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Nome Artístico:  LUÍS ALBERTO BETTENCOURT

Email:  labett@contratempo.com


Área(s) de Actividade:
  - Música
  - Letras Canções


Texto/Mensagem:

Luís Alberto Bettencourt, nasceu em Ponta Delgada, onde permaneceu durante a maior parte do seu tempo juvenil e académico, tendo então desenvolvido uma larga actividade artística e cultural, em especial no campo musical. Integrado em diversos projectos identificados com o “Rock”, muito cedo demonstra a sua vocação para a composição, personalizando os seus trabalhos com uma temática própria e consciente, onde as relações humanas, os conflitos sociais, e as imagens poéticas, são componentes visíveis do seu universo imaginário e criativo. Apanhado pela guerra colonial, passa dois anos na Guiné Bissau, onde curiosamente consegue penetrar num tempo suplementar repleto de profundas experiências humanas. Aí, conhece músicos africanos, actua em clubes militares, colabora com a rádio oficial, e aproxima-se das raízes da música popular. Vivendo nas ilhas Bijagós, habilmente rompe com a disciplina militar, e aproxima-se da população nativa, partilhando com ela velhos rituais, e as tradicionais “Noites de Batuque”, fonte enriquecedora de bases rítmicas para o desenvolvimento dos seus ideais sonoros. De regresso aos Açores, inicia de novo um ciclo de imensa actividade, tendo passado por diversas bandas como baixista, com destaque para os “Phoenix” onde trabalha com Zeca Medeiros num ambicioso projecto de música original. Mais tarde, na companhia de Aníbal Raposo, inicia outra experiência com a banda “Construção”. Convence Emanuel e Carlos Frazão, músicos de uma outra área, e tenta fundir a música popular com o jazz. Como resultado, recebe um convite de uma editora local para gravar um trabalho de longa duração em Lisboa. Assim nasce o álbum “Há Qualquer Coisa...”, merecedor do prémio “Revelação do Ano” instituído pelo jornal “O Tempo”. Simultâneamente compõe para o teatro e televisão assinando, as bandas sonoras de algumas peças de grupos locais, e colabora regularmente em trabalhos televisivos com música original. Compõe com António Melo e Sousa o tema “Chamateia”, hoje muito divulgado no espaço nacional, e curiosamente anunciado como música tradicional dos Açores... Nos Anos 80 conhece Carlos Guerreiro, músico e construtor de instrumentos, com o qual inicia uma nova experiência - o grupo “Rimanço”. Compõe o tema “No Vapor da Madrugada” e classifica-se em 2º lugar no “Festival RTP da Canção” em 1985. Com a aproximação dos anos 90, considera o projecto esgotado e vão faltando forças para renová-lo - “Foi como se tratasse de uma mulher não apetecida”. Por motivos de ordem profissional, passa algum tempo nas ilhas do “Canal”. Aluga uma casa isolada “Num sítio para se estar calado, onde viu por entre uma luz difusa e vaporizada, quatro ilhas saindo do mar ao mesmo tempo”. É neste local e na companhia de um cão que compõe temas alusivos às ilhas do triângulo - o álbum “Cruzeiro”, um trabalho instrumental gravado em Lisboa, no qual executa quase a totalidade dos instrumentos. Após um dilatado período dedicado apenas à composição e pequenos concertos, regressa aos estúdios para gravar o cd “Contemplações” onde regista 10 temas originais. “D' Azul e Negro” é o seu mais recente trabalho editado. Músicos nacionais e estrangeiros associam-se ao compositor numa viagem povoada de imagens poéticas e envolvidas por uma atmosfera sonora repousante e apetecida, onde os sons acústicos são predominantes. É membro da Sociedade Portuguesa de Autores com mais de 40 obras registadas, e está representado na edição do catálogo “20 Melodias, 20 Poemas, 20 Pinturas do Séc. XX” com os temas “Chamateia”, “Boi do Mar” e “No Vapor da Madrugada” numa edição da Direcção Regional da Cultura (Açores).

http://www.contratempo.com/labett


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