Grande exposição sobre a Censura na cultura (1936-1974) inauguração na SPA a 14 de Dezembro

“O Que Ficou por Dizer-A Censura na Cultura e nas Artes-1936-1974” é o título da grande exposição que a SPA inaugura no próximo dia 14, às 18.30, na Sala-Galeria Carlos Paredes, no edifício 2 da cooperativa, e que ficará patente durante vários meses, podendo depois vir a ter itinerância por alguns pontos do país onde existam condições para a receber e apresentar, designadamente ao público mais jovem.

A exposição, que inclui texto abundante, fotos e a reprodução de documentos, tem secções dedicadas a todas as áreas de criação cultural que sofreram durante décadas a intervenção regular e implacável da Censura. A concepção gráfica e estrutural do evento esteve a cargo do artista visual e cenógrafo Fernando Filipe, colaborador regular da cooperativa. A mostra inclui ainda textos de autores que referem o modo com a Censura afectou as áreas da música o da literatura, do cinema e do teatro, entre outras.

Na altura em que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa confere à SPA o estatuto de membro honorário da Ordem da Liberdade, esta exposição recorda e destaca a forma como o aparelho censório tanto afectou a vida e a obra de alguns dos maiores criadores portugueses do século XX, nomes que todos recordam e respeitam mas nem sempre vêem como vítimas do trabalho diário dos censores que nada poupavam, em nome dos interesses da ditadura e da sistemática privação da liberdade de expressão. A SPA nunca deixou de se bater por essa liberdade como valor e princípio e só o 25 de Abril fez justiça aos autores de todas as disciplinas, dando-lhes as condições de criação que nunca antes tinham tido. A inauguração desta exposição foi adiada devido ao facto de, entretanto, se ter organizado outra sobre o general Humberto Delgado, cujo nome foi atribuído em maio ao Aeroporto de Lisboa.

Lisboa, 13 de Dezembro de 2016

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