Voto pela neutralidade defende unidade do GESAC num complexo debate europeu

O Grupo Europeu de Sociedades de Autores e Compositores, de que José Jorge Letria é vice-presidente com os líderes da SACEM de França e da PRS do Reino Unido, tomou a decisão de manter uma posição de neutralidade em relação às posições dos eurodeputados Voss e Cavada, respectivamente da Alemanha e de França, sobre o texto da directiva que será votada no próximo dia 12 no Parlamento Europeu.

O presidente da SPA participou activamente na longa conferência telefónica que, na passada quinta-feira, pôs em contacto os nove dirigentes de sociedades de autores que integram a Direcção do GESAC. José Jorge Letria, à semelhança de outros líderes de sociedades, sublinhou a necessidade indispensável do GESAC manter a sua unidade numa Europa dividida e confusa e de, no futuro próximo, se preservarem as condições que permitirão fazer alianças e procurar pontos de convergência que fortaleçam a estrutura que mais amplamente representa os criadores de toda a Europa. O presidente da SPA disse-o também na sua condição de ex-presidente do Comité Europeu da CISAC durante quatro anos.

Afirmou ainda que as eleições para o Parlamento Europeu em 2019 poderão agravar este quadro se as condições de unidade e diálogo forem significativamente afectadas.

A propósito desta importante legislação refira-se que dois em cada três cidadãos acreditam que os gigantes tecnológicos têm mais poder que a União Europeia, dados resultantes de uma sondagem realizada entre 24 e 30 de Agosto de 2018 em diversos países da Europa, designadamente Espanha, Itália, Alemanha, Polónia, Grécia ou República Checa, com uma amostra representativa das populações dos países alvo.

Merece destaque especial o facto de 87% dos inquiridos nesta sondagem efectuada pela primeira vez na Europa serem a favor de legislação que garanta uma remuneração justa para os autores.

A cooperativa dos autores portugueses espera que os eurodeputados saibam interpretar a vontade dos cidadãos, que sejam sensíveis aos valores da justiça e da importância das actividades criativas no desenvolvimento dos países, de modo a que no dia 12 de Setembro seja aprovada uma legislação justa e que permita aos criadores verem o seu trabalho remunerado pela utilização das suas obras no mercado digital.

Lisboa, 7 de Setembro de 201

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