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Pesar da SPA pela morte do encenador Norberto Barroca

 A SPA manifesta o seu pesar pela morte aos 82 anos do encenador Norberto Barroca, associado da cooperativa desde 5 de Novembro de 1969 e seu cooperador desde 30 de Junho de 1988.


Natural da Marinha Grande, cuja actividade central dos vidreiros nunca deixou de ter presente e de admirar, Noberto Barroca licenciou-se em arquitectura em Lisboa e foi figura central, como encenador, da actividade teatral do país, designadamente no Porto, onde durante 12 anos (1998-2009) dirigiu com êxito o Teatro Experimental do Porto.
 
A sua carreira artística, sempre diversificada e exigente, incluiu o espectáculo “Um Cálice de Porto, com a Seiva Trupe, mas também chegou a encenar no Parque Mayer. Também encenou um texto do espanhol Fernando Arrabal e a peça “Felizmente Há Luar”, de Luís de Sttau Monteiro, que se manteve longamente em cena.
 
Norberto Barroca concluiu um mestrado em História na Faculdade de Letras do Porto. Foi nas Belas Arte, onde estudava arquitectura, que se cruzou com o Teatro Universitário de Lisboa, dirigido por Fernando Amado, estreando-se profissionalmente com um espectáculo com o qual o Centro Nacional de Cultura assinalou em 1960 o aniversário da morte de Fernando Pessoa. Também participou nas Fundação da Casa da Comédia com João Osório de Castro.
 
Em Outubro do ano passado, Norberto Barroca encenou na sua Marinha Grande uma recriação histórica da chegada de Guilherme Stevens, que foi o grande impulsionador da Real Fábrica de Vidros, que deixou marca profunda na sua memória. 
 
Foi um homem do teatro e dos vários teatros que soube conceber e dinamizar, capaz de atrair e abarcar vários públicos e gostos diversos e complementares.
 
A SPA transmite pelo seu falecimento o seu pesar solidário à família do encenador que, nessa condição, nunca deixou de estar ligado à cooperativa dos autores portugueses, que agora o recorda e homenageia.
 
Lisboa, 6 de Janeiro de 2020