A SPA renova apelo às autarquias para contratarem artistas e apoiarem a cultura

Em comunicado difundido em 4 de Abril, a SPA, sob a forma de carta aberta dirigida às estruturas do poder local e às instituições que influencia e coordena, formulava um apelo no sentido de que as câmaras e juntas de freguesia não deixassem de contratar os artistas e autores com os quais trabalha regularmente. Apelava também no sentido de que fossem parcialmente pagos os valores contratualizados, mesmo em caso de adiamento sem data dos actos artísticos programados. Entretanto, o poder local recebeu um apoio significativo do governo, designadamente com o objectivo de manter activa a sua prática cultural e artística em todo o país, em conformidade com as regras de protecção impostas pela Direcção Geral de Saúde.

Sabe a SPA que, mesmo no incerto Verão em curso, os níveis de contratação de artistas pelas autarquias se encontra muito aquém das necessidades e expectativas dos artistas e dos autores, o que, mesmo num grave contexto de crise, não é aceitável nem justificável.

Saliente-se o facto de, com criatividade, centenas de artistas terem procurado soluções e formas de organização que viabilizem as suas actuações. A SPA que não tem a vontade de organizar espectáculo autonomamente e de criar um mercado que a pandemia tem vindo a destruir, volta a apelar às autarquias no sentido de quem contratem os artistas que com elas sempre têm trabalhado.

A cooperativa dos autores portugueses regista uma significativa redução de contratos, o que, inevitavelmente empobrece os artistas e autores portugueses e se reflecte também negativamente na estabilidade financeira desta organização que tem como dever central a defesa dos criadores dos artistas e da própria cultura como fonte de riqueza, de emprego e de coesão nacional.

Lisboa, 17 de Julho de 2020

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