VERGÍLIO FERREIRA: UM SÉCULO, UMA VIDA, UMA OBRA

Nascido em Gouveia, em 28 de Janeiro de 1916, Vergílio Ferreira foi um dos mais importantes ficcionistas e também pensadores portugueses da segunda metade do século XX. Filho de pais que emigraram cedo para o Canadá, Vergílio Ferreira foi criado com os irmãos mais novos, estudou num seminário e em 1936 passou a frequentar o Liceu da Guarda. Na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra escreveu poesia, nunca publicada, e escreveu “O Caminho Fica Longe”, o seu romance de estreia.

Licenciado em Filologia Românica , leccionou no Liceu de Faro. Depois foi professor do Liceu de Bragança e começou a escrever “Vagão J”, romance publicado em 1946. Casou com uma professora polaca refugiada em Portugal. Depois de uma passagem pelo Liceu de Gouveia, período em que escreveu “Manhã Submersa”, depois adaptado ao cinema por Lauro António, tornou-se professor do Liceu Camões, onde se manteve até à aposentação.

Em 1992 foi eleito para Academia das Ciências e recebeu o Prémio Camões pelo conjunto da sua obra, repartida pelo romance, pelo conto, pelo ensaio e por uma intensa actividade diarística de que resultaram os volumes de “Conta-Corrente”. Falecido a 1 de Março de 1996 na sua casa de Lisboa, foi sepultado no cemitério de Melo, a sua terra, com o caixão virado para a Serra da Estrela, por sua vontade expressa. Em 1979 foi agraciado como Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada.

Deixou uma obra extensa e de excelência que se encontra agora, no centenário do seu nascimento, a ser reeditada. Vergílio Ferreira tornou-se associado da SPA em Abril de 1972. Deixou, influenciado pelo corrente filosófica do existencialismo, importantes páginas de reflexão filosófica que hoje devem ser recordadas pelo seu carácter excepcional.

Lisboa, 28 de Janeiro de 2016

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