SPA apoia ida de Aristides de Sousa Mendes para o Panteão Nacional

A Direcção e os restantes corpos sociais da SPA pronunciaram-se favoravelmente em relação ao projecto de trasladação dos restos mortais do cônsul Aristides de Sousa Mendes para o Panteão Nacional por considerarem que se trata de uma forma pública de reconhecimento do exemplo de coragem cívica e elevação moral dado ao mundo pelo diplomata em Junho de 1940 quando salvou a vida a cerca de 30 mil refugiados.

Aristides de Sousa Mendes assegurou a chegada a Portugal com os vistos emitidos de muitos refugiados, dos quais cerca de 10 mil eram judeus. Salazar afastou-o imediatamente da carreira diplomática e deu ordens para que não pudesse usar a carta de condução obtida no estrangeiro e para que não voltasse a exercer advocacia.

Com uma família numerosa, Aristides de Sousa Mendes viveu na miséria, vindo a morrer privado de bens e apoios essenciais. Foi sepultado com hábito de franciscano por não ter roupa que pudesse usar. Dois dos seus filhos emigrados para os Estados Unidos participaram como militares no desembarque dos Aliados na Normandia.

Aristides de Sousa Mendes, evocado em vários livros e filmes, é homenageado desde os anos sessenta do século XX no Museu Yad Vashem de Jerusalém pelo dignidade e grandeza da sua acção.

A SPA considera que o acto praticado em 1940 fez de Aristides de Sousa Mendes um herói e recorda o contributo por ele dado para salvar tantas vidas, muitas delas de artistas e intelectuais que o Holocausto teria destruído. A posição dos corpos sociais da SPA será transmitida aos órgãos de soberania portugueses.

Lisboa, 21 de Julho de 2017

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