Entrega do Prémio Pedro Osório a Júlio Pereira foi tempo de celebração da universalidade do cavaquinho

Prémio Pedro Osório 2018 foi entregue, ao fim da tarde da passada terça-feira, dia 20 de Fevereiro, a Júlio Pereira pelo presidente da SPA, José Jorge Letria, tendo como base a edição do CD “Praça do Comércio” em 2017 e constituindo mais um contributo importante do trabalho do músico para afirmar a importância instrumental do cavaquinho a nível nacional e também internacional. O prémio, como é habitual constou de um troféu e do valor de 2.500 euros. Este e os restantes prémios entregues pela SPA no início de cada ano foi apoiado materialmente pelo Millenniumbcp, representado na sessão pelo Dr. Pedro Raújo.


Júlio Pereira convidou para estarem na mesa da sessão de entrega da distinção e para intervirem e estudioso João Luís Oliva, que tem escrito textos fundamentais sobre o cavaquinho para os seus discos e o jovem músico Daniel Pereira. Ambos sublinharam a qualidade do trabalho do músico como intérprete, compositor e orquestrador, com uma carreira que teve muitos pontos altos, com destaque para a publicação do LP “Cavaquinho” em 1981, para vários outros discos e ainda para os nove anos em que colaborou activamente com José Afonso, tanto em Portugal como no estrangeiro, em discos e muitas dezenas de concertos.

Júlio Pereira agradeceu à SPA, para além do prémio, o apoio que tem sido dado regularmente à estrutura criativa que criou para apoiar a expansão e a afirmação nacional e internacional do cavaquinho.

José Jorge Letria aproveitou a oportunidade para mostrar o cavaquinho que no próximo dia 8 de de Março entregará em Genebra ao director-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual OMPI), Francis Gurry, como forma de anunciar o apoio da cooperativa dos autores portugueses à afirmação internacional do cavaquinho, o que acontecerá também junto da Unesco.

Júlio Pereira falou de vários momentos da sua carreira e do seu trabalho criador e no final apresentou com êxito alguns dos seus temas, acompanhado pelos músicos que com ele trabalham mais regularmente. Foi um momento de festa e de celebração da importância do cavaquinho que, partindo do norte de Portugal, chegou ao Brasil, a Cabo Verde, à Indonésia e ao Havai, onde tem o nome de “ukulele”.

Lisboa, 21 de Fevereiro de 2018

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