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Apresentação do Livro "Diários da Brevidade" de Pedro Barroso



Data:

29 de Novembro de 2017


Hora:

18h00


Local:

Auditório Maestro Frederico de Freitas

Av. Duque de Loulé, 31 1069-153 Lisboa




“UM ACERVO DE DESABAFOS ÍNTIMOS”

No dia a seguir a completar 67 anos, quando o calendário apontava para o dia 29 de Novembro de 2017, o multifacetado autor Pedro Barroso lançou no Auditório Maestro Frederico de Freitas da SPA o seu novo livro, intitulado “Diários de Brevidade”. Com a chancela da Editorial Âncora, a obra constitui “um acervo de desabafos íntimos”, conforme o conceituado autor descreve no prefácio que ele próprio assina.

Num desenrolar de histórias, umas tristes, outras irónicas e críticas, outras ainda produto de reflexões soltas, muitas filosóficas, Pedro Barroso foi encantando a assistência ao ler, como ele tão bem sabe, alguns dos “recados” que quis deixar escritos como testemunhos do seu tempo e da estrada que percorreu com tanto orgulho. Desta vez, não cantou. Só contou. Com a liberdade do artesão…

“Há quem faça cicloturismo ou caminhada. Eu escrevo. Encaro a minha finitude com a elegância possível. É-me terapêutico fazê-lo”, explica. “Há, pois, que escoar o abundante produto assim mesmo, caótico e esquivo. Caldeado pela fúria de resistir e pela vontade de tentar exercitar a loucura, a fantasia e alguma improvável lucidez.”

O seu livro, como provou ao ler de forma aleatória alguns dos pensamentos ali expostos, é construído “em jeito de diário de improvisos”. Congrega, “de forma pouco arrumada, sem respeitar grandes cânones ou dogmas literários” escritos vários, maioritariamente publicados em “posts” no “facebook” e em colaborações dispersas por livros, “sites”, jornais, revistas, “blogs”, intervenções públicas… Enfim, será, diz, ”um coligir de alma dispersa, uma amálgama de nadas e de tudos”. Alguns mesmo, são documentos únicos, “de muitas estradas percorridas e de muita ‘gente que foi gente’ e merece constar pelo seu contributo.”

Por isso, e porque são reflexões avulsas, umas vezes fazem-nos rir e outras pensar, como aconteceu com a exposição que fez na SPA. “Jardinem a vida!”, recomendou a finalizar, referindo-se à leitura do livro que acabara de apresentar.

Pedro Barroso foi distinguido este ano, no Dia do Autor Português, com a Medalha de Honra da SPA, tendo afirmado, na altura, que ela tinha vindo “num momento cirurgicamente pessoal muito estimulante e terapêutica” para lhe dar força e “continuar a cultivar a diferença”.

Texto de Edite Esteves


Na mesa, António Baptista Lopes (Âncora Editora), Pedro Campos (Administrador da Sociedade Portuguesa de Autores) e Pedro Barroso (Autor do Livro)