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SPA propõe criação de Aliança Cultural para a Paz para unir e mobilizar vontades


A SPA, com base na sua experiência internacional, reforçada pelo facto de se encontrar na liderança ou na direcção de grandes organismos do direito de autor como o Comité Europeu de Sociedades de Autores, a Direcção do Grupo Europeu de Sociedades de Autores e o Comité Executivo do Writers and Directors Worldwide, considera que são graves e preocupantes os momentos que a Europa e o mundo vivem, sobretudo pelas ameaças que se avolumam em relação à paz no mundo.

A eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, o Brexit britânico em relação à União Europeia e o agravamento das tensões entre países como a Holanda e a Turquia mostram que é urgente unir as energias e vontades de todos os que se querem empenhar num combate global pela paz, designadamente os autores e os artistas.

Por esse motivo, apoiando-se em declarações recentes de António Guterres, secretário-geral da ONU, a SPA apela aos autores portugueses e às instituições marcantes na via cultural e social portuguesa no sentido de que subscrevam esta declaração que sublinha a importância e a urgência da paz, por poder contribuir para fortalecer os laços de empenhamento e solidariedade que devem caracterizar o nosso trabalho de esclarecimento e mobilização de vontades, energias e disponibilidades.

O documento que serve de base a esta acção já foi assinado por autores, instituições e personalidades, devendo os seus nomes, numa fase ainda inicial, ser divulgados dentro de dias. Quem quiser aderir a esta acção de intervenção cívica e esclarecimento pode contactar a SPA (http://bit.ly/AliançaCultural), para que o seu nome ou o da sua constituição passem a fortalecer esta proposta de trabalho colectivo em nome da paz e da sua inadiável celebração e defesa.


ALIANÇA CULTURAL PARA A PAZ
CONTRA A AMEAÇA DE NOVOS CONFLITOS


"A procura do bem supremo da Paz deve ser o nosso nosso objectivo e o nosso princípio orientador. A dignidade e a esperança, o progresso e a prosperidade- enfim tudo o que valorizamos como família humana-depende da Paz"- afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na sua mensagem de apelo à paz, emitida no dia 1 de Janeiro.

Por subscrever integralmente as palavras de António Guterres, cuja candidatura empenhadamente apoiou, a Sociedade Portuguesa de Autores decidiu dar corpo a uma iniciativa que as palavras do líder da ONU tornam ainda mais justa e urgente.

Por isso está a lançar a ideia da criação de uma Aliança Cultural para a Paz que seja capaz de mobilizar energias e vontades de instituições portuguesas e internacionais, nas áreas da criação, da difusão cultural e do apoio à actividade criadora que mobilize todos quantos sentem que a instabilidade mundial, sempre geradora de incerteza e de temor, está a criar condições que de nós exigem criatividade, resistência, imaginação e força para fazer da palavra Paz um factor de unidade, de vigilância e de criação de uma nova esperança.

É sabido que a cultura, além de gerar riqueza, emprego, coesão social e atractividade internacional, é um poderoso factor de incentivo ao diálogo e à superação de medos individuais e colectivos que tanto obscurecem os dias das nossas vidas.

António Guterres, no início da sua actividade como secretário-geral da ONU foi capaz de sintetizar o que nos mobiliza para este combate que factos como o Brexit, a eleição de Donald Trump para Presidente dos Estados Unidos e a guerra na Síria têm vindo a acentuar e a agravar dramaticamente.

É tempo de unir e mobilizar os criadores culturais, os artistas e todos aqueles que vêem a cultura como um instrumento de esperança, de união e de diálogo para que as nossas vidas individuais e colectivas não voltem a mergulhar em tempos de horror, privação, de fuga e morte como os que caracterizaram a II Guerra Mundial ou caracterizam dia a dia a vida de centenas de milhares de refugiados, tragédia com a qual António Guterres tão bem soube lidar, com determinação e capacidade de decisão, durante os 10 anos em que foi Alto Comissário da ONU para os Refugiados.

Vamos juntar-nos em torno desta ideia e dar-lhe a força da nossa energia, da nossa unidade e da nossa esperança.


Lisboa, 15 de Março de 2017