Pesar da SPA pela morte de Querubim Lapa

A SPA manifesta o seu pesar pelo falecimento do artista visual Querubim Lapa, pintor, escultor, desenhador e ceramista, seu associado desde 31 de Outubro de 2005 e considerado por críticos e historiadores de arte como um dos mais importantes criadores do sector em que se destacou desde cedo pela diversidade e grande criatividade do seu talento artístico.

Nascido em 1925 em Portimão, Querubim Lapa fez parte de uma geração que se opôs à ditadura de Salazar e Caetano e que integra ou integrou grandes nomes como Júlio Pomar, João Abel Manta, Maria Keil, Jorge Vieira, Victor Palla, Rolando Sá Nogueira e José Dias Coelho, entre outros. Estudou na Escola António Arroio, onde desenvolveu durante 45 intensa e consagrada anos actividade como docente. Mais tarde concluiria os cursos de escultura e Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Nunca deixou de se empenhar no combate contra a ditadura e pelo triunfo da democracia e da liberdade.

Nunca deixou de desenhar e de pintar, mas diversificou a sua actividade criadora no cerâmica, no azulejo e na escultura. Trabalhou também com arquitectos como Raul Chorão Ramalho e Francisco da Conceição e Silva, participando em projectos de decoração de interiores em hotéis e dependências bancárias, dentro e fora do país. Das muitas obras que criou destacam-se as que concebeu para a escola que hoje tem o seu nome, em Campolide, para a Reitoria da Universidade de Lisboa, para a pastelaria Mexicana, para a Casa da Sorte no Chiado ou para o Palácio da Justiça, em Lisboa.

O historiador de arte Rui Afonso considera que Querubim Lapa foi o maior ceramista português do século XX, tendo em conta que Rafael Bordalo Pinheiro morreu em 1904.

Querubim Lapa desenvolveu uma actividade muito diversificada e rica, criando um painel para o Banco de Portugal em 1986 e o revestimento da estação de metro da Bela Vista, em 1998, e os azulejos para a Biblioteca José Saramago em Almada, em 2009. Em 1994 foi-lhe dedicada uma grande exposição retrospectiva no Museu Nacional do Azulejo. Morreu aos 90 anos vítima de problemas respiratórios, deixando uma obra excepcional.

Lisboa, 3 de Maio de 2016

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