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Programa Media está ameaçado

Numa altura em que a Comissão Europeia está a preparar a sua proposta para o próximo quadro financeiro que entrará em vigor depois de 2013, a independência e o orçamento do Programa MEDIA, que apoia a indústria audiovisual europeia, vê-se ameaçada.

Junte-se a nós e adira à petição dos cineastas europeus, lançada pela ARP - Sociedade Civil de Autores, Realizadores e Produtores (http://www.larp.fr/home/?p=2257), com o objectivo de preservar a independência do Programa MEDIA e o orçamento para o período após 2013 (texto da Petição em anexo).




Petição dos cineastas para salvaguardar a independência do programa Media


A Comissão Europeia decidiu suprimir a independência do Programa MEDIA.

A preocupação quanto a esta supressão estende-se para lá das paredes do Berlaymont, a torre de vidro em Bruxelas onde está situada a sede da Comissão Europeia.

Nós, realizadores e produtores europeus, estamos extremamente preocupados com a forma como o Programa MEDIA está a ser posto em causa.

Este Programa, criado há 20 anos, contribuiu para a construção de uma verdadeira indústria cinematográfica europeia e para a criação de obras maiores que fazem, actualmente, parte integrante do património europeu e que, sem ele, nunca teriam sido criadas. Dois terços do seu orçamento destinam-se a melhorar o processo de distribuição dos filmes europeus, através da concessão de apoios a operadores (rede Europa Cinemas) e distribuidores independentes. A distribuição de filmes europeus torna-se ainda mais necessária à educação do público mais jovem e à criação de gostos culturais diversificados, num contexto que se está a tornar cada vez mais estereotipado e num ambiente audiovisual altamente competitivo, que envolve os principais intervenientes de outros continentes.

Mais recentemente, o Programa MEDIA demonstrou uma grande capacidade de resposta, ao encontrar recursos financeiros que permitiram a aquisição de equipamento digital por parte dos cinemas de países europeus em que os auxílios estatais são mais baixos, o que constitui uma vantagem fundamental para a distribuição cinematográfica.

O Programa MEDIA, através dos seus apoios ao desenvolvimento de projectos e acções de formação, tem contribuído para a criação de verdadeiras redes de produtores europeus geradoras de co-produções, graças às quais os filmes têm visto a sua distribuição garantida nos países de origem dos co-produtores.  Recentemente, o Programa criou, aliás, um fundo que permitirá a mobilização dos bancos, pelos produtores cinematográficos europeus.

Nós, cineastas europeus, respondemos recentemente a um questionário com o objectivo de manter e desenvolver este Programa.

Lamentamos o facto de a Comissão Europeia se ter limitado a suprimir os benefícios, reduzindo o crédito e pondo fim à especificidade do Programa MEDIA, em vez de conceder os meios necessários à renovação do Programa e ponderar, juntamente com os Estados-membros, sobre outras formas de financiar o Programa para além das contribuições dos Estados-membros (através de um sistema fiscal europeu adicional).

Recusamo-nos, pura e simplesmente, a permitir a supressão do Programa MEDIA, ou mesmo a vê-lo fundido com outro programa mais abrangente.

Apelamos ao Presidente da Comissão Europeia para que aceite receber uma delegação de cineastas europeus, e a fazê-lo com a maior brevidade possível.

Naturalmente, esta ameaça ao Programa prejudica gravemente a criatividade e a cultura, pilares da nossa identidade e dos nossos valores europeus.

Conformarmo-nos com ela seria darmo-nos já por vencidos nesta grande luta pela promoção da diversidade e riqueza das produções audiovisuais europeias, pela nossa cultura, pela nossa forma de viver e de pensar, bem como pela defesa dos postos de trabalho e das várias indústrias europeias que são defendidas através das nossas imagens.

Esta é uma convicção que desejamos partilhar com os construtores desta Europa.

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