Pesar da SPA pela morte do realizador Alfredo Tropa

A SPA manifesta o seu pesar pela morte do realizador Alfredo Tropa, que ingressou na cooperativa em 20 de Maio de 1969 e deixou uma obra reconhecida.

Nascido no Porto em 1939, Alfredo Tropa estudou na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, tendo realizado naquela cidade a sua primeira curta-metragem com o título “Inundações”. Em 1961 partiu para Paris, onde foi bolseiro do Fundo do Cinema Nacional. Estagiou na televisão francesa. Foi assistente de realização de filmes como”Mudar de Vida”, de Paulo Rocha, e de “Uma Abelha na Chuva”, de Fernando Lopes. Filmou entretanto “Pedro Só”, a sua longa-metragem de referência.

Integrado nos quadros da RTP, realizou a sessão feita em 25 de Abril de 1974 a partir dos Estúdios do Lumiar, controlados pelo MFA. Em 1976 fez a primeira experiência a cores da televisão pública, Foi director dos arquivos da televisão pública. Foi agraciado pelo Presidente da República com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Segundo a Academia Portuguesa de Cinema, Alfredo Tropa deveria ser um dos homenageados este ano com o Prémio Sophia de Carreira.

Foi o realizador da série documental “O Povo que Canta”, criado pelo musicólogo corso Michel Giacometti, que viveu muitos anos em Portugal e fez em excepcional levantamento da nossa música tradicional.

Lisboa, 6 de Julho de 2020

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