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Aumentam as adesões de autores ao abaixo-assinado da Cópia Privada

 Caro cooperador,

 

Agradecemos àqueles que nos últimos dias fortaleceram o abaixo-assinado de apoio à revisão da Lei da Cópia Privada acentuando a justeza de uma luta que se trava em nome dos direitos dos autores portugueses, mas também dos artistas e de outros sectores que aquele diploma irá abranger.

 

Neste momento, já somos duas centenas a subscrever um documento que contrasta com a agressividade e o insulto daqueles que, representando interesses nebulosos e a própria pirataria no espaço digital, decidiram fazer da SPA o seu inimigo principal e o alvo de todos os ataques e provocações. Apoiada na razão que lhe assiste, a SPA não recuará e muito menos desistirá.

 

Aproveitamos para recordar que a campanha em curso contra a revisão da Lei da Cópia Privada e contra a SPA visa condicionar os deputados que em sede parlamentar irão votar na especialidade o novo diploma legal. A SPA, como já abundantemente declarámos, não tem competência para fazer leis e para as impor. Limita-se a apresentar as suas legítimas razões e a argumentar em defesa dos milhares de criadores que representa.

 

Não pode, no entanto, deixar de ser realçado o carácter excepcionalmente violento e frequentemente difamatório da linguagem utilizada por aqueles que nos atacam, o que é revelador não só da dimensão dos interesses que se movimentam nos bastidores desta campanha, mas também de profunda má-fé ou ignorância de quantos, defendendo o princípio da gratuitidade, imaginam que o espaço digital é uma espécie de território sem lei no qual se podem servir de tudo sem nada pagarem pelo uso das obras que querem fruir. Tentem fazer o mesmo num hipermercado ou numa farmácia e verão que sorte lhes está reservada.

 

Por isso é tão importante a inclusão dos vossos nomes neste abaixo-assinado, instrumento de luta por uma causa justa que irá chegar às instâncias próprias como forma de acentuar que não pode haver hesitação ou retrocesso quando o essencial está em causa. Já somos duzentos autores, mas podemos e devemos ser muitos mais.

 

 

Lisboa, 30 de Janeiro de 2012