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DOCUMENTÁRIO "PHIL MENDRIX"



Data:

16 de Novembro de 2017


Hora:

18h00


Local:

Auditório Maestro Frederico de Freitas

Av. Duque de Loulé, 31 1069-153 Lisboa


Seguido de

um breve apontamento músical



“SIR” PHIL MENDRIX HOMENAGEADO PELA SPA DÁ SHOW COM A SUA GUITARRA

Ele vibra, ele vive, canta e dança, sente, escuta cada nota dos elementos da sua banda, e dirige e toca como ninguém a sua inseparável Gibson vermelha, tratada com o máximo carinho e afinada à exaustão. Se bem que, neste momento, os seus 70 anos e a sua débil condição física não o deixem entrar em êxtase e delírio como antes, é fácil ainda embalar-nos e inspirar-nos, levando quem o ouve aos píncaros da emoção. Na nossa frente, a figura típica do rocker português Phil Mendrix, um dos melhores guitarristas portugueses de sempre, ligado de perto ao período áureo do rock.

Filipe Mendes, presenteado pela SPA com a Medalha de Honra da cooperativa dos autores portugueses, pelas mãos do administrador Pedro Campos, na tarde de 16 de Novembro último, agradeceu a homenagem com aquilo que mais sabe fazer e que o empolga: dirigiu um um mini-concerto dedicado não só à cooperativa e ao público que o aplaudia no Auditório Maestro Frederico de Freitas, mas especialmente a cada um dos elementos da banda que o acompanhava, alguns deles há muitos anos. Assim, cantou e tocou com e para Urbano Oliveira na bateria, José Gonzalez na guitarra baixo, Tomás Pimentel no trompete e João Madeira (John Wood) nos teclados, num momento de profunda cumplicidade.

Antes do concerto, a assistência teve oportunidade de rever a atribulada vida de Filipe Mendes através de um premiado documentário biográfico de Paulo Abreu, que dá conta do percurso de um dos melhores guitarristas portugueses de sempre, que, desde 1965, fez parte de bandas como os Chinchilas, Roxigénio, Psico, Heavy Band, Irmãos Catita e Ena Pá 2000, destacando os seus magníficos e ímpares solos.

E foi, exactamente, com um empolgante solo de guitarra que terminou a sua actuação, aplaudida de pé com entusiasmo.

Texto de Edite Esteves