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Acesso das populações à arte adquirida pelos bancos

 A SPA congratula-se com o facto de o Ministério da Cultura ter adquirido por cinco milhões de euros a colecção de arte do BPN, que irá ficar patente ao público em Coimbra nos próximos 25 anos. Esta colecção que inclui obras de Vieira da Silva, Paula Rego, Júlio Pomar e muitos outros integra cerca de 200 obras de mais de 80 artistas.

Os bancos em geral deixaram de investir na aquisição de arte e na sua promoção, havendo, como é sabido, casos extremos de gestão danosa que pelos prejuízos causados ao Estado e aos cidadãos são do estrito foro Judicial. É importante e urgente que o Estado, como acontece neste caso, adquira as obras e actue no sentido de assegurar a desejável fruição delas pelo grande público, se possível em colaboração com as autarquias locais.
Durante anos, alguns bancos foram os grandes clientes de vários artistas portugueses utilizando muitas vezes as obras para mera promoção das respectivas administrações. As obras não podem ficar esquecidas nem perdidas, devendo ser colocadas aos alcance das populações, o que também constitui uma forma concreta de respeito pelo trabalho criador dos autores.
 
Llisboa, 30 de Janeiro de 2020