Grande Prémio de Tradução Literária SPA/APT 2017




Data:

15 de Dezembro de 2017


Hora:

18h30


Local:

Sala-Galeria Carlos Paredes

Rua Gonçalves Crespo, 62




ANTÓNIO SOUSA RIBEIRO VENCE COM “OS ÚLTIMOS DIAS DA HUMANIDADE”

O investigador António Sousa Ribeiro recebeu o Grande Prémio de Tradução Literária APT/SPA 2017, pela tradução integral (do alemão) da peça dramática “Os Últimos Dias da Humanidade”, de Karl Kraus, publicada em 2016, pela Húmus Editora.

Instituído pela Associação Portuguesa de Tradutores (APT), com o patrocínio da Sociedade Portuguesa de Autores, o prémio, que tem um valor monetário de 2500 euros, foi entregue àquele professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) e investigador do Centro de Estudos Sociais (CES) numa cerimónia que decorreu na Sala-Galeria Carlos Paredes da SPA, no passado dia 15 de Dezembro.

Foram ainda distinguidos com menções honrosas Maria do Carmo Figueira, pela tradução (do inglês) de “A Vegetariana”, de Han Kang, das Publicações D. Quixote, e Carlos Leite, por “Morrer Sozinho em Berlim”, de Hans Fallada (também do alemão), da Relógio D'Água. Este tradutor, no entanto, não esteve presente na sessão.

O júri deste prémio nacional foi composto por João Ferreira Duarte, Teresa Seruya, que apresentou o prémio, e Alexandra Lopes.

“Os Últimos Dias da Humanidade”, que nesta edição portuguesa tem cerca de 900 páginas, constitui um dos textos fundamentais da literatura austríaca e europeia do século XX. Daí a presença na cerimónia do embaixador da Áustria em Portugal, Thomas Stelzer.

A tradução de António Sousa Ribeiro esteve na base da encenação de Nuno Carinhas e Nuno M. Cardoso, estreada pelo Teatro Nacional São João, no Porto, em 27 de Outubro de 2016, e representada este ano, em Lisboa, no Teatro Nacional D. Maria II.

Através do Grande Prémio de Tradução Literária, a Associação Portuguesa de Tradutores e a Sociedade Portuguesa de Autores procuram destacar a tradução como exercício de autoria em literatura, e dar ao tradutor “o lugar que merece no mundo da cultura nacional e internacional”.

Concorreram ao prémio seis editoras num total de 18 obras, 14 traduzidas do inglês, 2 do alemão, 1 do francês e 1 do russo. E, segundo Teresa Seruya, na generalidade, “as traduções são de muito boa qualidade, pelo que o trabalho de selecção foi bastante espinhoso”.

Texto de Edite Esteves