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SPA solidária com os órgãos de informação que lutam contra a pirataria que os ameaça

 A SPA tem consciência de que no grave contexto colectivo em que vivemos  há fenómenos que exigem uma redobrada vigilância e também uma urgente capacidade de intervenção. Um desses fenómenos é a pirataria que se agrava pelo facto de todos terem uma urgente necessidade de partilhar tudo com todos no isolamento das suas casas. Em muitos casos essa partilha é também uma forma de mitigar o sofrimento pelas muitas perdas, mas tem de respeitar a lei e os princípios e regras em que ela se traduz. Não existe outro caminho.

Do mesmo modo que defende a protecção das obras criadas pelos autores de todas as disciplinas, a SPA, com os seus 26 mil associados, sabe que a generalizada partilha sem regras dos conteúdos informativos  põe em causa milhares de postos de trabalho, a credibilidade da própria informação e talvez mesmo a sobrevivência de algumas publicações.
 
A SPA defende, no quadro das obrigações basilares da vida democrática, a liberdade e a sustentabilidade de uma informação digna que nos diga todos os dias mais sobre aquilo que estamos a sofrer e a perder e sobre o futuro da nossa vida colectiva depois de se alcançar o desejado estado de normalidade quando a pandemia estiver controlada.
 
Por isso, a SPA solidariza-se agora com todos os directores de jornais e revistas que se juntaram para exigir uma efectiva recusa da pirataria e o acesso regular a uma informação de qualidade, sugerindo mesmo aos leitores que assinem as edições digitais e que não deixem de adquirir as publicações nos postos de venda.
 
Esta crise que atinge a informação pode vir a ser grave para a própria vida democrática, exigindo por isso firmeza e solidariedade dos cidadãos, estando incluídos nesse número os milhares de autores que todos os dias lutam pela defesa dos seus direitos, tendo a SPA como plataforma que os une e mobiliza com esse objectivo e que também se bate para que não percam a solidariedade anunciada pelo Estado e garantida pela sua própria cooperativa.
 
Lisboa, 6 de Abril de 2020