Pesar da SPA pela morte de Manuel António Pina, poeta e prémio Camões 2011

A Direcção e o Conselho de Administração da SPA manifestam o seu mais sentido pesar pelo falecimento, hoje, dia 19 de Outubro, do poeta, jornalista, autor de literatura para crianças e jovens e guionista de televisão Manuel António Pina, associado da SPA desde 1978 e seu cooperador desde 1985.

Galardoado com o Prémio Camões em 2011, Manuel António Pina, que foi jornalista durante mais de três décadas, viu consagrada a qualidade de uma obra que teve expressão reconhecida pelo público e pela critica em vários domínios, em particular a poesia, domínio em que se tornou uma referência fundamental das últimas duas décadas.

Por outro lado, mesmo afastado da rotina das redacções dos jornais, Manuel António Pina continuou a colaborar regularmente como cronista, deixando nos seus textos a marca de uma ironia, de uma atenção ao quotidiano e de uma visão crítica de Portugal que faziam parte da sua forma de estar no mundo e na literatura.

Jornalista do Jornal de Notícias durante cerca de três décadas, Manuel António Pina, que era licenciado em Direito, manteve a sua actividade como cronista no JN e também na revista Notícias Magazine.

Tendo-se estreado como autor de literatura para crianças em 1973, com o livro O País de Pernas para o Ar, Manuel António Pina criou uma extensa obra neste domínio, com destaque para títulos como Gigões & Anantes ou o Pequeno livro da Desmatemática. Publicou também teatro, colectâneas de crónicas e uma extensa obra poética de que sobressaem títulos como Cuidados Intensivos, Atropelamento e Fuga, Gatos, Poesia, Saudade da Prosa ou Como se Desenha uma Casa.

A sua obra foi distinguida com um Prémio Gulbenkian, o Prémio de Poesia da Casa da Imprensa, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores e, finalmente, com o Prémio Camões em 2011.

Manuel António Pina escreveu ainda para televisão e exerceu advocacia e foi publicitário antes de ingressar na redacção do Jornal de Notícias.

O escritor nunca escondeu a sua paixão pelos gatos, que tinha com abundância em casa e que várias vezes evocou e celebrou nos seus textos e entrevistas devendo, por esse motivo, esta referência constar da notícia necrológica com que dele nos despedimos.

No momento em que este comunicado é difundido, desconhece-se ainda em que local o corpo será velado e para que cemitério será transportado.

Nesta hora de perda, a Direcção e a Administração da SPA endereçam à família de Manuel António Pina o testemunho do seu mais solidário pesar.

Lisboa, 19 de Outubro de 2012

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