autónoma e abrangente que contemple não só o distrito do Porto mas outras áreas do Norte do País. Essa animação foi confiada pela Administração da SPA ao cooperador Álvaro Magalhães, escritor com vasta obra publicada e reconhecida pelo público e pela crítica.

A animação a desenvolver pela SPA na cidade do Porto estará polarizada na sala da delegação da cooperativa e noutros espaços entretanto acessibilizados para o efeito através da celebração de protocolos.

Programação até ao final de 2009

5 de Dezembro - Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis, 21h30 - 2ª. sessão do ciclo Autores, dedicada a Carlos Tê.

10 de Dezembro - Auditório da Escola Artística Soares dos Reis, 21h30: Conferência de João Sousa Dias: O que é poesia?

12 de Dezembro - Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis, 21h30 - Debate sobre edição de autor, com a participação de especialistas, a confirmar.

SPA Homenageia Maria da Fé

A Sociedade Portuguesa de Autores associou-se às comemorações dos 50 anos de carreira da fadista Maria da Fé com a entrega à artista, durante o seu espectáculo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no passado dia 25 de Junho, de uma placa destacando a importância da sua carreira ao serviço da música portuguesa e dos autores cujas obras fazem parte do seu repertório.

A placa foi entregue a Maria da Fé, em palco, pelo autor Tiago Torres da Silva, membro do Conselho Fiscal da SPA. Tiago Torres da Silva é um dos mais destacados autores de textos para fado da nova geração.

Os Autores Primeiro, Sempre

Durante dois dias, 30 e 31 de Maio, Bruxelas foi a capital mundial do Direito de Autor.A CISAC promoveu, nessas datas, uma ambiciosa cimeira que congregou as mais destacadas figuras internacionais ligadas à criação e à difusão de obras de todos os géneros e disciplinas. Muita gente se interrogou sobre a possibilidade de fazer coabitar, de forma intensa, diversificada e participada, tantos pontos de vistas contraditórios e de problemática harmonização.
Compositores, escritores, realizadores de cinema, administradores das maiores editoras discográficas do mundo, responsáveis pela programação das maiores estações de televisão de vários continentes, jornalistas, juristas, economistas, grandes gestores, representantes do que de mais avançado existe nas novas tecnologias da comunicação e dirigentes de muitas dezenas de sociedades de autores fizeram ouvir as suas vozes, as suas críticas e as suas opiniões, sendo sabido, logo à partida, que não haveria espaço nem tempo para extraírem conclusões ou se definirem estratégias e medidas programáticas.
Ao realizar esta cimeira - a Copyright Summit -, a CISAC pretendeu, como se tornou evidente, criar espaço e dar tempo para que a pluralidade de pontos de vista que este sector comporta se afirmasse em toda a sua diversidade e pujança. Este não foi o tempo das sínteses e das conclusões. Foi o tempo e o espaço da diferença, sendo que essa diferença, com tudo o que encerra de conflituante, envolve muitos aspectos preocupantes. Um deles diz respeito à acção e à doutrina em que assenta a actividade dos Creative Commons, vistos, por alguns, como a possibilidade de generalizar o acesso, através da internet, de utilizadores a obras cujos autores entendem que têm na difusão a melhor forma de remuneração e que a maioria dos presentes entende como uma forma velada de ataque ao Direito de Autor.
O momento em que o criador deste conceito esteve em palco, confrontado com outras opiniões, terá sido, de resto, o mais polémico e o mais vivo da cimeira. Mas houve outros. E houve também pontos de vista apresentados com grande criatividade e eloquência por pessoas habituadas ao confronto vivo de opiniões e a uma abordagem dinâmica da ideia de que o Direito de Autor é também um negócio global e cada vez mais ameaçado.
Ficou claro, em dezenas de intervenções, que as novas tecnologias, podem ser, e são, um poderoso aliado dos criadores na difusão das suas obras, mas que também podem ser, e são, desde que não devidamente controladas, o meio mais eficaz para a usurpação dos direitos dos autores, franqueando as portas da gratuitidade aos consumidores e a quem quer excluir os criadores das obras da esfera dos direitos que a lei lhes confere.
Ficou igualmente claro que o direito de autor é um pressuposto legal e que, estando previsto pelas leis nacionais e internacionais, é para ser cumprido e respeitado, coisa que, pelos vistos, há cada vez mais gente, em todo o mundo, a tentar ignorar. Vários foram os autores que apelaram a uma crescente intervenção dos criadores no processo de decisão política das sociedades que os representam, mas o reforço dessa intervenção implica um grau de preparação técnica que a maioria dos autores manifestamente não possui.
Criadores de riqueza. Aguardada com grande expectativa, a intervenção de Charles Aznavour, por muitos considerado como o maior criador e intérprete musical do século XX (caso da revista "Time"), foi um dos momentos altos desta cimeira, com o autor e intérprete de "La Bohème" a partilhar com os presentes ideias como estas:
"Não vivemos uma crise da música e sim uma revolução dos modos de produção, de difusão e de comercialização.(...) É preciso que os autores do mundo inteiro passem a ser considerados também como agentes económicos pela riqueza que produzem".  Depois, Charles Aznavour apelou a Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia no sentido de ser "mais sensível a esta questão", mencionando, em concreto, as directivas comunitárias que dizem respeito ao trabalho dos autores em geral e aos da música em particular.
Por seu turno, Mercedes Echerer, autora austríaca e ex-deputada dos Verdes ao Parlamento Europeu, salientou, com uma oportunidade que suscitou merecidos aplausos, que "aqui falou-se de muitas questões, sobretudo técnicas, mas muito pouco de solidariedade entre os autores e com os autores". Esta ideia estaria presente noutras intervenções, produzidas sobretudo por autores que não se revêem numa abordagem meramente economicista da importância do seu trabalho. E houve quem dissesse, arrancando igualmente aplausos à assistência:
"Os autores também são consumidores de cultura e, em regra, grandes consumidores, e é preciso respeitar os consumidores mas sem que isso represente o sacrifício dos direitos dos autores". E houve ainda quem lamentasse o facto de os autores serem com frequência chamados "para defenderem grandes causas, mas estarem cada vez mais indefesos quando se trata de defenderem as suas próprias causas".
Muitas foram, entretanto, as intervenções em que foi, oportunamente, glosada esta ideia: "No princípio está o Autor", com tudo o que isso representa no tocante à criação de mecanismos eficazes para eles serem defendidos.
O novo vice-presidente da CISAC, Alfonso Cuarón, declarou, na sua intervenção, que "a pirataria é como o terrorismo: por mais que a combatamos ela encontra novas formas de actuar". E acrescentou:
"Vivemos numa sociedade global e fragmentada e nunca, como hoje, foi tão necessária a solidariedade entre os autores".
Por seu turno, Robin Gibb, um dos míticos elementos dos "Bee Gees", depois de afirmar, com ironia, que "quem quiser ganhar dinheiro é melhor jogar na lotaria", salientou:
"As editoras podem ir e vir, nascer e desaparecer, mas as sociedades de autores devem permanecer, porque defendem os nossos direitos e evitam que nos preocupemos com assuntos como as hipotecas das nossas casas".
Muitos foram ainda os que lembraram que as sociedades de autores, num mundo globalizado e altamente competitivo, devem procurar novas formas de estar no mercado e de fazer negócio, já que é também disso que se trata quando se faz a gestão colectiva do direito de autor.
Foram dois dias de intenso e participado debate, com vozes que, na sua estimulante pluralidade, vieram salientar aquilo que todos têm como certo: estamos num mundo em acelerado processo de transformação e, também por isso, os autores e as suas obras estão sujeitos a ameaças e a formas de exploração e usurpação que requerem medidas acertadas, soluções criativas, firmeza estratégica e capacidade negocial. Se tivesse havido uma declaração final, talvez o seu título pudesse ser: "Os autores primeiro", que foi, de resto, o certeiro lema desta cimeira realizada em Bruxelas, mas aberta ao mundo e às novas realidades que todo os dias surgem e nos questionam.

José Jorge Letria

Famosos à Frente da CISAC

Robin Gibb, cantautor britânico e membro dos "Bee Gees", e Alfonso Cuarón, cineasta mexicano distinguido com vários prémios internacionais e que realizou recentemente "Harry Potter e o prisionero de Azkabán", foram eleitos Presidente e Vice-Presidente da CISAC durante a Assembleia Geral daquela organização de autores que se realizou no dia 1 de Junho em Bruxelas.

Com esta eleição, a CISAC, Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores, vê-se representada e dirigida por duas personalidades artísticas de primeiro plano, o que se reveste de grande significado no mundo complexo que hoje envolve os Direitos de Autor. Aprovadas por unanimidade naquela concorrida Assembleia Geral, estas nomeações marcam de forma clara a vontade da CISAC de utilizar a notoriedade de autores internacionalmente reconhecidos ao serviço da causa de todos os autores e da defesa dos seus direitos. Para Eric Baptiste, Director-geral da CISAC, "o compromisso, com a Confederação, destas duas personalidades mundialmente conhecidas do mundo da criação intelectual, traduz a preocupação da comunidade de criadores com o futuro do direito de autor". Além disso, sublinhou ainda Eric Baptiste, "é também uma clara mensagem aos responsáveis políticos de todo o mundo. Se os mais de 2,5 milhões de autores e editores que a CISAC representa em todo o mundo estão abertos ao progresso e à inovação, eles não aceitam que os utilizem como pretexto para debilitar o valor dos direitos vinculados às suas obras". Por sua vez, Robin Gibb, novo Presidente da CISAC, declarou logo após a sua tomada de posse: "As tecnologias digitais representam numerosas possibilidades de difusão massiva para as obras artísticas. Decidi compromoter-me com a CISAC porque creio que o respeito pelo Direito de Autor na era digital é vital para todos os criadores e artistas. As nossas obras são o conteúdo que cria o valor da economia digital e é necessário garantir que a indústria e os políticos captem bem esta mensagem". Para Alfonso Cuarón, novo vice-presidente da CISAC, "as novas tecnologias não devem desviar a atenção da essência da criação, mas ser apenas uma ferramenta, um instrumento, um meio para divulgar os conteúdos criados pelos autores. Obviamente, em casos muito especiais, meio e conteúdo fundem-se".
Pensado ao milímetro. A nomeação/eleição de Gibb e Cuarón foi pensada ao milímetro e com um objectivo bem definido. Em primeiro lugar, o local e momento em que ocorreu: em Bruxelas, onde na véspera tinha terminado a Cimeira do Direito de Autor, organizada pela CISAC, e que constituiu o primeiro forum internacional que reuniu industriais do sector cultural e das novas tecnologias, responsáveis políticos europeus, representantes dos consumidores, sociedades de autores e criadores para, em conjunto, debaterem o futuro do Direito de Autor e a difusão de obras na era digital (ver texto de José Jorge Letria nas páginas anteriores).
Antes de serem eleitos, Gibb e Cuarón intervieram na Cimeira: o primeiro, desenvolveu o tema "São as obras dos criadores intelectuais um produto como os outros?"; o segundo, debruçou-se sobre as relações entre os criadores/autores e os fornecedores de tecnologia. Não deixaram dúvidas a ninguém sobre a sua forma de pensar.
Essa Cimeira, nunca é demais sublinhar, reuniu mais de 530 participantes, personalidades da área artística, política e industrial, dos quais 76 apresentaram comunicações - todos figuras cimeiras da economia cultural, uma expressão a ganhar força e a que cada vez mais convém prestar atenção. Sublinhou o Director-geral da CISAC, Eric Baptiste: "Esta Cimeira pretendeu situar os criadores e suas obras no centro do debate num mercado em plena mutação. A nomeação de Robin Gibb e Alfonso Cuarón - duas personalidades do mundo da criação intelectual mundialmente reconhecidas - é uma oportunidade não só para fazer ouvir ainda com mais força a voz da CISAC e dos milhões de autores e editores que representa em todo o mundo, mas também para chamar a atenção dos responsáveis políticos e da indústria quanto à necessária protecção do direito de autor".

Robin Gibb

Cantor e compositor dos "Bee Gees", nasceu em 1949 em Inglaterra. Robin Gibb formou, juntamente com os seus irmãos Maurice e Barry, um dos grupos mais populares da história da música. Durante mais de 40 anos de carreira marcados por êxitos à escala mundial, Robin Gibb ganhou 11 Prémios outorgados pela Academia Britânica de Compositores e Letristas (BACS). É membro do "Songwriters Hall of Fame" desde 1994 e do "Rock and Roll Hall of Fame" desde 1997. Doutor Honorário em Música pela Universidade de Manchester, recebeu em 2002 o título de Comendador da Ordem do Império Britânico

Alfonso Cuarón

Realizador, guionista e produtor, Alfonso Cuarón, nascido no México, escreveu, produziu e dirigiu a sua primeira película, "Solo con Tu Pareja", em 1991. Galardoado com o prémio de melhor guião pela Academia Mexicana, este filme conseguiu o maior êxito de bilheteira no México no ano de 1992. Dirigiu depois "La Princesita", em 1995, "Grandes Esperanzas", em 1998 e "E tu Mamá También", em 2001, que ganhou o Leão de Prata para o melhor guião no Festival de Veneza. Mais recentemente, Alfonso Cuarón realizou "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", que recebeu o Prémio para a melhor película da Academia Britânica de Cinema (Prémios BAFTA), e "Hijos de los Hombres", que obteve três nomeações para os Prémios da Academia de Hollywood.

CISAC

A CISAC, Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores, trabalha para um maior reconhecimento e uma maior protecção dos direitos dos criadores em todo o mundo. Num universo mundializado e digital, a CISAC tem como missão principal consolidar a rede internacional das sociedades de autores, ser seu porta-voz nos debates internacionais e reafirmar o direito inalienável dos autores a viver do seu trabalho.

Com 217 sociedades de autores membros em 114 países, a CISAC representa mais de 2,5 milhões de criadores e editores do conjunto de repertórios artísticos (música, artes dramáticas, literatura, audiovidual, artes gráficas e plásticas, fotografia).
Fundada em 1926, a CISAC é uma organização internacional não governamental, sem fins lucrativos, com sede mundial em França e direcções regionais em Budapeste, Buenos Aires, Joanesburgo e Singapura.

Agenda Digital da Comissão Europeia - GESAC

O Grupo Europeu das Sociedades de Autores e Compositores (GESAC) saúda o eYouGuide da Comissão Europeia para os Direitos Digitais dos Consumidores, que irá contribuir para uma maior sensibilização dos utilizadores europeus de Internet no que se refere aos seus direitos e deveres, e elogia o tópico do guia consagrado aos direitos de autor.

No entanto, o GESAC está surpreso e preocupado com o anúncio, por parte da Comissão, de criação de uma "Agenda Digital para os Direitos dos Consumidores de Amanhã", na qual foram identificadas várias áreas prioritárias para uma eventual actuação da UE que incluíam, nomeadamente, "o lançamento das bases dos regimes de licenciamento multi-territorial para conteúdos on-line" e "a supressão da actual fragmentação da legislação relativa à cópia privada".

De facto, no que se refere ao licenciamento multi-territorial, ao longo dos últimos anos já estiveram envolvidas nesta questão três DGs da Comissão, frequentemente com abordagens contraditórias, que revelaram não ter feito uma análise aprofundada nem uma consulta adequada com as partes interessadas, o que provocou um aumento da insegurança jurídica e complexidade do sistema. "Esperamos que a Comissão aprenda com os erros cometidos no passado e, de futuro, privilegie uma abordagem coerente, coordenada e transparente", afirmou Véronique Desbrosses, Secretária-Geral do GESAC.

No que diz respeito à cópia privada, já existe uma Plataforma de Diálogo na qual representantes da indústria de electrónica de consumo, dos titulares de direitos e dos consumidores debatem, sob a égide da DG MARKT (Direcção-Geral do Mercado Interno e Serviços) e da DG EAC (Direcção-Geral da Educação e Cultura), formas de melhorar os actuais sistemas. Assim, é de estranhar que duas DGs distintas (DG INFSO e DG SANCO) que, ocasionalmente, participaram em reuniões desta Plataforma, estejam agora a prever uma eventual nova iniciativa sobre a matéria, contribuindo para o aumento da confusão e incerteza.

O Grupo Europeu das Sociedades de Autores e Compositores (GESAC) agrupa 34 das principais sociedades de gestão colectiva (sociedades de autores) da União Europeia, Noruega e Suíça, que gerem os direitos de quase 500 000 autores, compositores e escritores de diversos sectores (música, audiovisual, literário, artes visuais, etc.), editores de música e outros titulares de direitos.

Acordo com a sociedade brasileira Abramus

No final de Maio, em Bruxelas, durante a Cimeira do Direito de Autor, a SPA e a congénere brasileira Abramus assinaram um acordo de reciprocidade de representação na área dos Grandes Direitos que será válido a partir de Janeiro de 2008. O acordo foi assinado por Roberto Corrêa de Melo,  Presidente da Direcção da Abramus, e por Manuel Freire e José Jorge Letria, respectivamente Presidente e Vice-Presidente da SPA.
Este acordo surge num momento em que é cada vez maior o intercâmbio luso-brasileiro na área dos Grandes Direitos - dramaturgia. cenografia, filmes, por exemplo - tendo ficado de pé a probabilidade da assinatura de um outro acordo com incidência noutras áreas, nomeadamente na música.
Por outro lado, este acordo deve ser entendido também como mais um passo para a criação de uma Frente Comum das Sociedades de Autores lusófonas, ideia nascida durante o Congresso da CISAC realizado em Seul.
O que é a Abramus. Graças à iniciativa de um grupo de músicos, a Abramus nasceu em 1982, estando, pois, a festejar o seu 25º aniversário. Demétrio Santos Lima, além de excelente saxofonista, foi a voz de liderança e defensor audaz dos direitos dos músicos. Como se pode ler no site da Abramus, naquela altura "a música brasileira estava carente de pessoas que conseguissem honrá-la e respeitá-la como merecia".
Ao longo deste quarto de século a Abramus tem vindo a expandir-se: já ultrapassou os 50 funcionários e mais de 11.500 membros inscritos, número que continua a crescer graças ao trabalho eficaz da equipa que está no terreno.
Esses sócios são oriundos de várias áreas criativas, mas o peso maior vem, naturalmente, da música.

World Cinema Alliance

Aproveitando a realização naquela cidade polaca do Fórum do Conselho da Europa sobre Políticas Cinematográficas (a 11 e 12 de Setembro), a World Cinema Alliance reuniu em Cracóvia nos dias 13 e 14 de Setembro. A representar a SPA esteve o realizador António Pedro Vasconcelos. Recorde-se que a WCA, uma aliança vocacionada para defender o pendor criativo do cinema, nasceu em Veneza em 2007 e que a nossa cooperativa é co-fundadora desta organização.

A Pedra de Toque no direito de Autor

A produtora de televisão Endemol foi condenada a pagar à SPA a quantia de 25.000,00 euros, devida pela inclusão não autorizada de diversas obras literário-musicais na telenovela intitulada "Fúria de Viver". Dada a divergência entre o valor da condenação e o do pedido formulado pela SPA (51.862,00 euros), recorremos desta sentença. Dada a relevância da matéria, pedimos ao dr. Afonso Duarte, que tem acompanhado todo o processo, que analisasse o que nele está em causa. A autorização prévia para a utilização de uma obra tem por escopo garantir para o titular de direitos autorais uma contrapartida patrimonial pela exploração do seu trabalho intelectual, acompanhando os frutos da exploração económica da obra, e, ainda, naturalmente, assegurar que pelo autor é efectuado algum controle no que toca a exigências técnicas e artísticas em respeito à preservação da integridade e genuinidade das suas obras. A necessidade de tal autorização prévia é pois a pedra de toque no exercício do direito de autor, e pauta-se pelo princípio da liberdade contratual, assistindo ao titular de direitos o poder de autorizar ou não, e de fixar, livremente, as condições em que concede a autorização.
Nos autos nº 3644/05.0 TVLSB, da 1ª Vara Cível de Lisboa, 2ª Secção, a SPA demandou a Endemol Produções Televisivas, Portugal, Lda., pela utilização não autorizada de cinco obras musicais do seu repertório, em telenovela transmitida pela SIC, em 2002. Peticionou a quantia de 50.000,00 euros, a título de indemnização por danos patrimoniais (correspondentes ao valor que os titulares de direitos autorais sobre as obras receberiam caso tivessem podido exercer o direito de autorizar aquela utilização). Foi proferida sentença, em 4 de Abril de 2007, julgando a acção parcialmente procedente, tendo as partes interposto recursos de apelação da mesma.
Nessa decisão, a primeira questão a decidir, saber quem produziu o programa e a quem cabia a obtenção da autorização para a utilização das obras, SIC ou Endemol, resolveu-se em detrimento desta última, o que permitiu situar as utilizações em causa fora do âmbito do contrato de avença vigente entre SPA e SIC, com a consequente necessidade de autorização prévia para cada uma dessas utilizações.
A segunda questão prendia-se com a determinação do valor da indemnização, tendo o Tribunal entendido que apenas parte dos danos se poderiam considerar como provados, e, em conformidade, condenado a Ré no pagamento de 25.000,00 euros. Não obstante a SPA ter, nessa medida, interposto recurso da decisão de primeira instância (que se encontra pendente), por entender que a prova produzida impunha que se dessem como provados todos os danos alegados, a verdade é que se realça, e acolhe, o entendimento do Tribunal no sentido de que a indemnização por danos patrimoniais ora em causa não deve corresponder apenas ao montante que teria sido estipulado aquando da negociação do valor devido pela autorização, pois que assim se estaria a beneficiar o infractor e a fazer letra morta da necessidade de autorização prévia para a utilização da obra. Assim, nesta decisão de primeira instância, consagrou-se o carácter sancionatório da indemnização, por apelo à exigência de prevenção geral, ponderando-se, todavia, os valores de mercado para utilizações semelhantes.

Afonso Duarte

Acordo Ibérico

A Sociedade Portuguesa de Autores e a Sociedad General de Autores y Editores (SGAE), de Espanha, assinaram em Madrid, no passado dia 24 de Julho, um protocolo de cooperação de características inéditas, que terá de imediato incidência em importantes domínios de intervenção das duas grandes sociedades de autores da Península Ibérica.
No âmbito dessa cooperação, foi também assinado um convénio que assegura a instalação na SPA de um avançado sistema informático (SGS), criado e desenvolvido pela  SDAE (Sociedad Digital de Autores y Editores), empresa que integra a estrutura empresarial da SGAE. Esta nova tecnologia facilita e aperfeiçoa os principais processos de gestão utilizados  pelas sociedades de gestão colectiva e cumpre integralmente todos os preceitos que a CISAC (Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores), com sede em Paris, tornou obrigatórios para as suas filiadas a partir de 2009.
O processo de instalação do SGS na SPA estará totalmente concluído em Junho de 2009. O SGS funciona já com comprovado êxito em mais de 20 países da América Latina e das Caraíbas de língua inglesa.
O protocolo de cooperação foi assinado na sede da SGAE, ao fim da manhã de 24 de Julho, por Eduardo Bautista presidente do Consejo de Dirección da SGAE, e por José Jorge Letria, vice-presidente e administrador-delegado da SPA, tendo estado presentes no acto, além de vários dirigentes da SGAE, Pedro Osório, membro da Direcção e administrador da SPA, que tem coordenado o processo de instalação do SGS, e José Neri,  director-geral  da SDAE.

Cooperação criativa em vários domínios

O protocolo de cooperação prevê, nas suas linhas gerais, acções conjuntas em domínios comuns como os da música, das artes cénicas, do audiovisual e do chamado “repertório de fronteira”.  Assim, irão ser programados, já a partir do final deste ano, a inclusão de artistas portugueses nos programas da Fundación Autor e nos programas de promoção exterior da SGAE e daquela fundação, bem como encontros de jovens compositores e de profissionais do sector musical dos dois países. No tocante às artes cénicas, estão previstas leituras dramatizadas de peças de teatro, a realização de “ateliers” de coreografia e ainda a realização de uma Semana de Dança em Lisboa e em Madrid, alternadamente.

Em matéria de audiovisual, há várias iniciativas em vias de programação, com destaque para uma mostra de cinema português em Espanha e para “ateliers” destinados a jovens realizadores, guionistas, produtores, promotores e distribuidores.
Por último, no que se refere ao “repertório de fronteira”, a SGAE, no âmbito do protocolo de cooperação agora assinado, prevê que cidades fronteiriças portuguesas e espanholas organizem, periodicamente, com o apoio da SPA e da SGAE, mostras de arte e cultura destinadas aos públicos dessas regiões.

O protocolo agora assinado resultou de encontros anteriores entre dirigentes das duas sociedades de autores e de uma manifesta vontade comum de se unirem esforços no sentido de os direitos e os interesses dos autores serem ainda mais e melhor defendidos nos dois países e de ser posta em prática uma dinâmica consistente de promoção da diversidade da cultura portuguesa e espanhola, cada vez mais expandidas e reconhecidas em todo o mundo, envolvendo quase 900 milhões de pessoas nos vários continentes.
Tanto Eduardo Bautista como José Jorge Letria, acentuando a forte identidade de pontos de vista, sublinharam, no acto de assinatura do protocolo, a necessidade de a SGAE e da SPA contribuírem para que os dois mercados culturais sejam fortes e representativos e para que as acções que vierem a nascer deste projecto de cooperação ibérica tornem mais forte a posição dos autores e gerem uma efectiva reciprocidade no processo de trocas culturais e de divulgação das obras de verdadeira importância nacional e transnacional.
Recorde-se que a SGAE, através da Fundación Autor, detém um avançado  pólo tecnológico que integra estúdios de gravação e um estúdio de cinema em Madrid, para além de gerir importantes salas de espectáculos em vários pontos de Espanha e de ter avançado agora para a criação em Valência da Torre da Música, onde irá funcionar o Berkeley College of Music.
Está previsto que, no Outono próximo, a SPA e a SGAE venham a realizar um importante encontro em Lisboa, para anunciarem medidas concretas de cooperação e parceria que correspondam a uma estratégia conjunta para a defesa do direito de autor e para a promoção da diversidade cultural peninsular.

 

Apelo à Comissão Europeia

SPA apela à Comissão Europeia para que não favoreça a lógica do lucro em detrimento dos direitos dos autores.
Às dificuldades que as sociedades de gestão colectiva do direito de autor têm vindo a enfrentar, outra se acrescenta agora, tendo como origem a própria Comissão Europeia, da qual se exigiria uma efectiva compreensão e apoio relativamente às estruturas que legitimamente representam os criadores, neste caso os musicais e audiovisuais.
Dando acolhimento às queixas  e às constantes pressões vindas de poderosos usuários da comunicação, a Comissão Europeia enviou uma Declaração de Objecções à CISAC (Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores) e a 24 sociedades em Janeiro de 2006. Esse documento levantava objecções quanto à celebração de contratos multiterritoriais para a Internet, satélite e cabo.
Apesar de não concordar com essas objecções, a CISAC aceitou discutir o assunto com a Comissão Europeia. Na sequência desse debate, a CISAC e 19 das suas sociedades aceitaram, como princípio, a criação de um sistema de licenciamento multiterritorial para determinadas formas de utilização das obras.
Coerentes com a sua posição de força, os usuários acusaram a Comissão de ser demasiado “passiva” em relação à comunidade criativa e deixaram claro que não aceitariam outra solução que não fosse uma drástica redução das tarifas.
Dando razão a quem a não tem, ou seja, a quem representa fortes interesses económicos e pretende prejudicar os autores e as sociedades que os representam, a Comissão Europeia adoptou agora uma decisão contra a CISAC e os seus membros que pode terminar nos tribunais com o justo a pagar pelo pecador.
Consideram os usuários, a quem a Comissão parece dar razão, que as leis da concorrência lhes permitem andar pela Europa em busca das sociedades que lhes ofereçam o repertório mundial pelo mais baixo preço. Esta atitude é comparável à dos consumidores que procuram uma qualquer Feira da Ladra com produtos de bom preço em segunda mão, sem curarem de saber de onde vêm e a quem pertenciam. Se tal acontecer, com a cobertura legal da Comissão Europeia, isso significará que os autores desta área, já vítimas de uma crise de proporções calamitosas, irão ter ainda menores rendimentos autorais resultantes da comercialização das suas obras. Ganham os mais ricos, perdem os mais pobres, de resto em conformidade com uma lógica neoliberal que tem vindo a marcar uma parte significativa das decisões da todo poderosa Direcção Geral da Concorrência. Já não foi a primeira e tudo leva a crer que não irá ser a última, com todas as consequências negativas daí decorrentes.
É inadmissível que se encare a lei da concorrência  como um instrumento que force  os autores a venderem os seus direitos pelas tabelas mais irrisórias e lesivas dos seus interesses.
A esmagadora maioria dos quase dois milhões de autores musicais registados em todo o mundo não pode pactuar com esta situação e continuará a lutar para que o valor do seu trabalho seja devidamente reconhecido e para que não se favoreçam os interesses de quem utiliza e explora o trabalho criativo alheio.
Enquanto a Comissão Europeia ameaça a CISAC e as sociedades que a integram com multas que terão de ser pagas pelos autores, a CISAC insiste no recurso à via do diálogo, por não poder aceitar que, numa Europa que sabe ser a cultura um dos principais factores para a sua coesão social e até política, se favoreçam os interesses  das grandes multinacionais das telecomunicações e da radiodifusão.
A Sociedade Portuguesa de Autores associa-se à indignação e ao protesto da CISAC e das suas congéneres, exigindo que a decisão agora anunciada pela Comissão Europeia, presidida por um português, seja cancelada e revista e que, desde já, se retome a discussão deste assunto, com uma visão clara do papel dos criadores musicais e das estruturas que os representam.
A SPA recorda que no importante Fórum sobre a Cultura na Europa organizado pelo governo em 2007, em Lisboa,  e que foi marcado por uma importante intervenção de fundo do Dr. José Manuel Durão Barroso, este responsável político enfatizou o papel da cultura no fortalecimento da unidade e das identidades europeias e no desenvolvimento da economia do continente. Ora, se sem criadores não existe cultura, como se poderá compreender que esta decisão da Comissão  venha agora atentar contra os direitos e interesses de quem cria, favorecendo a lógica do lucro a qualquer custo que caracteriza os grandes operadores, os quais, como bons intermediários, nada criam mas tudo rentabilizam?
A SPA, enquanto única e legítima representante dos autores portugueses, considera que, a concretizar-se esta decisão da Comissão, a situação dos autores portugueses, já de si tão crítica, se tornará ainda mais problemática, neste tempo de incerteza e constante desrespeito pelos direitos dos autores.
Atendendo a que este ataque aos autores tem sido conduzido fundamentalmente pela Direcção Geral da Concorrência a SPA apela ao Presidente da Comissão Europeia, Dr. José Manuel Durão Barroso, para que, com a autoridade que lhe assiste e com a sensibilidade que tem sabido demonstrar em relação a estas matérias, faça prevalecer a justiça e a razão, a favor de quem merece ser defendido e protegido em nome dos valores da ética e da cultura.

Lisboa, 30 de Maio de 2008
A Administração da SPA

Medalha de Honra da Cidade de Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa atribuiu a sua Medalha de Honra à SPA, tendo em conta uma actividade ininterrupta de mais de oito décadas ao serviço da cultura e dos autores. A SPA congratula-se vivamente com o facto de ver a sua importância como instituição que representa e defende os autores portugueses também reconhecida pela Câmara Municipal de Lisboa.


 

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